terça-feira, 7 de outubro de 2014

30/12/1969
UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR

P - Qual a religião que se enquadra na profecia de Jesus? Qual a Igreja que representa um só rebanho para um só Pastor, que é o Cristo?

R - Só mesmo a LBV responde a ambas as perguntas, porque ela é o CAMPO NEUTRO anunciado por Allan Kardec. Como gostava de dizer Leopoldo Machado (o Legionário nº 2, espírita entre os que mais o foram), VAMOS LOGICAR:
Qual a religião de Deus? Deus é católico apostólico romano? Deus é protestante? Deus é espírita? Deus é judeu? Deus é muçulmano? 
Evidentemente, Deus não pertence a nenhuma religião, a nenhuma igreja particular; todas elas, sim, pertencem a Deus, que não prefere uma em detrimento das outras. A LBV explica: Há tantas religiões ou Igrejas quantos são os graus evolutivos das criaturas humanas, determinados pelas suas reencarnações. Claro que a Lei da Reencarnação é tão antiga quanto as criaturas de Deus. Doutrinas anteriores ao Espiritismo são reencarnacionistas, como observou Papus, ou seja, o Dr. Gerard  Encausse, doutor em Cabala, médico - chefe do Laboratório do Hospital Charité, de Paris, diretor da revista "L'Initiation", membro fundador do Grupo Independente de Estudos Esotéricos,  da Ordem Martinista, da Ordem Cabalista Rosa Cruz, etc. Escreveu ele: "... Com efeito, a reencarnação foi ensinada como um mistério esotérico em todas as iniciações da antiguidade. Eis uma passagem dos ensinos egípcios 3.000 antes da vinda de Jesus, sobre a Reencarnação: Antes de nascer, a criatura viveu; a morte nada termina. A vida é uma volta; ela passa semelhante ao dia solar que recomeça (Fontane, Egyptes, 424)". 
Portanto, é uma infantilidade cada religião se proclamar o rebanho único. As boas ovelhas estão em todos os rebanhos, como revelou a Proclamação do Novo Mandamento, feita em Campinas pela LBV, no dia 7 de setembro de 1959.
Como adverte o Apocalipse, só haverá uma religião, que será A RELIGIÃO: o Cristianismo do Cristo, o Cristianismo do Novo Mandamento, o Amor Universal. 
E em verdade, ela já está no meio de vós: é a RELIGIÃO DE DEUS!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

28/12/1969
AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO

P - Jesus destacou a importância especial dos mandamentos da Lei de Moisés para os hebreus: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" e "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" - respectivamente, Deuteronômio, capítulo VI, versículos 4-5, e Levítico, XIX: 18. Por que, então, não foram ambos incluídos nos Dez Mandamentos da Lei de Deus?

R - Porque o Cristo, ao confiar o Decálogo a Moisés, sabia que os hebreus não estavam preparados para vivê-los: eles só entendiam o "olho por olho, dente por dente", dadas as condições do seu pouco adiantamento espiritual; preferiu que esses mandamentos figurassem entre as leis civis e religiosas de Moisés, até que, indo pessoalmente aos homens, Jesus pudesse dizer: "Toda a lei e os profetas se acham contidos neste dois mandamentos" (Evangelho segundo Mateus, XXII: 40). E pouco depois, concluir: "Eu vos dou o Novo mandamento: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, que também ameis uns aos outros" (Evangelho segundo João, XIII: 34).
Só mesmo o Cristo poderia dar este Novo Mandamento, que substitui todo o Decálogo, de acordo com a Quarta e Última Revelação confiada à LBV. Na verdade, que for capaz de viver o Novo Mandamento, como Jesus o viveu, cumprirá facilmente os Mandamentos da Lei de Deus. 
Por isso escreve os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés:
- Amar a Deus é render homenagem ao princípio do amor, à causa da vida.
 Criatura ínfima, que pode o homem (ou o Espírito que anima esta forma grosseira) fazer, como testemunho de reconhecimento ao Onipotente, por todos os tesouros que lhe pôs nas mãos, a fim de que deles se utilizem incessantemente?
AMAR, porque o amor inspira a submissão, a gratidão e o respeito; porque o amor é o laço - o único - a ligar a criatura ao Criador. E esse amor deve manifestar-se de todos os modos, porque representa a criação inteira. 
Para amar a Deus, deve o homem limpar seu coração, seu Espírito e seu corpo de todas as nódoas, pois o amor induz à aproximação e tudo o que é impuro não pode aproximar-se de Deus. Deve limpar o corpo porque este é o instrumento com que o Espírito, reencarnado, cumpre suas provas e depura o coração na sua marcha ascensional, através do progresso físico, e por consequência o do envoltório corporal, liberta-o da liga impura da matéria cada vez mais, no curso das vidas sucessivas. 
Para amar a Deus, tem o homem que trabalhar continuamente por elevar a sua inteligência, alargar os seus conhecimentos, dilatar sua ciência, porque a ignorância não pode aproximar-se da Onisciência, e tudo que é AMOR tende a se unir. 
Amar a Deus é fundir-se na Humanidade, é absorver-se no amor fraternal, por isso que todo homem, como todas as criaturas do Senhor, porém do mesmo princípio, tende ao mesmo fim, é uma parte do Ser dividido ao infinito, para elevar-se do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, na individualidade e na imortalidade.

