sábado, 25 de dezembro de 2021

 

PRANTO E RANGER DE DENTES

 

P – Desejamos formular nossa última pergunta, relativa ao capítulo em exame. Prende-se aos versículos 41 e 42: “O Cristo enviará os seus Anjos; estes reunirão e levarão para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e queda, e os lançarão na fornalha de fogo, e ali haverá pranto e ranger de dentes”. Como o Espírito da Verdade interpreta essa passagem do Evangelho segundo Mateus?

 

R – No fim do mundo, nessa época em que se vai operar a depuração gradual do vosso planeta, mediante a separação do trigo e do joio, este ainda será queimado, como terá sido antes. ENTRETANTO, O JOIO NÃO PODERÁ MAIS CRESCER AO LADO DO TRIGO. Quer isto dizer: os “filhos da iniqüidade” senão ainda, como o foram sempre, no passado, submetidos à expiação. MAS, DAÍ POR DIANTE, NÃO PODERÃO MAIS REENCARNAR NA TERRA. Os Anjos, que o Cristo enviará os afastarão do vosso Planeta levando-os para mundos inferiores, onde os classificarão de acordo com as suas tendências e a sua culpabilidade. Assim, uns irão para orbes de categoria inferior à que, então, o vosso planeta ocupará; outros (e ainda serão muitos) irão para planetas da mesma categoria que a do vosso atualmente. Mas, antes que lhes seja permitido reencarnar nesses planetas, serão lançados na “fornalha de fogo”, onde haverá pranto e ranger de dentes, isto é, ENTRANDO EM EXPIAÇÃO, OS ESPÍRITOS CULPADOS, REBELDES, VOLUNTARIAMENTE CEGOS, SERÃO LANÇADOS AO FOGO DOS REMORSOS MORAIS, APROPRIADOS E PROPORCIONAIS AOS CRIMES E FALTAS QUE HAJEM COMETIDO: VERDADEIRO FOGO DE PURIFICAÇÃO QUE GERA E DESENVOLVE O ARREPENDIMENTO E O DESEJO DA REPARAÇÃO POR MEIO DE NOVAS PROVAÇÕES. Lá, nesses mundos inferiores, longa e dolorosa expiação consumirá o joio, a planta má. Entretanto, o Espírito não é passível, como o joio, de ser, pelo fogo, reduzido a pó. Purificado pela ação do fogo regenerador, germina a boa semente que ele traz em si e das cinzas do joio brota messes de bom grão! O joio será queimado tantas vezes quantas forem necessárias, para que se torne bom grão, PARA QUE OS FILHOS DA INIQÜIDADE SE TORNEM FILHOS DO REINO E ENTREM, A SEU TURNO NA CLASSE DOS JUSTOS.  Já o dissemos e agora repetimos: quaisquer que sejam os versículos do Evangelho de Jesus, onde se leiam estas palavras – FORNALHA DE FOGO, GEENA, FOGO DA GEENA, PRANTO E RANGER DE DENTES – elas significam sempre a expiação do Espírito seguida de reencarnação, de novas reencarnações até que seja pago o último ceitil. Quanto ao versículo 43: “Então os justos brilharão como o sol no reino do Pai”. Estas palavras tem um sentido figurado: A LUZ QUE BRILHA NOS FILHOS DO SENHOR  É A DA VERDADE DA FÉ E DO AMOR. Os Filhos do Senhor são os justos a saber, os Espíritos purificados, cujos perispíritos – por efeito da purificação – se tornaram mais luminosos, irradiando uma luz cuja pureza e cujo brilho correspondem ao grau da elevação alcançada. OS MUNDOS SUPERIORES FORMAM O REINO DE DEUS: O VOSSO PLANETA DESDE QUE ATINJA A NECESSÁRIA ELEVAÇÃO, LHES PERTENCERÁ AO NÚMERO CONSITUINDO – SE QUEREIS UMA COMPARAÇÃO HUMANA  UMA DAS PRONVÍNCIAS DO REINO DE DEUS.

 

 

  

TESOURO OCULTO E PÉROLA DE ALTO PREÇO

 

P – Disse Jesus: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo; o homem que o achou o esconde e cheio de alegria por tê-lo achado vai vender tudo o que possui e compra aquele campo”. Qual a explicação do Espírito da Verdade para Mateus XIII: 44?

 

R – Aquele que recebe a Palavra de Deus se sente tão feliz quanto o homem que acha um tesouro, se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos tão dessemelhantes. Cumpre-lhe encerrar no coração essa FONTE DE RIQUEZAS ETERNAS, esforçar-se por que nenhum dos vícios humanos lhe possa arrebatar o precioso tesouro! Vai o homem e vende tudo o que tem: quer isto dizer que ele se despoja dos erros, dos maus instintos dos maus pecadores, dos vícios escravizantes, em suma – DE TUDO O QUE PRENDE A MATÉRIA, como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. E compra o campo; faz para conservar o tesouro espiritual, todos os sacrifícios que a Humanidade exija dele.

