DEUS E A VIDA UNIVERSAL – XIX
P
– Os ensinamentos do CEU (Centro Espiritual Universalista) da LBV estão
merecendo comentários especiais em nossos Postos familiares. Os relativos a
José e Maria nos levam a fazer mais uma pergunta que julgamos oportuna: – Eles
faliram, alguma vez?
R
– Sim: nenhum dos dois pertencia ao número dos que se conservaram sempre puros.
Ambos eram ESPÍRITOS PURIFICADOS. Maria sofreu uma encarnação
semi-material num planeta elevado. Encarnação semi-material porque o corpo era
fluídico: participava, por esse lado, da natureza do perispírito. A natureza
desses corpos fluídicos, nos mundos superiores, não vos será mais compreensível
do que a do perispírito, enquanto não estiverdes em estado de conhecer a
natureza dos fluídos que os compõem. O perispírito pode, com propriedade, ser
qualificado de semi-material pela simples razão de, sendo fluídico, poder
materializar-se à vontade. É, com relação à vossa matéria, o que é o vapor com
relação a água: matéria tênue, porém matéria, capaz de, em cada ocasião, tomar
a aparência de matéria compacta. Não conseguireis compreender a natureza dessa
parte do vosso ser, senão quando a vossa inteligência se houver desenvolvido
bastante, para sondar as profundezas do éter que vos cerca. Para vos
inteirardes das qualidades do ar que vos envolve, vós o descompusestes,
medistes e pesastes. O ar sempre esteve ao vosso alcance; contudo, quanto tempo
vos foi preciso para chegardes a conhecê-lo! Para compreenderdes os fluídos que
se encontram espalhados pelo espaço e que, por assim dizer, o compõem,
necessário é que chegueis – com espírito de ciência universal – às regiões onde
esses fluídos se despojem das partes heterogêneas. O homem, que já chegou à
Lua, precisará saber premunir-se contra as correntes pestilenciais para a vossa
humanidade. Há dificuldades bem grandes, mas a inteligência foi por deus dada
ao homem para que ele a exercite. O horizonte se distende a seus olhos para o
impelir, constantemente, a avançar. Que avance, pois, sem temor, mas com muita
humildade. Armado de amor à ciência universal, no desejo de progredir (SUSTENTADO
PELOS BONS ESPÍRITOS, PORQUE DEUS QUER QUE VOS AJUDEMOS, MAS QUE TRABALHEIS,
FAZENDO A VOSSA PARTE) o homem chegará, brevemente, ao fastígio dos
conhecimentos relativos à sua matéria. Então, essa matéria que o envolve se
modificará por sua vez, a fim de se prestar às NOVAS NECESSIDADES HUMANAS; e
ele, de estudo em estudo, de progresso em progresso, atingirá as venturosas
mansões onde estará na posse de toda a ciência referente ao vosso planeta a ao
turbilhão iluminado pelo Sol. Se quiserdes, para imaginar o que possam ser os
corpos fluídicos nos planetas elevados, uma comparação com a matéria que muda
de natureza sob as vossas vistas – se bem que sejam falhas todas as comparações
entre coisas do vosso mundo e as coisas dos mundos elevados – compararemos o
corpo humano na Terra à água, que vedes compacta, é o corpo igualmente humano,
de alguns outros planetas, ao vapor. Como no primeiro caso, neste também o que
temos diante dos olhos é água, mas num estado que lhe permite elevar-se nos
ares, confundir-se com as nuvens, em vez de se conservar pesada sobre um
suporte qualquer. Nas encarnações que se sucedem às vossas, o corpo perde,
pouco a pouco, a densidade e se torna CADA VEZ MAIS AERIFORME. Deixa de ter os
pés chumbados ao solo e se mantém em equilíbrio, qualquer que seja a sua
posição. Cerca as regiões que esses diversos planetas ocupam, uma atmosfera
adequada às necessidades da Natureza; e, assim como a água do mar sustenta,
mais facilmente que outra, o corpo que se lhe confia, do mesmo modo o ar dessas
regiões tem um peso superior ao dos corpos dos mortais que as habitam. Agora,
já vos podemos dizer: a queda de Maria foi muito leve, mesmo tendo-se em vista
a elevação que, SEM FALIR, ela havia alcançado; tão leve que não serieis
capazes de vislumbrar, no ato que a determinou, QUALQUER INDÍCIO DE FALTA,
AINDA QUE LEVÍSSIMA. A Virgem encarnou num desses mundos benditos, por que
tanto anseais. Para vós, tal encarnação seria INVEJÁVEL RECOMPENSA, que
tudo deveis fazer por conquistar. Mas, para a Virgem, foi uma punição, pois a
privou de UM ESTADO BEM MAIS BELO. Sirvamo-nos, ainda, de uma comparação
humana. Um homem que viveu na miséria mais abjeta, recebe, certo dia, uma
herança; passa a ter uma renda que lhe proporciona existência venturosa. Sem
dúvida, isso é para ele O CÚMULO DA FELICIDADE. Mas outro, ao contrário, que se
embalou em berço de ouro, que teve satisfeitos todos os seus caprichos, vê de
súbito desmoronar-se o alto pedestal (em que julgava manter-se SEMPRE) E
COMPROMETER SUA FORTUNA. Não é uma desgraça para ele? Mas é impossível,
repetimos, qualquer comparação ENTRE COISAS TERRESTRES E COISAS CELESTES.
Atentai, pois, no sentido, não na letra da comparação. Maria, purificada por
essa encarnação, retomou sem mais deslizes, o caminho simples e reto do
progresso, e ainda o trilha, pois não chegou ao cimo, isto é, à PERFEIÇÃO
SIDERAL. Embora não se ache, ainda, na categoria dos Espíritos Puros, suas
atuais encarnações (empregamos o têrmo para que possais compreender o seu
estado perispirítico) tão acima se acham das vossas inteligências QUE NÃO
PODEIS FAZER IDÉIA DO QUE SEJAM! José, cuja falta foi mais grave, teve a princípio
muitas encarnações na Terra. Mas, quando encarnou para auxiliar Jesus na sua
missão terrena, já se havia purificado, mediante sucessivas encarnações em
mundos mais adiantados. Grande é, presentemente, a sua elevação: é um Espírito
Superior, porém menos elevado que o da Virgem Maria em ciência universal.
Ambos, José e Maria, são muito inferiores a Jesus.
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