domingo, 5 de outubro de 2014

DÉCIMO MANDAMENTO

P - Como interpreta o CEU da LBV o Décimo Mandamento da Lei de Deus?

R - O CEU estabelece a diferença entre a Lei de Deus, confiada por Jesus ao legislador hebreu, e a lei (ou as leis) de Moisés. Porque a LBV não admite as alterações introduzidas no Decálogo Divino pela Besta do Apocalipse. 
Os Dez Mandamentos são aqueles que se encontram nos livros de Moisés: Êxodo, XX: 2 a 17, Deuteronômio, V: 6 a 21, no Velho Testamento da Bíblia Sagrada. 
Não fazem parte do Decálogo estes mandamentos dados por Moisés ao seu povo:
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Deuteronômio, VI: 5) e "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Levítico, XIX: 18). 
À lei de Moisés é que se refere o Evangelho segundo Mateus, XXII: 34 a 40, nestes termos: "Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. E um deles, intérprete da lei (de Moisés), para tentá-lo, perguntou-lhe: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?" Respondeu-lhe Jesus: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento". Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Destes dois mandamentos dependem toda a lei (de Moisés) e os profetas. 
Assim já se podia entender o Décimo Mandamento da Lei de Deus:
"Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que seja do teu próximo".
Ensinam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés: 
- Este Mandamento revela ao homem que não basta evitar qualquer ação má; cumpre-lhe vencer o mau pensamento, porque para Deus, em muitas circunstâncias, vale tanto quanto o próprio ato. 
Efetivamente, o homem que concebe um mau desígno,  mas não pode executar, seja por temor das leis, seja porque o impeçam os acontecimentos, não é tão culpado quanto aquele que consegue executá-lo? 
Faltou-lhe a ocasião - eis tudo. 
Homens, limpai os sepulcros de vossos corações; purificai os vossos pensamentos; que nenhum deles seja de ordem a vos fazer corar diante de vossos irmãos, pois o que não ousais confessar a homens falíveis, como vós, está exposto aos olhos do Supremo Juiz, que lê claramente no mais recôndito de vossas almas!

sábado, 4 de outubro de 2014

NONO MANDAMENTO

P - Qual a explicação do CEU da LBV para o Nono Mandamento da Lei de Deus?

R - Falam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés: 
" - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". 
Não é o que entra no homem que o contamina ou macula. O que entra pela boca, e vai ao estômago, desce aos intestinos e é lançado fora. O que contamina o homem é o que lhe sobe do coração à boca; são as palavras que levam o mal ao próximo e desafiam a justiça de Deus. A verdade, em toda sua magnitude, deve inspirar as palavras daquele que ama a Deus e procura caminhar pelo reto pensamento. Como ensina o Mestre, todos darão contas das palavras ociosas, ou envenenadas, que proferem. 
Este Mandamento, apropriado a uma época em que - pelo testemunho de um só homem - um outro podia, em certos casos, ser condenado à morte, se estende avolumando-se de novos princípios, a todos os séculos, até ao fim dos tempos. No período da era hebraica, de que falamos, quando este Mandamento apareceu, bastava que um homem acusasse a outro de blasfemo, ou pecador, para que o acusado sofresse a pena de lapidação. E essas tradições, esses costumes dos hebreus, por longos séculos, e sob diversos aspectos e ponto de vista diferentes, deixaram traços que ainda se notam nas vossas legislações humanas: civis, políticas e religiosas.
Não levantar falso testemunho é, em toda ocasião, em todo lugar, em todos os casos, render homenagem à Verdade. É desfraldar, sem vexame nem vacilação, o estandarte da justiça. É não temer alterar o facho de luz e destruir o alqueire que a cobre para fazê-la brilhar aos olhos de todos. É relembrar as palavras de Jesus: Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam, porque o mal volta sempre para quem o faz. 
Não pronunciar falso testemunho é marchar, sempre, de acordo com a própria consciência. É testemunhar o Cristo diante dos homens, sejam quais forem as consequências, porque o Bem nunca será vencido pelo mal.
 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

OITAVO MANDAMENTO

P - Como o Centro Espiritual Universalista encara o Oitavo Mandamento da Lei de Deus?