 

P – Disse ainda o Cristo: “O reino dos céus se assemelha a um negociante que compra belas pérolas; e, achando uma de alto preço, vende tudo o que tem para comprá-la”. Que explicação dá a esta passagem do Evangelho segundo MATEUS, XIII: 45-46, o Espírito da Verdade?

 

R – Esta parábola tem quase a mesma significação que a do tesouro oculto. Realmente ela traça a imagem do homem que sinceramente procura a Verdade e que, achando-a, recebendo-a em seu coração, se desembaraça, sem hesitar, de todos os seus erros, de todas as suas fraquezas, de todos os seus maus instintos, de todos os vícios e apetites materiais que, anteriormente, constituíam TODA A SUA RIQUEZA ILUSÓRIA E FUNESTA. Dela procura desfazer-se, com a maior diligência, empregando todos os esforços por conservar a pérola de alto preço, como o tesouro, é A VERDADE QUE ELE ENCONTROU AO ACEITAR A PALAVRA DE DEUS.

 

 

 


 PARÁBOLA DA REDE LANÇADA AO MAR

 

P – Como estamos estudando as parábolas do Evangelho, queremos focalizar em nosso Posto Familiar a parábola da rede de pesca, principalmente na parte referente à separação dos peixes. Como a interpreta o Espírito da Verdade?

 

R – MATEUS XIII: 47-52.

 

47 – “O reino dos céus é semelhante a uma rede de pescar, a qual, lançada ao mar, apanha toda espécie de peixes. 48 – Quando fica cheia, os pescadores a puxam para bordo, onde, sentados, se põem a separá-los, deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. 49 – Assim será no fim do mundo: Os Anjos virão separar os maus do meio dos justos. 50 – e os lançarão na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes.. 51 -  Compreendeis todas essas coisas?” Eles responderam: - Sim. 52 – Jesus, então lhes disse: “Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família, que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas”.

 

Não precisamos explicar-vos o símile da pesca: podeis facilmente compreender que se trata do afastamento dos maus e da escolha dos bons. Ele deve ser entendido e explicado, em tudo e por tudo, do mesmo modo por que o foi a parábola do joio. Podeis notar que muitas palavras têm o mesmo sentido. Foram ditas a homens diferentes muitas vezes em ocasiões diversas, mas sempre com o mesmo objetivo. “Compreendeis todas essas coisas?” – perguntou Jesus aos seus discípulos. E eles responderam: Sim. Eles haviam compreendido a parábola da pesca tal como lhes foi apresentada, isto é, COMO IMAGEM DA ESCOLHA QUE, POUCO A POUCO SE IRIA FAZENDO ENTRE OS ESPÍRITOS, A FIM DE QUE, NA HORA DETERMINADA, JÁ NÃO HOUVESSE MUITOS ESPÍRITOS REBELDES A AFASTAR. Disse-lhes, ainda, o Cristo: “Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao Pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas”. Por escriba designava Jesus o homem mais esclarecido do que as massas e encarregado de espalhar no meio delas as luzes provenientes do tesouro da sua erudição e da sua inteligência. Os escribas eram os sábios daquela época: espalhavam (ou, melhor, tinham o dever de espalhar) a luz! Mas, infelizmente, a colocavam debaixo do alqueire. “Tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”. Aquele que se serve da Ciência, que recebeu dos tempos antigos, para fortificar e, por assim dizer, tornar recomendável aquilo que ele deseja ver acreditado. Assim, vós outros, modernos discípulos do Cristo, dentro dos limites da vossa instrução, das vossas faculdades, sempre em busca das Verdades Eternas, deveis investigar as crônicas antigas, esmiuçar as lendas dos povos, desencavar os velhos manuscritos – sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos avaros conventos que os possuem – e, armados com os vetustos documentos que possuirdes, DEMONSTRAR AOS TÍMIDOS, AOS INCRÉDULOS, AOS PSEUDO-SÁBIOS DO MUNDO PROFANO A ANCIANIDADE E A AUTENTICIDADE DA DOUTRINA QUE PROFESSAIS, SINTETIZADA NO NOVO MANDAMENTO DO SÁBIO DOS SÁBIOS – NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

 

 

 


 NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA

 

P – Diz a sabedoria popular que santo de casa não faz milagre. Lembramo-nos, então, das palavras de Jesus: “Ninguém é profeta sem honra senão em sua própria terra e dentro de sua própria casa”. Como o Espírito da Verdade analisa essas palavras do Mestre?

