DEUS E A VIDA UNIVERSAL – XVII
P
– Queremos saber quais o sentido e o alcance destas palavras ditadas pelo
Espirito da Verdade: “Maria, Espírito perfeito; José, Espírito perfeito,
menos elevado que a Virgem; ambos inferiores a Jesus”. Quais, na PERFEIÇÃO,
a causa e o motivo da inferioridade de uns com relação a outros?
R
– Deus é perfeito de toda a Eternidade, somente Ele tem a PERFEIÇÃO
ABSOLUTA: o amor universal infinito, a ciência universal infinita. Somente Deus
pode dizer: “não irei mais longe”. Porque, desde toda a Eternidade, está no
limite supremo (pobre linguagem humana!). DEUS É O ÚNICO QUE, TENDO SEMPRE
SIDO, TENDO SEMPRE SABIDO, NADA TEM DE APRENDER OU DE SER MAIS. Criador
incriado, Ele é ETERNO, e o ETERNO não tem causa. Ora, o Espírito criado
jamais o pode igualar; tudo, no Universo, na Imensidade, no Infinito, tende
sempre a progredir. Portanto, o Espirito – por mais adiantado que seja, moral,
intelectual e espiritualmente – não poderá nunca igualar-se a Deus: tem de
aprender sempre, através das “eternidades”, por toda a Eternidade! Para o Espírito,
qualquer que ele seja, o progresso intelectual é indefinido, restando-lhe
sempre aquisições a fazer em ciência universal, SEM QUE HAJA LIMITE ALGUM
PARA ESSE PERMANENTE PROGREDIR. A PERFEIÇÃO MORAL, COMO A INTELECTUAL É
RELATIVA. Um Espírito pode ser moral e intelectualmente perfeito com relação a
todos os mundos inferiores ao que ele habita. Pode ser muito elevado
relativamente a vós outros na hierarquia espiritual; perfeito, moral e
intelectualmente, relativamente AO VOSSO PLANETA, e não ter chegado ainda ao
ponto culminante da Perfeição. Cumpre-lhe, para atingí-lo, progredir muito em
ciência universal. São esses os Espíritos que designais superiores. Perfeito,
com relação a vós e ao vosso planeta, é o Espírito que se tornou senhor das
paixões e soube libertar-se delas; que se despojou de toda impureza de
pensamento e, por conseguinte, de ação; que vive animado do mais ardente e
devotado amor a todas as criaturas de Deus; que alcançou o apogeu do amor e da
caridade, MAS NÃO DA CIÊNCIA UNIVERSAL. O ponto culminante da Perfeição
é a PERFEIÇÃO SIDERAL, isto é, a perfeição moral e intelectual relativamente
aos mundos superiores e inferiores, materiais ou fluídicos, habitados por
Espíritos que faliram ou por Espíritos que não faliram, até chegarem aos MUNDOS
FLUÍDICOS PUROS, onde a essência do perispírito já está completamente
purificada, do que RESULTA NÃO SE ACHAR MAIS O ESPÍRITO SUJEITO A ENCARNAR
EM PLANETA ALGUM, porque já é nula sobre ele a influência da matéria. A
PERFEIÇÃO SIDERLA SÓ O ESPÍRITO PURO A POSSUI; não possui, porém, o saber
sem limites, do qual só Deus dispõe. Nem mesmo os Espíritos mais aproximados
dEle pela ciência desfrutam desse saber sem limites, porquanto nenhum
Espírito criado – é preciso repetir – poderá JAMAIS igualar-se a Deus. Aquele
que conquistou a infalibilidade moral, não é infalível intelectualmente, senão
de modo relativo e por efeito da assistência de que goza, quando lhe falta
alguma coisa da ciência para o desempenho de qualquer missão. Perfeito
moralmente, com relação a todos os Espíritos, sejam quais forem, ele é sempre,
porque Deus assim o quer, assistido e sustentado pelos que lhe estão superiores
em ciências. A hierarquia que, no tocante à ciencia, existe entre os Espiritos
Puros, não passa – dentro da igualdade resultante da pureza que lhes é comum –
de um princípio de assistência que se origina de deus, Única Fonte de onde
promanam e à qual remotam todo o mérito e todo o poder. Continuaremos, antes de
vos falarmos de Jesus, Maria e José.
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