sexta-feira, 17 de outubro de 2014

11/01/1970
EVANGELHO ETERNO

P - Agradecemos a Deus os ensinamentos preciosos do Centro Espiritual Universalista da LBV. O CEU veio na hora certa, para restaurar toda a Verdade, acima de todos os sectarismos que desgraçam a Humanidade. Não é um verdadeiro plano de governo para todos os povos da Terra? 
R - Sim, porque em breve todos os povos e nações serão governados pelo Cristo, através do seu Evangelho Eterno. Só pode governar com a Verdade, dentro das Leis Divinas, perfeitas e imutáveis. O Governo da Verdade colocará o Brasil na vanguarda do mundo.  Queira Deus que todos os brasileiros mereçam tamanha graça. 

P - Que devem fazer as religiões, em nossa Pátria, em prol da união  de todos pelo bem de todos?
R - O mesmo que fez João, o Batista, precursor da primeira vinda do Salvador: "Cumpre que eu desapareça, para que Ele apareça". Eis porque não tem autor, ou autores humanos, a UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES. O autor é Jesus, porque Jesus é o UNIFICADOR. 

P - Que devemos pensar de quem amontoa bens materiais para conseguir o supérfluo, em prejuízo dos que carecem do necessário?
R - Esse infeliz egoísta não cumpre a Lei de Deus, e terá que responder pelas privações que fizer outrem sofrer. O homem sábio, na Era do Apocalipse, transforma o dinheiro da iniquidade em dinheiro da salvação.

P - É censurável o desejo que o homem tem de conseguir seu bem estar?
R - Não, pois é um desejo normal da criatura em busca do progresso. O abuso disso é que constitui o mal.

P - Se a morte deve conduzir-nos a uma vida melhor, qual a razão por que o homem lhe tem instintivo horror? 
R - Deus pôs no homem o instinto de conservação para que o sustentasse nas provas; sem isso ele se descuidaria da vida. O instinto de conservação faz que o homem viva todos os dias da sua existência, para poder cumprir sua missão, integralmente.

P - Que devemos pensar da destruição que excede os limites da necessidade, tal a que se faz pela caça, e cujo o fim é destruir sem nenhuma utilidade?
R - Trata-se de flagrante transgressão da Lei Divina. Torna-se ainda mais condenável a destruição que é feita com requintes de crueldade. Os destruidores dessa espécie também serão destruídos, dentro da Lei de Causa e Efeito.

P - Qual a explicação das grandes calamidades que sacodem o mundo?
R - Os Espíritos do Senhor sabem praticar a justiça perfeita, dando a cada um de acordo com suas obras, nadas menos, nada mais. A semeadura foi livre, a colheita é obrigatória. Assim, as grandes calamidades fazem que a Humanidade se adiante com mais rapidez, porque - resultando destas catástrofes a regeneração moral dos seres humanos - eles adquirem, em nova existência, um grau mais elevado de progresso.

P - Mas será justo que, nessas calamidades, sucumba o homem bom ao mesmo tempo que o mau, sem distinção alguma? 
R - Tanto faz morrer numa calamidade como por outra causa qualquer, QUANDO A HORA É CHEGADA. A única diferença que há, neste caso, é a de morrer maior número de pessoas; mas, acaso podereis saber se o que hoje é um homem de bem não teria sido o culpado de ontem?

P - Qual a causa que induz o homem à guerra?
R - A ignorância das Leis Naturais, que são as Leis de Deus. Toda guerra é produto do predomínio da natureza animal sobre a espiritual. Entre os povos bárbaros não se conhece outro direito que não seja o do mais forte. E os povos bárbaros são todos aqueles que ignoram as Quatro Revelações do Cristo, por mais civilizados que se proclamem.

P - A guerra desaparecerá algum dia na face da terra?
R - Sim, depois do próximo e último Armagedon do Apocalipse de Jesus. Então, sim, todos os homens compreenderão o que é a justiça e saberão VIVER O NOVO MANDAMENTO, sob um novo céu e numa nova terra regida pelo Amor Universal. Os povos serão UM POVO SÓ, integrado na majestade do Rei de todos os reis, Senhor de todos os senhores.

P - Que se deve pensar dos que provocam a guerra em seu próprio benefício?
R - Os provocadores de guerras, como os vendedores de armamentos, são verdadeiros culpados e, como tais, terão de suportar muitas existências de expiação dos crimes que mandam cometer, para satisfazerem unicamente à sua ambição.