 

R – Harmonizemos Mateus, XIII: 53-58 e Marcos, VI: 1-6.

 

MATEUS: 53 – Tendo acabado de dizer  essas parábolas, Jesus partiu dali; 54 – e, voltando ao seu país os instruía nas sinagogas de tal modo que, tomados de admiração, eles diziam: “De onde lhe vêm esta sabedoria e estes milagres? 55 – Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não é Maria? Tiago, José, Simão e Judas não são seus irmãos? 56 – E suas irmãs não vivem todas entre nós? De onde, então, lhe vêm todas essas coisas?” 57 – Assim era que dele se escandalizavam. Jesus, porém, lhes disse: “Ninguém é profeta sem honra senão em sua terra e dentro de sua própria casa”. 58 – E lá não fez muitos milagres por causa da incredulidade deles.

 

MARCOS: 1 - Saindo dali, voltou Jesus a sua cidade, acompanhado pelos discípulos. 2 – E, chegando o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos dos que o ouviam, admirando-se da sua doutrina, diziam: “De onde lhe vieram todas essas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos operam tais maravilhas? 3 – Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas, e de Simão? E suas irmãs não estão aqui, entre nós?” E se escandalizavam dele. 4 – Entretanto, Jesus lhes disse: “Nenhum profeta é humilhado senão em seu país, na sua casa e entre os seus parentes”. 5 – E lá não pôde fazer nenhum milagre; apenas curou alguns poucos doentes, impondo-lhes as mãos. 6 – E se admirava da incredulidade deles. E continuava percorrendo as aldeias dos arredores, a ensinar.

 

Relativamente aos que eram tidos por irmãos e irmãs de Jesus; à maternidade humana da Virgem Maria, à paternidade humana de José – segundo o modo de ver dos homens – já dissemos tudo o que precisáveis saber. Já sabeis quem é o Filho, pela revelação que vos fizemos, da origem espiritual de Jesus, do modo e das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra; do que foram a gravidez e o parto de Maria; da genealogia do Mestre. Não temos, pois, de voltar a esses pontos. Versículos 57 de Mateus e 4 de Marcos – Dizendo que ninguém é profeta sem honra senão em sua terra e dentro da sua própria casa, tinha Jesus o intento de lembrar aos que o ouviam O CARÁTER E A MISSÃO DE PROFETA QUE OS OUTROS HOMENS LHE DAVAM, pois aqueles – supondo-o um homem como os demais, nas mesmas condições de faculdades e de poderes que eles – se surpreendiam profundamente com a sabedoria da sua doutrina, com as suas palavras, com os seus ensinamentos e COM OS FATOS QUE PRODUZIA E QUE ERAM CONSIDERADOS MILAGRES. Do ponto de vista espiritual, essas palavras de Jesus encerram profunda reflexão filosófica, da mais alta categoria, e tendes verificado pessoalmente o seu valor. Mateus, 58 – “E lá não fez muitos milagres por causa da incredulidade deles”. Não sabeis que a oposição dos Espíritos, encarnados ou não, prejudica a boa influência que se possa exercer? Jesus se o quisesse teria dominado prontamente aquela influência contrária. Mas, que conseguiria ele? Que aqueles Espíritos, voluntariamente cegos, FOSSEM FORÇADOS A VER. ELES, PORÉM, SE OBSTINARIAM EM FECHAR OS OLHOS E, DESDE ENTÃO, PASSARIAM A MERECER CASTIGO MAIS SEVERO. Ora, o Mestre, com a infinita caridade do seu coração, jamais provocou a revolta de qualquer Espírito, a fim de lhe poupar o remorso da falta! Marcos, 5 – “E lá não pôde fazer nenhum milagre; apenas curou alguns poucos doentes, impondo-lhes as mãos”. Já dissemos que Jesus “não pôde fazer milagres PORQUE NÃO QUIS EXERCER SUA AUTORIDADE SOBRE OS ESPÍRITOS REBELDES. Portanto, não houve impotência, mas ausência de vontade, o que, aos olhos dos homens, era tido por impossibilidade. NÃO SUCEDE, MUITAS VEZES, EVITARDES FAZER UMA COISA OU FICARDES SEM PODER EXECUTÁ-LA, POR SE APRESENTAR UM OBSTÁCULO QUE NÃO QUEREIS DESTRUIR? A versão de Marcos é equivalente à de Mateus. Ambos, em termos que pouco diferem, exprimem a mesma coisa: Marcos 6 - “E Jesus se admirava da incredulidade deles”. É este um modo humano de exprimir a opinião de homens que não viam no Cristo mais que um homem igual aos outros. JESUS NÃO TINHA DE QUE SE ADMIRAR. NEM PODIA ADMIRAR-SE DA INCREDULIDADE DOS QUE O OUVIAM, PORQUE LIA O PENSAMENTO DE TODOS, OBSERVAVA OS INSTINTOS E AS TENDÊNCIAS DOS QUE COMPUNHAM A MULTIDÃO. ALÉM DISSO, VIA OS ESPÍRITOS QUE ATUAVAM NELES, GRAÇAS AO LIVRE ARBÍTRIO DE CADA UM, ATRAÍDOS POR AQUELES MAUS INSTINTOS E PAIXÕES INFERIORES: DO CONTRÁRIO, NÃO SERIA O CRISTO DE DEUS.

