quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

 

 

DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - I

 

P – Chegarão os homens a conquistar, um dia, a felicidade?

R – Sem dúvida, porque Deus não nos criou para permanecermos eternamente no mal e, por conseguinte, no sofrimento, que é criação dos próprios homens, ao transgredirem a Lei de Deus. Se assim não fosse, Deus seria inferior ao próprio homem.

 

P – Assim sendo, Deus perdoa todo mal?

R – Se entendeis por perdão os meios que Deus vos oferece, para reparardes vossas faltas, sim. Não se deve esperar de Deus a graça para alguns, mas sim a justiça para todos: SOMOS TODOS IGUAIS DIANTE DA LEI DIVINA.

 

P – De que modo se reparam as faltas cometidas?

R – Praticando o Bem, incessantemente. Não há outro meio.

 

P – Deus atende a quem ora com fé?

R – A oração não altera o cumprimento das Leis de Deus. Mas serve para vos fortalecer em vossos sofrimentos.

 

P – É conveniente orar muito?

R – O essencial não é orar muito, mas orar bem.

 

P – Que devemos julgar das orações pagas?

R – Disse Jesus: “Não recebais paga das vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de LONGAS ORAÇÕES, devoram as casas das viúvas”.

 

P – Onde se deve orar?

R – Jesus também disse: “Quando orardes, entrai no vosso quarto e, fechada a porta, falai com Deus em segredo, e Deus, que vê tudo em segredo, vos recompensará. Mas não faleis muito, como os gentios, pois eles pensam que, por muito falar, serão ouvidos”. A verdadeira prece reside no coração que vive o Novo Mandamento do Cristo.

 

P – A oração torna o homem melhor?

R – Sim, porque aquele que ora, com fé e confiança, fica mais forte contra as tentações do mal. A prece é sempre proveitosa, quando feita com pureza.

 

P – Poderemos suplicar a Deus que perdoe nossas faltas?

R – A prece não elimina as faltas, mas conduz às boas ações, QUE SÃO A MELHOR PRECE. Lembrai-vos de que os atos valem sempre mais do que as palavras.

 

P – É útil orar pelos finados?

R – Sim. A prece não modifica os desígnios da Divina Providência, que são justos e sábios. Mas sempre alivia e consola os Espíritos em cuja intenção é feita.

 

P – Que se deve entender das palavras do Cristo: “Há muitas moradas na casa de meu Pai” ?

R – Que a casa de Deus é o Universo; as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito.

 

P – Qual é a categoria dos mundos?

R – A escala dos mundos é infinita. Entretanto, todos eles podem se classificados assim: MUNDOS PRIMITIVOS, onde o Espírito faz as suas primeiras encarnações; MUNDOS DE PROVAS E EXPIAÇÕES, como a Terra que habitais, onde dominam o mal e os sofrimentos morais e físicos; MUNDOS DE REGENERAÇÃO, onde os Espíritos adquirem novas forças e descansam da fadiga de suas lutas; MUNDOS FELIZES, onde predomina o Bem sobre o mal; MUNDOS CELESTES OU DIVINOS, onde impera somente o Bem e não se conhecem sofrimentos físicos nem morais. É o Céu.

 

 

 

DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - II

 

P – A LBV anunciou, pelo rádio e pela imprensa, que daria aos filiados do CEU a Doutrina do Novo Mandamento. Em que consiste esta Doutrina?

R – Na unificação das Quatro Revelações do Cristo de Deus. Mas é preciso considerar a advertência do Unificador: nesta Obra Final do Ciclo, Jesus permanece acima de todos os homens e de todas as religiões por eles criadas. O verdadeiro autor e inspirador destas lições é um só: o Espírito da Verdade, que é o porta-voz do Cristo. E é por isso que a Legião da Boa Vontade unifica as Quatro Revelações, em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento.

 

P – Qual o significado do Novo Mandamento de Jesus?