R - Mais uma vez, o CEU adverte que não admite ensinamentos de homens, ou de religiões forjadas pelos homens: devolve ao Cristo o que é do Cristo, expurgando sua Doutrina de todos os preceitos enxertados pelos modernos fariseus, que se intitulam representantes de Deus. 
Neste planeta em todas épocas da Humanidade, um só é O REPRESENTANTE DE DEUS - o Cristo. Todos os profetas, e patriarcas, e apóstolos, e evangelistas, foram meros instrumentos do Mestre, O ÚNICO E INSUBSTITUÍVEL MESTRE que a Terra possui. E todos os reveladores só aparecem graças à Caridade daquele que é o Salvador dos terrícolas. No CEU, a LBV une os estafetas do Chefe Planetário, reúne os ensinos que deu aos homens por meio deles, unifica os Evangelhos e o Apocalipse na verdadeira e eterna Doutrina do Novo Mandamento - o Cristianismo do Cristo, jamais o cristianismo caricato dos homens. 
Fala, agora, os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e pelo próprio Moisés, a quem o Cristo confiou a Lei de Deus:
"Não furtarás" - O egoísmo e a inveja são inimigos ocultos, que todo homem traz dentro de si. Dois inimigos perigosíssimos, que os levam a apoderar-se de tudo o que lhe desperta a ambição - quer material ou fisicamente, quer intelectual ou moralmente. Dois sentimentos satânicos, verdadeiramente possessores, que o excitam a empregar a força ou a astúcia para conseguir o que deseja, usando todos os meios para atiingir os seus fins. Impor ao homem respeito à propriedade de outrem, qualquer que ela seja, é forçado a domar esses princípios de todos os males, conduzindo-o à obediência às leis do trabalho, do amor, da caridade e da justiça, banindo de sua alma o egoísmo e a inveja, filhos da ignorância, da pior de todas as ignorâncias - a ignorãncia da Lei Divina. 
Só o conhecimento da Verdade dará forças ao homem para vencer a preguiça, a doença, a miséria, os desregramentos, os desvios, todos os excessos do Espírito e da carne, o instinto ou a vontade do roubo de qualquer natureza, tanto ao ponto de vista das pessoas quanto da propriedade de ordem material, intelectual ou moral. Ninguém pode nem deve ambicionar O QUE NÃO LHE PERTENCE POR DIREITO DIVINO - tal o objetivo deste Mandamento.
 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SÉTIMO MANDAMENTO

P - Qual a explicação integral do Sétimo Mandamento, no CEU da LBV?