 

 

 


 O BATISTA E A REENCARNAÇÃO

 

P – As lições do Centro Espiritual Universalista estão sendo acompanhadas com o mais vivo interesse. Nas referências a João o Batista, e ao Mestre Jesus, nos Evangelhos Sinóticos, vemos que os judeus acreditavam na Lei da Reencarnação. Que diz a respeito, pelo CEU da LBV, o Espírito da Verdade?

 

R – Vamos harmonizar Mateus, XIV: 1-12, Marcos, VI: 14-29 e Lucas, III: 19-20 e IX: 7-9.

 

MATEUS: 1 – A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus, 2 – e ele disse aos seus servos: “Esse é João, o próprio Batista que ressuscitou dentre os mortos; por isso é que, por seu intermédio, se fazem tantos milagres”. 3 – Herodes mandara prender João, pusera-o a ferros e o metera na prisão, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão. 4 – É que o batista lhe dizia: “Não te é permitido tê-la por mulher”. 5 – Herodes queria dar-lhe a morte, mas temia o povo, que considerava João um profeta. 6 – Entretanto, no dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante dele e muito lhe agradou. 7 – tanto que prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. 8 – Ela, de antemão instruída por sua mãe, disse: “Dá-me, aqui mesmo, num prato a cabeça de João Batista!” 9 – Esse pedido muito afligiu o rei que, todavia, por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa, ordenou que lhe dessem a cabeça de João. 10 – Ao mesmo tempo, ordenou que ao Batista cortassem a cabeça, na prisão. 11 – E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça, que a levou à sua mãe. 12 – Os discípulos do Batista vieram, carregaram seu corpo, o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus.

 

MARCOS: 14 – Ora, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cuja fama se espalhara muito, e dizia: “João Batista ressuscitou dentre os mortos; daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. 15 – Outros, porém, diziam: “È Elias!”E outros: “É um profeta, igual a qualquer dos profetas!” 16 – Ouvindo isso, disse Herodes: “Esse homem é João, a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos”. 17 – Herodes, tendo desposado Herodíades, não obstante ser ela a mulher de Felipe, irmão dele, mandara prender João, atando-o no cárcere, por causa dela. 18 – Pois João lhe dizia:”Herodes, não te é lícito possuir a mulher de teu irmão!” 19 – Desde então, Herodíades sempre lhe armava ciladas, desejosa de fazê-lo morrer, o que não conseguia. 20 – visto que Herodes temia João, por saber que era um varão justo e santo, e o guardava com segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o atentamente. 21 -  Afinal, chegou um dia favorável, o do aniversário de Herodes, no qual este ofereceu um banquete aos grandes da sua corte, e aos tribunos e aos maiorais da Galiléia. 22 – A filha de Herodíades teve entrada, dançou diante de Herodes, e de tal modo lhe agradou, bem como a todos os que se achavam à mesa, que ele lhe disse: “Pede-me o que quiseres e eu te darei!”. 23 – E acrescentou, jurando: “Sim, o que me pedires eu te darei, ainda que seja a metade do meu reino!” 24 – Ela, quando saiu, perguntou à sua mãe Herodíades: “Que devo pedir?” 25 – Esta lhe respondeu: “A cabeça de João Batista! 25 – Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido, dizendo: “Quero que, neste mesmo instante, me dês num prato a cabeça de João Batista!” 26 – O rei se aborreceu com tal pedido; mas, por causa do juramento que fizera e dos que estavam com ele à mesa, não quis desatendê-lo. 27 – E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere, 28 – e, trazendo a cabeça num prato, a entregou, à jovem e esta, por sua vez a sua mãe herodíades. 29 -  Sabendo do ocorrido, os discípulos de João vieram, levaram-lhe o corpo e o  puseram num sepulcro.

 

LUCAS, III: 19 – Herodes, o tetrarca, tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades mulher de Felipe, irmão dele, e por causa de todos os males que fizera, 20 – juntou a todos os seus crimes o de lançar João no cárcere. IX: 7 – Herodes, tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia não sabia o que pensar, pois uns diziam. 8 – que João ressuscitara dentre os mortos, outros que Elias voltara, enquanto ainda outros afirmavam que um dos velhos profetas havia ressuscitado.  9 – Herodes dizia: “mandei decapitar João batista! Quem é, pois, esse de quem ouço tantas maravilhas?” E ardia por vê-lo.