R – É a revelação final e total do Cristo, chave de toda a Bíblia Sagrada, da Gênese ao Apocalipse. Na RELIGIÃO DE DEUS, que é o Amor Universal, acima de todos os sectarismos e divisões das crenças forjadas pelos homens, todas as criaturas são naturalmente cristãs, e todas as religiões são, por conseqüência, evidentemente cristãs. Aqueles, cujo grau de entendimento não alcança esta verdade, ainda estão espiritualmente mortos; por isto dizemos que o Novo Mandamento é, também, a chave da vida e a chave da morte. Só o Novo Mandamento permite aos homens entender que DEUS É AMOR, e nada existe fora deste Amor.

 

P – Quem é Deus?

R – É a suprema inteligência do Universo, a causa primária de todas as coisas.

 

P – Onde encontrar a prova da existência de Deus?

R – No axioma que se aplica às ciências: NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA. Buscando a causa de tudo o que não é obra do homem, chegareis a Deus.

 

P – Quais são os atributos de Deus?

R – Deus é eterno, único, imutável, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.

 

P – Por que é eterno?

R – Se houvesse tido princípio, Deus teria saído do nada, o que é absurdo. Deus é eterno porque não tem causa ou origem, como todos os seres criados.

 

P – Por que Deus é único?

R – Se existissem outros deuses, com o mesmo poder, não teríamos harmonia de vista nem segurança na direção do Universo.

 

 

DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - III

 

P – Por que Deus é imutável?

R – Porque, se estivesse sujeito a mudanças, ou variações, as leis que regem o Universo não teriam estabilidade alguma.

 

P – Por que é todo-poderoso?

R – Porque, sendo único e eterno, é o autor de tudo o que existe.

 

P – Por que é soberanamente justo e bom?

R – Por causa da sua infinita perfeição, na justiça e na bondade.

 

P – Deus tem a forma humana que aparece nas figuras da Igreja?

R – Esse deus antropomorfo, criado pela religião idólatra e que é figurado com uma longa barba, prova o atraso das religiões anti-reencarnacionistas. Ora, se Deus tivesse forma humana estaria limitado e, por conseguinte, circunscrito, deixando de ser onipotente, onisciente e onipresente.

 

P – Deus, então, não tem matéria?

R – Se Deus fosse matéria, deixaria de ser imutável na sua perfeição, pois estaria sujeito às transformações matérias. DEUS É ESPÍRITO: sua natureza difere de tudo o que chamais matéria.

 

P – Como Deus criou o homem à sua imagem e semelhança?

R – Pelo Espírito, porque Deus não tem corpo.

 

P – Deus governa o Universo?

R – Sim, por força da sua Boa Vontade, como o homem governa o seu corpo.

 

P – Deus cria sem cessar?

R – Sim, de toda a eternidade. Até vossa razão se nega a aceitar Deus inativo, pois o Cristo ensinou: “O Pai trabalha sem cessar”. Se assim não fosse, Deus não seria imutável, pois se teria manifestado de modos diversos, primeiro em ação, depois em inatividade.

 

P – Todos chegarão a ver o Senhor Deus?

R – Sim, quando chegarem à perfeição, depois de vencerem todas as provas, pela fé, pelas obras, pela graça, pela paciência, pela perseverança. Lembrai-vos das palavras de Jesus: “Aquele que perseverar até ao fim será salvo”. Até lá, haverá um abismo entre a parte e o todo, entre o relativo e o absoluto, entre a criatura e o Criador.

 

P – Todos nós temos o dever de amar a Deus?

R – Sim, porque Deus é nosso Pai e nos criou para a felicidade eterna.

 

P – De que modo devemos adorar o Pai?

R – O Cristo ensina: “Deus é Espírito, e importa que aqueles que o adoram o adorem em Espírito e Verdade”. No nosso lar, elevai-lhe o pensamento por meio da prece, tendo plena confiança em sua bondade e em sua justiça. Adorais o Senhor amando e respeitando vossos pais; amando o próximo, isto é, socorrendo-o em suas necessidades, perdoando-lhe as ofensas, fazendo-lhe todo o bem possível; cumprindo, enfim, todos os deveres que vos impões a Moral Cristã, não do cristianismo dos homens, mas do CRISTIANISMO DO CRISTO, que é o do Novo Mandamento.