R - É a do Espírito da Verdade, aclarando e unificando as Quatro Revelações de Jesus. Falam, pois, os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés: 
"Não cometerás adultério" - A natureza material do homem o impele para a lubricidade. Nada lhe refreia os desejos, desde que se entregue aos instintos animais. E sabeis que estes instintos dominavam naquela época. Não vedes que, ainda hoje, eles arrastam muitos de vossos irmãos a vergonhosos transviamentos?
Os laços que prendem, um ao outro, os Espíritos do homem e da mulher, e que o induzem a perpetuar a espécie, têm origem nobre e pura, de onde a materialidade da encarnação os desviou, mas à qual terão de voltar. A proibição de cometer adultério devia bastar, para conter os excessos. Mas, ainda aí, a interpretação obedeceu às necessidades da época: o homem e a mulher casados, se cometiam adultério, eram punidos, ele com a pecha de infame, ela com a pena de morte. Ora, este Mandamento, segundo o Espírito, jamais segundo a letra, se entende a toda quebra de união sagrada. Compreende todos os arrastamentos carnais, sejam quais forem, e que rebaixam a Humanidade ao nível dos instintos do bruto. Não vos dizemos - "Deus criou um homem e uma mulher a fim de provar, que uma só existência eles deviam ter": esse era o lado moral, o fim moral que, sob o véu da letra, Moisés adotara, colocando-se no ponto de vista dos hebreus. 
Nós vos dizemos o seguinte: Os Espíritos se grupam por atração de simpatia. Cada Espírito escolhe o companheiro, ou a companheira, com quem passará o tempo da sua provação. Os Espíritos encarnam, nascem, geralmente em condições que lhes permitam reunir-se. Os que são reciprocamente simpáticos se encontram destinados à união. Entretanto, as disposições materiais de um ou de outro, como encarnados, podem quebrar acidentalmente a harmonia e lhes retardar a união, quer nos limites da encarnação presente, quer até outra encarnação. Assim é que um Espírito se vê repelido, desprezado ou abandonado por outro que lhe é simpático e o chama, isto é, para o qual ele se sente atraído, mas que se deixou seduzir - ou pelos desregramentos carnais, ou pelo orgulho, ou pela ambição, ou pelo amor do outro. Quando Espíritos simpáticos um ao outro chegam a unir-se na Terra, de acordo com a escolha - feita por eles mesmos, antes de reencarnarem - nada mais haverá que os separe, que rompa os laços dessa união, porque ela se realizou por efeito de idênticas tendências para o Bem. Estes não precisam mais de um Mandamento que lhes diga: "Não cometereis adultério".
Mas, uma vez reencarnados, se eles descuram dos compromissos assumidos na Espiritualidade, compromissos cuja lembrança perderam (se bem que um secreto instinto do coração os relembre) e dos quais a influência da matéria os afasta; se esses Espíritos, homens e mulheres, não procuram na união conjugal mais que uma satisfação passageira, mais que uma combinação matemática ou social, um jogo de interesses ou de orgulho - então os apetites materiais quebram os laços de simpatia espiritual. Neste caso, uma afeição pura não move os corações, os homens e as mulheres procuram compensações na variedade e no mau proceder. A esses diz o Mandamento:
 "Não cometerás adultério, porquanto, se a ti mesmo impuseste carregar uma pesada cadeia, tens de sofrer todas as consequências, tens de, pelo respeito que deves a esse compromisso irrefletido, atenuar a falta que praticaste, contraindo-o, tens de vencer os teus instintos sensuais; tens de dominar a carne e fazer ressurgir a simpatia que deverá reinar, entre o teu Espírito e o da companheira que escolheste, quando começar o dia da liberdade pela volta de ambos à vida espiritual".
Algumas vezes, a união é imposta ao encarnado pela influência e autoridade dos pais, movidos pelo interesse ou pelo orgulho. Tal união constitui, para o que a sofre, uma provação por ele escolhida e que será temporária ou durará toda a vida terrena.
No primeiro caso, terá por efeito apenas retardar, no curso da sua encarnação atual, a união simpática por ele escolhida, antes desta; no segundo caso, o efeito será adiar essa união para uma encarnação posterior. E tanto para esse, como para o que se uniu fugindo às suas provas, o Mandamento emprega a mesma linguagem de que usa para com o que, livre e voluntária, mas irrefletidamente, assumiu um compromisso, desviando-se do caminho que devia seguir. Outras vezes, também, certos Espíritos, desejosos de vencer a antipatia que sentem um pelo outro, embora nem sempre seja recíproca, escolhem como provação unir-se humanamente. Ainda a esses o Mandamento diz: "Não cometereis adultério".
Completando nossas observações sobre este ponto, repetimos: destinam-se os Espíritos à união. Antes de reencarnarem, escolhem os que sejam companheiros, a fim de, juntos, passarem o tempo da provação, auxiliando-se mutuamente, ressalvada a possibilidade de uns ou outros fugirem ao cumprimento de suas resoluções na Espiritualidade. Mas quer isto se dê, quer não, a escolha - seja conforme ou contrária as resoluções espirituais - jamais será fruto do que chamais "O acaso", e sim o resultado da direção impressa às provas. Dessa direção depende ser o Espírito desviado de sua rota, ou livre ou voluntariamente, ou porque sofra a imposição de uma vontade. Feita a escolha, e dado que um dos Espíritos ou ambos se afastem do caminho certo, pode acontecer - ou que venham a encontrar-se, ao cabo de certo tempo, na presente encarnação, na qual os reconduzirá um ao outro na mesma simpatia; ou, então, se o caso resultar de antipatia, a intenção de - por prova - viverem unidos. A escolha, reiteradamente feita, acabará por torná-los capazes de vencer a prova: finalmente, não separa o homem o que Deus uniu, isto é, o Amor triunfou. 
Quanto ao celibato, para uns é prova; para outros desvios. Os que, por prova, se destinam ao celibato, não escolherem companheira para a vida ou, pelo menos (dizêmo-lo para não deixar margem a falsas interpretações), não determinaram que se verificasse sua união terrena com outro Espírito. Para explicar todos os casos em que os celibatos constitui transviamento, teríamos de descer a muitos pormenores. Basta esclarecer que há celibatários - por egoísmo, por lubricidade, por indiferença, por avareza e por quietismo, doutrina que, assente numa falsa ideia da Espiritualidade, faz consistir a perfeição cristã na inação da alma, em negligenciar as obras exteriores.
Há, ainda, o celibato por voto decorrente da condição imposta a todo aquele, homem ou mulher, que se propõe entrar para as ordens monásticas e religiosas. A imposição desse compromisso nasceu de uma falsa interpretação, e de uma aplicação também falsa, das palavras de Jesus: "Há os que se fizeram eunucos pelo Reino dos Céus;  aquele que puder compreender isto, que o compreenda". Palavras que a Igreja Romana não soube nem pôde compreender. O que, a esse respeito, ocorreu, sob o império do véu da letra, postos de parte todos os absurdos e desvios, teve a sua razão de ser, mas tem de cessar, e cessará na era do CRISTIANISMO DO CRISTO.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