 

Aquelas palavras “ È ELIAS!” – É JOÃO BATISTA, QUE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS!” – É ELIAS QUE VOLTOU!” – É UM  DOS VELHOS PROFETAS QUE RESSUSCITOU!” ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus; estas outras, que o rumor popular levou Herodes a proferir, falando do Cristo: “Mandei decapitar João Batista! Quem é, pois, esse de quem ouço tantas maravilhas?” – Esse homem é João, a quem mandei cortar a cabeça!” – “João ressuscitou dentre os mortos!”, confirmam a existência, entre os judeus (embora de modo ainda incompleto), da crença na Lei Universal da Reencarnação. Com efeito, os homens não poderiam considerar Jesus como sendo OU ELIAS OU JOÃO BATISTA OU UM DOS ANTIGOS PROFETAS, QUE VOLTARA A VIVER NA TERRA, SENÃO ADMITINDO QUE A ALMA OU ESPÍRITO, QUER DE ELIAS, QUER DE JOÃO, QUER DE UM DOS ANTIGOS PROFETAS, REENCARNARA NAQUELE NOVO CORPO QUE – COMO ENTÃO ACREDITAVAM – ERA OBRA HUMANA DE JOSÉ E MARIA, OS QUAIS COMO SABEIS, PASSAVAM POR SER O PAI E A MÃE DE JESUS. Não vos admireis, portanto, de todas aquelas insistentes palavras de Herodes, tetrarca, filho de Herodes chamado “O Grande”. Ele não ouviu falar de Jesus só uma vez; por conseguinte, não fez só uma observação relativamente ao Cristo. As palavras que Lucas registra foram as primeiras que, a tal respeito, Herodes pronunciou e que repetiu em diversas ocasiões. As que constam das narrativas de Mateus e de Marcos só mais tarde ele as disse e também repetiu em oportunidades diferentes. Quanto ao que se refere à morte de João e às particularidades dessa morte, nenhuma explicação, precisamos dar: é uma simples narração de fatos. Notais, apenas, que os Evangelhos segundo Mateus e Marcos se explicam e completam um pelo outro. A filha de Herodíades não podia de antemão, saber qual o efeito que sua dança produziria no rei, nem que este lhe faria um oferecimento. Portanto, só depois que ouviu a promessa do tetrarca, foi consultar sua mãe Herodíades. Para dizer a Herodes: DÁ-ME AQUI, NESTE MOMENTO, A CABEÇA DE JOÃO BATISTA NUM PRATO!” É que fora previamente instruída. Ela havia saído e, depois de contar à mãe não só o efeito que a dança produzira no rei mas, também, o oferecimento que este lhe fizera, lhe perguntou: “Que devo pedir? E Herodíades prontamente respondeu: “A cabeça de João Batista num prato, neste mesmo instante! Esta explicação nós damos para dissipar a dúvida em vosso Espírito, que julgava estar diante de uma “contradição” entre os dois Evangelhos citados. MAS, COMO JÁ VOS ALERTAMOS. NÃO VOS DETENHAIS, NUNCA, ANTE TAIS FUTILIDADES, DESTITUÍDAS DE QUALQUER VALOR! Na verdade, que importaria que Herodíades tivesse dito a filha, antes ou depois da dança, antes ou depois do oferecimento do tetrarca que pedisse a cabeça do Batista? Entendei: HERODÍADES E SUA FILHA HAVIAM ESCOLHIDO TOMANDO CADA UMA A SUA PARTE AQUELA TEMÍVEL PROVA E O MEIO EM QUE DEVIAM SUPORTÁ-LA. Sendo essa prova superior as suas forças, tinham ambas, por isso mesmo, de sucumbir, e sucumbiram. Tendes alguma dificuldade em compreender, que Deus conheça, antecipadamente, quais os que sucumbirão? Pois assim é: sua Infinita Sabedoria, conhecendo a fraqueza do Espírito, prevê a que transviamentos este será levado, no uso do seu livre arbítrio. Se um dos vossos filhos vos pedir consentimento para desempenhar tarefa superior às suas forças. E SE OBSTINAR NO SEU INTENTO, NÃO PREVEREIS (AO CONCEDER A LIÇENÇA SOLICITADA) QUE A FORÇA E A PERSEVERANÇA LHE FALTARÃO? MAS, APESAR DISSO, CONDESCENDENDO, QUAL O VOSSO OBJETIVO SENÃO LHE DAR ENSEJO DE APRECIAR, COM JUSTEZA, O SEU VALOR REAL? Herodíades e sua filha depois daquelas provas a cujo peso faliram tinham de encontrar (e encontraram) na expiação, mediante novas provações, uma fonte e um meio de purificação e de progresso.