 

P – Quando é realmente útil a prece?

R – Quando é sincera, quando sai do coração. É ineficaz quando pronunciada somente pelos lábios.

 

 

 

P – Por quem devemos orar?

R – Por vós mesmos, por vossos pais e irmãos, parentes e amigos, por todos os que sofrem e, portanto, por vossos inimigos.

 

P – Qual o objetivo da oração?

R – Suplicar a Deus a força e o valor necessários para melhorar todos nós, homens ou Espíritos, suportando com paciência e resignação as provas e tribulações da marcha para Deus.

 

 

 

 

MORAL CRISTÃ

 

P – Como o CEU da LBV explica os fundamentos da Moral Cristã à luz do Novo Mandamento?

R – Moral é a ciência que vos ensina a bem viver – com a luz do Novo Mandamento – a distinguir o Bem do mal. Não há Moral Cristã fora do CRISTIANISMO DO CRISTO, o Cristianismo genuíno, autêntico, eterno, que é o do Novo Mandamento, a única solução para todos os problemas que afligem a Humanidade. Esta é a Moral Cristã da RELIGIÃO DE DEUS, a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV: fala o Espírito da Verdade.

 

P – Qual o tipo mais perfeito que pode servir ao homem como guia e modelo?

R – O tipo da perfeição moral, a que pode e deve aspirar o homem, é Jesus, o Cristo, o Ser mais puro que já desceu ao vosso planeta.

 

P – Como podemos distinguir o Bem do mal?

R – O Bem é tudo o que está de acordo com a Lei de Deus, a Primeira Revelação. O mal é, exatamente, o contrário.

 

P – O homem tem, por si mesmo, os meios de distinguir o Bem do mal? Sujeito, como está, ao erro, não poderá ele equivocar-se, isto é, julgar fazer o Bem quando, na realidade, faz o mal?

R – Conhecendo as Quatro Revelações do Cristo de Deus, nunca poderá equivocar-se. Pelo conhecimento da Verdade, ele se libertará do fanatismo, do sectarismo, do farisaísmo – de todas as ciladas do Anti-Cristo. Para não errar, recorde o homem a lição do Mestre Jesus: “Não façais aos outros o que não quereis que eles vos façam. Fazei-lhes tudo o que quereis que eles vos façam”. É a Regra Áurea.

 

P – Quais são os maiores inimigos do homem?

R – O homem, pelo seu orgulho, vaidade, egoísmo, inveja – produtos da ignorância espiritual – é o verdugo de si mesmo. O mesmo se aplica às religiões exclusivistas, que se julgam senhoras de Deus, das almas, dos infernos e dos céus criados pela sua megalomania. É por isso que não terá autor, ou autores, a Doutrina do CEU, com a Unificação das Quatro Revelações. A Doutrina do Novo Mandamento é do Espírito da Verdade; portanto, do próprio Jesus.

 

P – Como poderemos saber que somos culpados de uma falta?

R – Quando sabemos melhor o que fazemos. O mal, do mesmo modo que o Bem, age de tal forma que nem sempre se pode apreciar a extensão dos seus efeitos. Não é possível beneficiar, ou prejudicar alguém, sem que geralmente se beneficie ou prejudique a várias pessoas ao mesmo tempo. Só o perfeito conhecimento da Verdade vos libertará de todas as dúvidas, como afirmou Jesus: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.

 

P – Deus precisa ocupar-se de cada um dos nossos atos, para nos castigar ou recompensar?

R – Não. Deus tem leis imutáveis, que regulam todas as nossas ações, DE UMA SÓ VEZ.

 

P – É também culpado aquele que não faz o mal, mas participa dele pelo pensamento?

R – É como se fosse. Por isso mesmo, participará das suas conseqüências.

 

 

P – O desejo do mal é tão irrepreensível quanto o próprio mal?