SEXTO MANDAMENTO

P - Como o CEU da LBV explica, em toda a sua profundidade, o Sexto Mandamento?

R - A LBV não admite, no Centro Espiritual Universalista, ensinamentos de mestres ou instrutores humanos. Toda a Doutrina do Novo Mandamento é do Cristo, através das Sagradas Escrituras, e dos Espíritos Guias da Humanidade.
Assim, mais uma vez, falam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e pelo próprio Moisés, sobre a Primeira Revelação: Os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Hoje, o Sexto Mandamento - Não Matarás.
Não corte aquele, que nada pode criar, o fio da existência das criaturas do Eterno, Deus Todo Poderoso.  Não deixe o homem que em seu coração se desenvolva o instinto destruidor, pois está longe de saber que responsabilidade assume. 
Este Mandamento, muito vago em seu enunciado, tem o alcance muito maior do que supondes, e ultrapassa de muito os limites do vosso ser. 
Em cada uma das fases do seu passado, a Humanidade o interpretou segundo as suas necessidades. Agora, já o pode entender de maneira a lhe ampliar a inteligência e consequente aplicação.
Nos tempos antigos, o "não matarás" significava para os hebreus: "Não derramarás, sem motivo, o sangue de teu irmão". Mas a pena de morte vigorava para o menor delito, e o sangue das vítimas oferecidas em holocaustos corria incessantemente, sobre o altar e, tanto quanto os animais, não eram poupados os escravos. Mais tarde, a pena de morte se tornou menos aplicada. Só o era àquele cujo crime se tinha por bem comprovado. Os próprios animais passaram a ser, em parte, menos sacrificados, quando nada, nas cerimônias do culto. Entretanto, as guerras, a vingança e a crueldade continuaram - como continuam - a derramar o sangue por todos os lados. 
Hoje, os que ouvem a nossa voz, mesmo aqueles que não a compreendem ou a consideram mentirosa, já se levantam contra a aplicação da pena de morte ao criminoso; lutam pelo momento em que não mais se aliem homens diante de outros homens, para descarregarem, uns contra os outros, seus mortíferos projéteis; e alguns - os que nos atendem, em nome de Jesus - poupam a vida de todas essas criaturas fracas, que Deus lhe pôs no caminho, a fim de despertar a Caridade em seus corações e lhes fazer compreender a solidariedade universal.
Mas, nos matadouros, o sangue ainda corre e aos magotes, sob os golpes do cutelo assassino, caem as vítimas necessárias à alimentação humana. Brevemente, porém, o sangue deixará de ser derramado na Terra: depois do próximo e último Armagedon, o homem não matará, nunca mais. 
Amará e protegerá o fraco, quer seja este também um homem, quer seja um animal confiado à sua guarda. Compreenderá o Novo Mandamento do Cristo de Deus - A Lei do Amor - e saberá elevar-se acima das necessidades da carne, as quais ainda precisam satisfazer, porque correspondem à organização atual da máquina, mas que diminuirão gradativamente, à medida que o Espírito crescer em sabedoria e ciência, porque, de par com esse crescimento, também gradualmente se modificará o organismo humano. 
O progresso físico marcha e se desenvolve, paralelamente ao progresso intelectual, moral e espiritual, com os quais guarda relação. As consciências esclarecidas já se levantam, pedindo a abolição da pena de morte. São esforços generosos, no mundo inteiro. Ainda não chegou, porém, no momento: é preciso que se esclareçam as classes inferiores (não inferiores do ponto de vista das classes sociais, mas do adiantamento espiritual). 
Cabe a todos vós, homens e mulheres libertos da ignorância, com os vossos exemplos, apressar-lhe o advento realmente glorioso.

 

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...