 

 

 


 

MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES

 

P – Um dos fatos do Evangelho que mais empolgam os freqüentadores do nosso Posto é o da multiplicação dos cinco pães e dois peixes. Como o interpreta, pelo CEU da LBV, o Espírito da Verdade?

 

R – Harmonizemos Mateus, XIV: 13-22, Marcos VI: 30-45 e Lucas, IX: 10-17.

 

MATEUS: 13 - Ouvindo a narrativa que lhe fizeram os discípulos de João, Jesus partiu numa barca e se retirou, secretamente, para um lugar deserto. Ao saber disso, o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. 14 – Quando ele saltou em terra, viu grande multidão e, compadecendo-se dela, curou os doentes. 15 – Como caísse à tarde, os discípulos se aproximaram e lhe disseram: “Este lugar é deserto e a hora vai adiantada: manda-os embora, a fim de que possam comprar o que comer, nas aldeias”. 16 – Jesus, porém, lhes disse: “Não é preciso que eles se afastem daqui; daí-lhes vós mesmos de comer”. 17 – Os discípulos replicaram: “Só temos cinco pães e dois peixes”. 18 – Jesus ordenou: “Trazei-nos aqui”. 19 – Em seguida, mandou que a multidão sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, os abençoou, e os partiu, e os deu aos discípulos, que os passaram ao povo. 20 – Todos comeram ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. 21 – Ora, os que comeram eram em número de cinco mil, sem contar as mulheres e as crianças. 22 – Feito isso, ordenou Jesus aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele, que ficou despedindo a multidão.

 

MARCOS:  30 – Ora, os apóstolos, reunindo-se em torno de Jesus, lhe deram conta de tudo o que haviam feito e ensinado. 31 – E ele lhes disse: “Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto, a fim de aí repousardes um pouco. É que eram tantos os que iam e vinham, que eles nem tinham tempo para comer. 32 – Entrando, pois, numa barca, se retiraram para um lugar deserto. 33 – Mas, tendo-os visto partir, e muitos tendo sido informados da partida, grande multidão acorreu a pé, de todas as cidades, e chegou antes deles. 34 – Ao saltar da barca, vendo Jesus a multidão, teve compaixão dela, pois era como rebanho sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 -  E como já se fizesse tarde, os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: “Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada; 36 – despede-os a fim de que vão aos povoados e cidades dos arredores para comprar o que comer”. 37 – Respondendo, Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles replicaram: “Onde iremos comprar, por duzentos denários, pães que bastem, para lhes darmos de comer? 38 -  Jesus perguntou: “Quantos pães tendes vós? Ide e Vede”. Depois de o verificarem eles disseram: “Cinco pães e dois peixes”. 29 – Jesus, então, lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se, em ranchos, na relva. 40 – Sentaram-se todos, formando diversos ranchos, uns de cem pessoas, outros de cinqüenta. 41 – E Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu, abençoou e partiu os pães, e os entregou aos discípulos, para que os pusessem diante do povo; assim também, repartiu os dois peixes com todos. 42 - Todos comeram e ficaram fartos. 43 -  E ainda levaram doze cestos com os pedaços de pão e peixe que haviam sobrado. 44 – apesar de serem cinco mil os que comeram. 45 – Em seguida, Jesus mandou que os discípulos entrassem de novo na barca e passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida, enquanto ele ficava despedindo a multidão.

 

LUCAS: 10 – De volta, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que haviam feito. E, Jesus levando-os consigo se retirou para um lugar deserto, próximo a Betsaida. 11 – Informadas disso, as turbas o seguiram, e Jesus, recebendo-as, entrou a lhes falar do reino de Deus e a curar os enfermos. 12 – Ora, como estava o dia a declinar, os doze vieram e lhe disseram: “Manda embora essa gente, a fim de que vá procurar alojamento e algo para comer nas granjas e aldeias dos arredores, pois estamos num lugar deserto. 13 – Mas Jesus lhes disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Ao que eles replicaram: “Só se formos nós mesmos comprar comida para esse povo pois não temos mais que cinco pães e dois peixes”. 14 – Eram cerca de cinco mil pessoas. Disse, então, Jesus aos discípulos: “fazei-os sentar em grupos de cinqüenta”. 15 – os discípulos obedeceram e fizeram que todos sentassem. 16 – Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu e abençoou-os, parti-os e entregou aos discípulos, para que os distribuíssem pela multidão. 17 – Todos comeram, ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que tinham sobrado.