R – Conforme: há virtude em resistir voluntariamente ao mal cujo desejo se sente, e sobretudo quando há possibilidade de realiza-lo. Entretanto, é condenado o desejo do mal quando se deixa de executa-lo unicamente por falta de ocasião.

 

P – É bastante deixarmos de fazer o mal, para assegurarmos a nossa felicidade futura?

R – Para conseguir a felicidade futura, necessário vos é fazer todo o bem, dentro do possível, pois cada um será responsável não só pelo mal que houver feito, mas igualmente pelo Bem que, podendo fazer, não fez.

 

P – Haverá pessoas cuja posição as impossibilite de fazer o bem?

R – Todos podem fazer o bem, e somente aos egoístas falta ocasião para isso. Fazer o bem não consiste somente em dar dinheiro, mas também em ser útil de qualquer modo.

 

P – Haverá diferentes graus no mérito do Bem?

R – O mérito está no sacrifício, e deixa de existir quando o Bem nada custa ou é feito sem trabalho. Tem mais mérito o pobre, que dá metade do seu pão, do que o rico, que dá o supérfluo. Jesus demonstrou esta verdade quando se referiu ao óbolo da viúva.

 

P – Onde está contida toda a Lei Divina com referência ao Amor?

R – No Velho Testamento, nas leis de Moisés: “Amar a Deus e amar ao próximo”. Mas onde está contida toda a Lei Divina, com referência ao Amor, é no Novo Mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Na verdade, como declarou o Cristo, ninguém tem maior amor do que este: dar a própria vida pelos seus amigos. O Novo Mandamento encerra todos os deveres dos homens entre si. Mas não só dos homens: das religiões, das filosofias, das ideologias, de todos os povos e nações da Terra. Para fazer uma idéia da importância do Novo Mandamento, necessário se torna que o homem atente para esta declaração de Jesus: Quem cumpre o meu Mandamento não morrerá mais – já passou da morte para a vida.

 

 

 

 

EVANGELHO ETERNO

 

P – Agradecemos a Deus os ensinamentos preciosos do Centro Espiritual Universalista da LBV. O CEU veio na hora certa, para restaurar toda a Verdade, acima de todos os sectarismos que desgraçam a Humanidade. Não é um verdadeiro plano de governo para todos os povos da Terra?

R – Sim, por que em breve todos os povos e nações serão governados pelo Cristo, através do seu Evangelho Eterno. Só se pode governar com a Verdade, dentro das Leis Divinas, perfeitas e imutáveis. O Governo da Verdade colocará o Brasil na vanguarda do mundo. Queira Deus que todos os brasileiros mereçam tamanha graça.

 

P – Que devem fazer as religiões, em nossa Pátria, em prol da união de todos pelo bem de todos?

R – O mesmo que fez João, o Batista, precursor da primeira vinda do Salvador: “Cumpre que eu desapareça, para que ELE apareça”. Eis porque não tem autor, ou autores humanos, a UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES. O autor é Jesus, porque Jesus é o UNIFICADOR.

 

P – Que devemos pensar de quem amontoa bens materiais para conseguir o supérfluo, em prejuízo dos que carecem do necessário?

R – Esse infeliz egoísta não cumpre a Lei de Deus, e terá que responder pelas privações que fizer outrem sofrer. O homem sábio, na Era do Apocalipse, transforma o dinheiro da iniqüidade em dinheiro da salvação.

 

P – É censurável o desejo que o homem tem de conseguir seu bem-estar?

R – Não, pois é um desejo normal da criatura em busca do progresso. O abuso disso é que constitui o mal.

P – Se a morte deve conduzir-nos a uma vida melhor, qual a razão por que o homem lhe tem instintivo horror?

R – Deus pôs no homem o instinto de conservação para que o sustentasse nas provas; sem isso ele se descuidaria da vida. O instinto de conservação faz que o homem viva todos os dias da sua existência, para poder cumprir sua missão, integralmente.

 

P – Que devemos pensar da destruição que excede os limites da necessidade, tal a que se faz pela caça, e cujo o fim é destruir sem nenhuma utilidade?