P - O soldado que mata, na guerra, é culpado?
R - Não, se ele é coagido a isso pelas leis vigentes no mundo de César. Mas ele se torna culpado desde que pratique, sem necessidade, atos de crueldade comprovada.

P - É crime o homicídio?
R - Sim, e muito grande, pois quem tira a vida a alguém corta uma existência de expiação ou missão, cujo o fio somente a Deus é lícito cortar.

P - Podemos considerar o duelo como manifestação de legítima defesa? 
R - Não. O duelo é um crime, um costume de bárbaros, ignorantes da Lei de Deus.

P - Mas como se deve analisar o que, em duelo, se chama "ponto de honra"?
R - Esse ponto de honra é produto de dois grandes males da sociedade: vaidade e orgulho. Honra é algo muito diferente: só a possuem aqueles que vivem de acordo com a Lei de Deus.

P - Não haverá, porém casos em que a honra, achando-se realmente ofendida, será um ato de covardia não aceitar o duelo?
R - Cada século e cada povo, com seus usos e costumes, têm modos diversos de encarar as coisas. Quando os homens conhecerem a Lei de Deus e viverem de acordo com a Moral Cristã - a verdadeira Moral do CRISTIANISMO DO CRISTO - compreenderão que a honra está acima das paixões humanas. Os fatos não se alteram pela morte do "ofensor". Diante da Lei Divina, há mais grandeza em perdoar uma ofensa do que em castigá-la com um crime. Incidem no mesmo erro os maridos que matam suas esposas, sob o pretexto de lavarem sua honra com sangue. A proteção de Deus está sobre aqueles que têm sua honra inacessível às ofensas dos alienados mentais - os ignorantes da Lei do Retorno. Os homens que fazem o mal receberão de volta o seu próprio mal. Tende pena deles.

P - A pena de morte desaparecerá, algum dia, da legislação humana?
R - Sem dúvida nenhuma. E sua próxima supressão marcará um grande progresso para toda a Humanidade.

P - E que devemos pensar da pena de morte imposta em nome de Deus?
R - Os que agiram assim - e ainda hoje, por outros meios - estão muito longe de conhecer a Lei de Deus. Seus crimes monstruosos estão registrados no Livro da Vida. Podeis imaginar o que aguarda esses loucos? Orai por eles, orai por eles.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

10/01/1970
MORAL CRISTÃ

P - Como o CEU da LBV explica os fundamentos da Moral Cristã à luz do Novo Mandamento?
R - Moral é a ciência que vos ensina a bem viver - com a luz do Novo Mandamento - a distinguir o Bem do mal. Não há Moral Cristã fora do CRISTIANISMO DO CRISTO, o Cristianismo genuíno, autêntico, eterno, que é o do Novo Mandamento, a única solução para todos os problemas que afligem a Humanidade. Esta é a Moral Cristã da RELIGIÃO DE DEUS, a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV: fala o Espírito da Verdade.

P - Qual o tipo mais perfeito que pode servir ao homem como guia e modelo?
R - O tipo da perfeição moral, a que pode e deve aspirar o homem, é Jesus, o Cristo, o ser mais puro que já desceu ao vosso planeta.

R - Como podemos distinguir o Bem do mal?
R - O Bem é tudo o que está de acordo com a Lei de Deus, a Primeira Revelação. O mal é, exatamente o contrário.

P - O homem tem, por si mesmo, os meios de distinguir o Bem do mal? Sujeito, como está, ao erro, não poderá ele equivocar-se, isto é, julgar fazer o Bem quando, na realidade, faz o mal?
R - Conhecendo as Quatro Revelações do Cristo de Deus, nunca poderá equivocar-se. Pelo conhecimento da Verdade, ele se libertará do fanatismo, do sectarismo, do farisaísmo - de todas as ciladas do Anti Cristo. Para não errar, recorde o homem a lição do Mestre Jesus: "Não façais aos outros o que não quereis que eles vos façam. Fazei-lhes tudo o que quereis que eles vos façam". É a Regra Áurea.

P - Quais são os maiores inimigos do homem?
R - O homem, pelo seu orgulho, vaidade, egoísmo, inveja - produtos da ignorância espiritual - é o verdugo de si mesmo. O mesmo se aplica às religiões exclusivistas, que se julgam senhoras de Deus, das almas, dos infernos e dos céus criados pela sua megalomania. É por isso que não terá autor, ou autores, a Doutrina do CEU, a Unificação das Quatro Revelações. A Doutrina do Novo Mandamento é do Espírito da Verdade; portanto, do próprio Jesus.