 

Já vos temos falado da força de que dispunha o Cristo, por efeito da sua potencialidade superior, PARA ATRAIR OS FLUIDOS DE QUE PRECISAVA. QUEM, ABAIXO DE DEUS, CONHECE TÃO PROFUNDAMENTE A LEI DOS FLUIDOS? Pela ação da sua vontade poderosa sobre os Espíritos que lhes obedeciam pressurosamente, conseguiu ele, mediante transportamentos e o emprego dos fluidos, multiplicar ao infinito (como dizeis) a pequena quantidade de alimentos que os discípulos tinham à sua disposição. Preparados com os fluidos próprios à sua produção, os quais lhes davam as necessárias propriedades nutrientes, aqueles alimentos satisfaziam as exigências da matéria. BASTANDO UMA DIMINUTA PORÇÃO DELES PARA SACIAR A MAIS DEVORADORA DAS FOMES. Para que a multidão ficasse saciada, não bastaria que Jesus o quisesse? Sem dúvida! E para isso não lhe seria preciso mais do que reunir em torno dela os fluidos convenientes os quais SENDO ASPIRADOS FARIAM CESSAR QUAISQUER EXIGÊNCIAS DO ESTÕMAGO. Entretanto, era mister que, diante daqueles observadores materiais. SE PRODUZISSE UM EFEITO FÍSICO. Compreendei, irmãos, bem - amados de todo o mundo e principalmente vós, senhores das ciências humanas: A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES CAUSOU IMPRESSÃO MUITO AMOR DO QUE TERIA CAUSADO A VONTADE DE JESUS ATUANDO NOS HOMENS!

 

 

 

O “MILAGRE” DA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES E PEIXES

 

P – Foi excelente a explicação dada, mas há um ponto que merece destaque maior: o fato de ser considerada, “milagre” a multiplicação dos pães e dos peixes. Como interpreta o caso o Espírito da Verdade, pelo CEU da LBV?

 