R – Trata-se de flagrante transgressão da Lei Divina. Torna-se ainda mais condenável a destruição que é feita com requintes de crueldade. Os destruidores dessa espécie também serão destruídos, dentro da Lei de Causa e Efeito.

 

P – Qual a explicação das grandes calamidades que sacodem o mundo?

R – Os Espíritos do Senhor sabem praticar a justiça perfeita, dando a cada um de acordo com suas obras, nada menos, nada mais. A semeadura foi livre, a colheita é obrigatória. Assim, as grandes calamidades fazem que a Humanidade se adiante com mais rapidez, porque – resultando dessas catástrofes a regeneração moral dos seres humanos – eles adquirem, em nova existência, um grau mais elevado de progresso.

 

P – Mas será justo que, nessas calamidades, sucumba o homem bom ao mesmo tempo que o mal, sem distinção alguma?

R – Tanto faz morre numa calamidade como por outra causa qualquer, QUANDO A HORA É CHEGADA. A única diferença que há, neste caso, é a de morrer maior número de pessoas; mas, acaso podereis saber se o que hoje é um homem de bem não teria sido o culpado de ontem?

 

P – Qual a causa que induz o homem à guerra?

R – A ignorância das Leis Naturais, que são as Leis de Deus. Toda guerra é produto do predomínio da natureza animal sobre a espiritual. Entre os povos bárbaros não se conhece outro direito que não seja o do mais forte. E povos bárbaros são todos aqueles que ignoram as Quatro Revelações do Cristo, por mais civilizados que se proclamem.

 

P – A guerra desaparecerá algum dia da face da terra?

R – Sim, depois do próximo e último Armagedon do Apocalipse de Jesus. Então, sim, todos os homens compreenderão o que é a justiça e saberão VIVER O NOVO MANDAMENTO, sob um novo céu e numa nova terra regida pelo Amor Universal. Os povos serão UM POVO SÓ, integrado na majestade do Rei de todos os reis, Senhor de todos os senhores.

 

P – Que se deve pensar dos que provocam a guerra em seu próprio benefício?

R – Os provocadores de guerras, como os vendedores de armamentos, são verdadeiros culpados e, como tais, terão de suportar muitas existências de expiação dos crimes que mandam cometer, para satisfazerem unicamente à sua ambição.

 

P – O soldado que mata, na guerra, é culpado?

R – Não, se ele é coagido a isso pelas leis vigentes no mundo de César. Mas ele se torna culpado desde que pratique, sem necessidade, atos de crueldade comprovada.

 

P – É crime o homicídio?

R – Sim, e muito grande, pois que tira a vida a alguém corta uma existência de expiação ou missão, cujo o fio somente a Deus é lícito cortar.

 

P – Podemos considerar o duelo como manifestação de legítima defesa?

R – Não. O duelo é um crime, um costume de bárbaros, ignorantes da Lei de deus.

 

P – Mas como se deve analisar o que, em duelo, se chama “ponto de honra”?

R – Esse ponto de honra é produto de dois grandes males da sociedade: vaidade e orgulho. Honra é algo muito diferente: só a possuem aqueles que vivem de acordo com a Lei de Deus.

P – Não haverá, porém casos em que a honra, achando-se realmente ofendida, será um ato de covardia não aceitar o duelo?

R – Cada século e cada povo, com seus usos e costumes, têm modos diversos de encarar as coisas. Quando os homens conhecerem a Lei de Deus e viverem de acordo com a Moral Cristã – a verdadeira Moral do CRISTIANISMO DO CRISTO – compreenderão que a honra está acima das paixões humanas. Os fatos não se alteram pela morte do “ofensor”. Diante da Lei Divina, há mais grandeza em perdoar uma ofensa do que em castigá-la com um crime. Incidem no mesmo erro os maridos que matam suas esposas, sob o pretexto de lavarem sua honra com sangue. A proteção de deus está sobre aqueles que têm sua honra inacessível às ofensas dos alienados mentais – os ignorantes da Lei do retorno. Os homens que fazem o mal receberão de volta o seu próprio mal. Tende pena deles.

 

P – A pena de morte desaparecerá, algum dia, da legislação humana?

R – Sem dúvida nenhuma. E sua próxima supressão marcará um grande progresso para toda a Humanidade.

 

P – E que devemos pensar da pena de morte imposta em nome de Deus?

R – Os que agiram assim – e ainda hoje, por outros meios – estão muito longe de conhecer a Lei de Deus. Seus crimes monstruosos estão registrados no Livro da Vida. Podeis imaginar o que aguarda esses loucos? Orai por eles, orai por eles.

 

 

 

 

 

LIÇÕES DO EVANGELHO

 

P – Estamos apreciando, com muita alegria, os ensinos do Evangelho “trocados em miúdos”, para nos facilitar o entendimento perfeito da Segunda Revelação. Esse trabalho do CEU da LBV não pode continuar?

R – Sim, porque nosso objetivo é simplificar tudo o que ponha ao alcance das multidões os ensinamentos do Espírito da Verdade. A unificação das Quatro Revelações é a última palavra de Jesus para salvação da Humanidade.

 

P – O trabalho é uma lei de Deus?

R – Sem dúvida, porque é uma necessidade das mais importantes.

 

P – Devemos considerar como TRABALHO somente as ocupações materiais?

R – Toda ocupação útil é trabalho, não só no campo material. O Espírito também trabalha, e o próprio Deus não pára de trabalhar.

 

P – Para que foi imposto ao homem o trabalho?

R – O trabalho é o meio de aperfeiçoar a inteligência do homem; assim, ele assegura seu progresso, bem-estar e felicidade. Se não fosse o trabalho, o homem não sairia nunca da sua infância intelectual.

 

P – Nos mundos mais adiantados, o Espírito está sujeito à mesma necessidade do trabalho?

R – Em todas as “moradas da casa do Pai” ninguém permanece inativo e inútil. A ociosidade seria suplício em vez de benefício.

 

P – Está livre da Lei do Trabalho quem possui fortuna suficiente para garantir no mundo a sua existência?

R – Do trabalho material, sim; mas nunca da obrigação de se fazer útil, segundo os seus recursos, ou de aperfeiçoar a sua inteligência e a dos outros. Tudo isso é trabalho, e tanto maior é esse dever quanto mais tempo e recurso o homem tiver. È a Lei Divina: mais se pedirá a quem mais se deu.

 

 

 

P – Que devemos pensar dos que usam sua autoridade para impor trabalho excessivo aos seus inferiores?

R – Esses pagarão por suas más ações, porque infringem a Lei de Deus.

 

P – O homem tem direito ao descanso na sua velhice?

R – Sim, cada um está obrigado ao trabalho material até onde chegam as suas forças.

 

P – Que recurso tem o ancião que precisa de trabalhar para viver e não pode faze-lo?

R – O recurso é que o forte, então, trabalhe para o fraco. Na falta da família, a sociedade tem o dever de socorre-lo. Esta é a Lei da Caridade, ensinada nos Evangelhos pelo Cristo de Deus.

 

P – Por que o CEU da LBV não divulga, também, os ensinamentos dos preceptores espirituais de todas as religiões e filosofias?

R – A LBV, a serviço de Jesus, já o fez em mais de trinta anos ininterruptos. Agora, os tempos chegaram. A Humanidade já entrou na curva final do Apocalipse. Não há mais tempo nem ocasião para torneios verbais ou culturais, alimentados por esses preceptores ou “mestres” famintos de projeção pessoal. Sim, nesta hora, TUDO VOLTA AO CRISTO, PORQUE É DO CRISTO.

 

P – O matrimônio, isto é, a união permanente de dois seres, é contrário à lei natural?

R – Ao contrário: o casamento representa um progresso da sociedade humana.

 

P – Qual das duas está mais de acordo com a lei natural: a monogamia ou a poligamia?