R – Para os Apóstolos, os discípulos e a multidão, foi com os pedaços em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes (pedaços que – multiplicados “ao infinito” – ele entregou aos Apóstolos e estes distribuíram pelo povo) que todos se saciaram dando ainda para encher doze cestos, depois de estarem todos satisfeitos. Foi isso o que todos viram; esse o fato que se passara à vista de todos; o fato de que todos eram testemunhas e do qual todos haviam participado, desde que comeram os pedaços dos cinco pães e dois peixes, partidos pelas mãos de Jesus e distribuídos pelos discípulos. FOI ISSO O QUE TODOS VIRAM, SOMENTE ISSO O QUE PODIAM ATESTAR, E ATESTARAM. Por lhes ser incompreensível e inexplicável, dada a ignorância de todos (dos Apóstolos, dos discípulos e da multidão) relativamente a origem, às causas e aos meios ocultos que o produziram. O FATO DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES FOI POR TODOS CONSIDERADO UM “MILAGRE”. Foi e ainda o é pelos que se conservam estranhos à Nova Revelação. Alguns homens de coração simples e espírito humilde, acreditaram na sua autenticidade sem o compreenderem, firmados no testemunho dos Apóstolos, dos discípulos e da multidão, e na fé que lhes inspira a narração evangélica. Os outros ou fingiram acreditar, por não ousarem negá-lo, ou o negaram e rejeitaram abertamente, encastelados na sua orgulhosa ignorância, pela simples razão de não o poderem compreender e não saberem explicá-lo. E sem a presença da ciência espírita, que vos veio mostrar a origem, as causas e os meios ocultos por que se operou a multiplicação dos pães e dos peixes, fato não seria um “milagre” mesmo para vós? Porventura vedes o que a todo momento se passa em torno de vós no mundo espiritual? Sem a Nova Revelação, ninguém saberia que aquela multiplicação se produziu pela ação espiritual e pelo emprego de fluidos, UMA VEZ QUE A CIÊNCIA COMUM É IMPOTENTE PARA COMPROVÁ-LA, PORQUE NÃO VÊ, NÃO OBSERVA E NÃO DESCOBRE SENÃO COM OS OLHOS CARNAIS. Os Evangelistas que, como os Apóstolos os discípulos e a multidão, não podiam compreender o fato. POR IGNORAREM TAMBÉM A FONTE, AS CAUSAS E OS MEIOS QUE O PRODUZIRAM, SE LIMITARAM (E ASSIM DEVIA, SER A NARRÁ-LO DEBAIXO DA INFLUÊNCIA MEDIÚNICA. “Jesus – dizem eles – partiu com as mãos os cinco pães e os dois peixes, e os deu aos discípulos e estes os deram ao povo; todos comeram e ficaram saciados, e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços de pão e peixe que sobraram”. Estas últimas palavras indicam que Jesus partia os pães e os peixes e dava os pedaços aos discípulos, que os depositavam em cestos, onde os transportavam para distribuí-los pela multidão. Os cestos eram os que as mulheres do Oriente costumam trazer à cabeça e que servem para o transporte de frutas e legumes, assim, como para abrigá-las dos ardores do sol. E muitas mulheres havia na multidão. Antes que se iniciasse a multiplicação dos pães e dos peixes os discípulos – cumprindo as ordens do Mestre – haviam arrebanhado (e colocado junto dele) todos os cestos que as mulheres traziam. Eis aqui, agora, como se operou a multiplicação: tendo nas mãos os pães e os peixes, JESUS OS ENVOLVIA EM FLUIDOS APROPRIADOS A PRODUÇÃO DE TAIS ALIMENTOS (FLUIDOS PRODUTORES). Como deveis compreender, o Cristo – para multiplica-los entre os seus dedos – atraía a si os fluidos próprios ao efeito desejado e os tornava visíveis, tangíveis, dando-lhes o aspecto, a forma e o sabor de pedaços de pão ou de peixe, pois JAMAIS OS CINCO PÃES E OS DOIS PEIXES TERIAM FORNECIDO PEDAÇOS, AINDA QUE DE TAMANHO MÍNIMO, NA QUANTIDADE QUE ERA NECESSÁRIA. Por esse meio, ia ele substituindo nos pães e nos peixes as porções que deles tirava. Assim, era que, com o auxílio dos fluidos produtores em que os envolvia, multiplicava os pães e os peixes e os pedaços em que os partia (pedaços que entregava aos discípulos e que estes colocavam nos cestos). No momento em que nos cestos eram depositados, sob a forma de pedaços de pão e de peixe, os produtos fluídicos obtidos por Jesus, LOGO A ELES SE JUNTAVAM OS QUE OS ESPÍRITOS POR SUA VEZ, TRAZIAM E QUE IMEDIATAMENTE SE TORNAVAM VISÍVEIS E TANGÍVEIS. Esses fornecimentos de pedaços de pão e de peixe os Espíritos os preparavam nas mesmas condições dos que Jesus entregava aos discípulos, com o auxílio dos fluídos produtores, e os depositavam invisíveis nos cestos vazios. À medida que os discípulos deitavam nestes os pedaços que recebiam do Mestre, os Espíritos tornavam visíveis e tangíveis os pedaços que ali já haviam depositado. Assim, de um lado Jesus e os Espíritos tiravam – indefinidamente – dos fluidos produtores que o Mestre atraía para junto de si, os elementos e os meios de multiplicação dos peixes e dos pães e, de outro lado, os discípulos tiravam dos cestos – indefinidamente – os pedaços de pão e peixe cuja provisão se renovava por si mesma, mas sempre mediante a intervenção dos Espíritos prepostos á. produção de tal efeito, que se verificava a medida que os discípulos ali depositavam os pedaços que recebiam de Jesus. Foi por esse processo que, pela ação do Cristo e dos Espíritos Superiores que invisivelmente o cercavam, se operou a multiplicação dos cinco pães e dois peixes, e que OS PEDAÇOS PARTIDOS PELO MESTRE PARECIAM, ÀS VISTAS CARNAIS MULTIPLICAR-SE INFINITAMENTE NAS SUAS MÃOS E DELAS SAÍREM PARA OS CESTOS. Sabeis que o Espírito não deixa ver o objeto que ele transporta senão quando quer ser visto operando, caso em que torna visível o fluido que envolve o mesmo objeto e que serve para realizar o transporte. Mas, igualmente, sabeis que o Espírito; à sua vontade, pode tornar invisível aos olhos grosseiros do homem o objeto que transporta, só o fazendo visível quando e como quiser. Os fluídos que envolvem o objeto transportado não são visíveis, senão querendo o Espírito que o sejam. Fora disso o Espírito passa despercebido assim como o próprio objeto; que ele não submete à vista do homem senão quando julga oportuno o momento, SE JESUS O TIVESSE DESEJADO, TERIA FEITO SOZINHO A MULTIPLICAÇÃO. Mas, entendei, os meios empregados eram mais prontos e mais fáceis para a consecução do fim visado. Com efeito, não era mais fácil e mais pronto que os Espíritos depositassem invisíveis, nos cestos vazios, os produtos que eles mesmos preparavam e os fossem tornando visíveis à medida que os discípulos ali colocassem os produtos que recebiam do Mestre do que este fazer sair de suas mãos para as mãos deles tudo o que fosse preciso para encher os cestos? Os produtos da multiplicação, tendo recebido as formas de pedaços de pão e de postas de peixe, como tais foram comidos pelos cinco mil. E TODOS FICARAM SACIADOS E AINDA LEVARAM DOZE CESTOS CHEIOS DOS PEDAÇOS QUE SOBRARAM.

 

 

 

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...