R – A monogamia, porque o matrimônio deve estar fundado no amor espiritual, no afeto real e permanente, SEM NENHUMA SENSUALIDADE. Não existe amor na poligamia e, por isso mesmo, ela desaparecerá, brevemente, da face da Terra.

 

P – O celibato voluntário é meritório, diante de Deus?

R – Não. Os que vivem assim, por egoísmo ou motivos correlatos, enganam a si mesmos e a todo mundo. Raríssimas exceções aconteceram na História da Humanidade. Esse “voluntário celibato” se diz inspirado em Jesus, que – para servir a Deus – não se casou. Erro grave, porque o Cristo não tinha corpo material.

 

P – Tem algum mérito a vida de mortificações ascéticas?

R – Não, pois não aproveita a ninguém. Se aproveitar a quem a pratica, e si impedir de fazer o bem a outrem, ela é ainda uma das formas do egoísmo.

 

P – Quando a reclusão e as provações penosas têm por objetivo uma expiação, há nelas algum mérito?

R – A melhor expiação é resgatar o mal que se fez com o bem que se pode fazer. Essas “privações penosas” resultam numa forma de suicídio lento, condenado pela Lei de Deus.

 

P – Que devemos pensar da mutilação do corpo, da autoflagelação dos que, assim, pretendem ganhar o Reino do Céu?

R – Loucura autorizada pelos ignorantes da Lei de Deus. Tudo quanto for inútil não terá mérito, jamais. Para dominar a matéria carnal basta praticar, somente, aLei Divina que é a Caridade, combatendo sempre toda idéia de mutilação, todas as flagelações imagináveis.

 

P – É racional a abstenção de certos alimentos, prescritas em certos povos por seitas religiosas ou filosóficas?

R – Não, porque tudo o que puder alimentar o homem, e não for em prejuízo de sua saúde, é permitido na Lei de Deus.

 

P – É meritória a abstenção do alimento animal, ou de qualquer outra espécie, quando o fazemos por expiação?

R – Sim, quando vos privais dele em BENEFÍCIO DE OUTREM.

 

P – Com que fim Deus dotou os seres com do instinto de conservação?

R – Com o fim de poderem evoluir, pois a vida é necessária ao aperfeiçoamento espiritual de todos.

 

P – Todos os homens têm, igualmente, o direito de usar os bens da Terra?

R – Sem dúvida, pois esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não impõe um dever sem dar, primeiro, aos homens os meios de cumpri-lo.

 

P – Que devemos julgar do homem que busca nos excessos de toda espécie um requinte aos seus gozos?

R – Quem age assim se torna inferior ao bruto, pois não sabe restringir a satisfação das suas NECESSIDADES REAIS. Quanto maiores forem os seus excessos carnais – sob o julgo da natureza animal – maiores serão os seus tormentos físicos e espirituais. Todos esses excessos acabam na loucura, por obsessão e possessão.

 

P – Qual a grande utilidade do Céus para os estudiosos do espiritualismo?

R – Como os seus ensinos são, exclusivamente, do Espírito da Verdade, a utilidade maior é a correção das infiltrações mediúnicas observadas em Kardec, Roustaing e outros grandes pioneiros da UNIFICAÇÃO DE TODAS AS REVELAÇÕES DO CRISTO DE DEUS.

 

 

 

 

 

ESPÍRITO E VIDA

 

P – A LBV – principalmente agora com o CEU – já poderia ter editado em livros sua vasta produção, de cunho espiritual tão elevado. Por que não o fez?

R – Porque não autorizei tais edições. Não era chegada a hora. Doravante, sim, pode a LBV pensar no assunto, selecionando O QUE SEJA DIGNO da aprovação de Jesus, em benefício do Brasil e do Mundo. As palavras do Mestre, como ele mesmo afirmou, são Espírito e Vida. Assim as da LBV: depois de vinte anos de lutas, num trabalho de pioneirismo indiscutível, pôde finalmente abrir as portas do CEU, iniciando a gigantesca obra da UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES DO CRISTO DE DEUS. Estas palavras terão de correr o mundo, nesta Era Apocalíptica, porque são Espírito e Vida, para todo o sempre. A HORA CHEGOU, diz o Espírito da Verdade.

 

P – O homem tem o direito de cercear a liberdade de consciência?

R – Jamais. Toda coação, nesse sentido, é crime contra a Lei de Deus. Assim, também, o homem não tem o direito de impedir as manifestações do pensamento, desde que visem ao bem de todos: liberdade com responsabilidade, direitos com deveres.

 

P – É respeitável toda e qualquer crença, embora reconhecidamente falsa?

R – Sim, quando é sincera e conduz à prática do Bem, pois vários são os graus de evolução espiritual. As crenças condenáveis são as que conduzem ao mal. Só o conhecimento da Verdade Total pode e sabe distinguir entre o falso e o correto, o certo e o errado, em todas as crenças de homem ou verdade de cada um.

 

P – Somos responsáveis por escandalizar, sem motivo, os crentes que não pensam como nós?

R – Sim, porque isso é atentar contra a liberdade de consciência e faltar à Caridade, ensinada e exemplificada pelo Mestre e Senhor.

 

P – Pelo respeito à liberdade de consciência, devemos permitir que se propaguem doutrinas perniciosas?

R – Nada acontece por acaso. Tais doutrinas cairão por si mesmas, como a casa edificada sobre a areia.

 

P – Sem atentar contra à liberdade de consciência, podemos atrair ao caminho da Verdade aqueles que se acham desviados por falsos princípios?

R – Podeis e deveis. Isso, porém, deve ser feito de acordo com o exemplo de Jesus, isto é, com Boa Vontade, nunca pela força, que é pior do que a crença daqueles a quem se procura salvar. Se é permitido impor alguma coisa, é o Bem, é a Fraternidade, em suma – o Amor do Novo Mandamento, pela convicção, NUNCA PELA VIOLÊNCIA.

 

P – Visto julgar-se cada religião A ÚNICA EXPRESSÃO DA VERDADE, como se pode distinguir a que tem o direito de se apresentar como tal?

R – O Cristo ensinou o melhor processo: Conhecereis a árvore pelos seus frutos. A melhor religião (ou doutrina) é a que faz MAIS HOMENS DE BEM, sinceros e não hipócritas. Isto é: a que vive o Novo Mandamento de Jesus, a Lei do Amor e da Caridade, em toda sua extensão, em sua aplicação mais elevada. Toda doutrina que produzir, em suas conseqüências, a desunião, o ódio fratricida, estabelecendo demarcação entre os homens, não pode deixar de ser falsa e perniciosa. É doutrina de homens e maus Espíritos: NÃO É DE JESUS, NÃO É DE DEUS.

 

P – De onde nasce o desejo de perpetuar com monumentos fúnebres a memória dos seres que abandonaram a Terra?

R – É o último ato do orgulho humano, gerado pelas convenções sociais. Não se deve, porém, atribuir aos que partilham essa responsabilidade: pode ser iniciativa dos parentes, que se querem vangloriar ainda na morte. Nem sempre se fazem tais demonstrações por consideração ao morto: elas também se dão por amor próprio, por alarde das riquezas dos que ficam. Poderão esses belos monumentos salvar do esquecimento aqueles que foram inúteis na Terra?

 

P – Devemos, então, reprovar de modo absoluto a pompa dos funerais?

R – Não, pois isso se torna justo e exemplar, desde que seja feito em memória de um homem de bem, que haja dedicado sua vida ao progresso e à liberdade das criaturas humanas.

 

P – Qual é a base da justiça fundada na Lei Natural ou Lei Divina?

R – Para os cristãos, o Novo Mandamento. Para todos os outros, a Regra Áurea: “Fazei aos homens, o que quereis que eles vos façam”.

 

P – Impõe-lhe obrigações particulares a necessidade, que o homem tem, de viver em sociedade?

R – Evidente. A primeira de todas é respeitar os direitos de seus semelhantes. Quem respeitar esses direitos será sempre justo.

 

P – Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do homem?

R – O direito à vida.

 

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...