P - Como poderemos saber que somos culpados de uma falta?
R - Quando sabemos melhor o que fazemos. O mal, do mesmo modo que o Bem, age de tal forma que nem sempre se pode apreciar a extensão dos seus efeitos. Não é possível beneficiar, ou prejudicar alguém, sem que geralmente se beneficie ou prejudique a várias pessoas ao mesmo tempo. Só o perfeito conhecimento da Verdade vos libertará de todas as dúvidas,  como afirmou Jesus: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.

P - Deus precisa ocupar-se de cada um de nossos atos, para nos castigar ou recompensar?
R - Não. Deus tem leis imutáveis, que regulam todas as nossas ações, DE UMA SÓ VEZ.

P - É também culpado aquele que não faz o mal, mas participa dele pelo pensamento?
R - É como se fosse. Por isso mesmo, participará das suas consequências. 

P - O desejo do mal é tão irrepreensível quanto o próprio mal?
R - Conforme: há virtude em resistir voluntariamente ao mal cujo desejo se sente, e sobretudo quando há possibilidade de realizá-lo. Entretanto, é condenado o desejo do mal quando se deixa de executá-lo unicamente por falta de ocasião.

P - É bastante deixarmos de fazer o mal, para assegurarmos a nossa felicidade futura?
R - Para conseguir a felicidade futura, necessário vos é fazer todo o bem, dentro do possível, pois cada um será responsável não só pelo mal que houver feito, mas igualmente pelo Bem que, podendo fazer, não fez.

P - Haverá pessoas cuja posição as impossibilite de fazer o bem?
R - Todos podem fazer o bem, e somente aos egoístas falta ocasião para isso. Fazer o bem não consiste somente em dar dinheiro, mas também em ser útil de qualquer modo.

P - Haverá diferentes graus no mérito do Bem?
R - O mérito está no sacrifício, e deixa de existir quando o Bem nada custa ou é feito sem trabalho. Tem mais mérito o pobre, que dá metade do seu pão, do que o rico, que dá o supérfluo. Jesus demonstrou esta verdade quando se referiu ao óbulo da viúva.

P - Onde está contida toda a Lei Divina com referência ao Amor?
R - No Velho Testamento, nas leis de Moisés: "Amar a Deus e amar ao próximo". Mas onde está contida toda a Lei Divina, com referência ao Amor, é no Novo Mandamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei". Na verdade, como declarou o Cristo, ninguém tem maior amor do que este: dar a própria vida pelos seus amigos. O Novo Mandamento encerra todos os deveres dos homens entre si. Mas não só dos homens: das religiões, das filosofias, das ideologias, de todos os povos e nações da Terra. Para fazer uma ideia da importância do Novo Mandamento, necessário se torna que o homem atente para esta declaração de Jesus: Quem cumpre o meu Mandamento não morrerá mais - já passou da morte para a vida.
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

09/01/1970
DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - III

P - Por que Deus é imutável?
R - Porque, se estivesse sujeito a mudanças, ou variações, as leis que regem o Universo não teriam estabilidade alguma.

P - Por que é todo-podeeroso?
R - Porque, sendo único e eterno, é o autor de tudo o que existe. 

P - Por que é soberanamente justo e bom?
R - Por causa da sua infinita perfeição, na justiça e na bondade.

P - Deus tem forma humana que aparece nas figuras da Igreja?
R - Esse deus antropomorfo, criado pela religião idólatra e que é figurado com longa barba, prova o atraso das religiões anti-reencarnacionistas. Ora, se Deus tivesse forma humana estaria limitado e, por conseguinte circunscrito, deixando de ser onipotente, onisciente e onipresente.

P - Deus, então, não tem matéria?
R - Se Deus fosse matéria, deixaria de ser imutável na sua perfeição, pois estaria sujeito às transformações das matérias. DEUS É ESPÍRITO: sua natureza difere de tudo o que chamais matéria.

P - Como Deus criou o homem à sua imagem e semelhança?
R - Pelo Espírito, porque Deus não tem corpo.

P - Deus governa o Universo?
R - Sim, por força da sua Boa Vontade, como o homem governa o seu corpo.

P - Deus cria sem cessar?
R - Sim, de toda a eternidade. Até vossa razão se nega a aceitar Deus inativo, pois o Cristo ensinou: "O Pai trabalha sem cessar". Se assim não fosse, Deus não seria imutável, pois se teria manifestado de modos diversos, primeiro em ação, depois em inatividade. 

P - Todos chegarão a ver o Senhor Deus?
R - Sim, quando chegarem à perfeição, depois de vencerem todas as provas, pela fé, pelas obras, pela graça, pela paciência, pela perseverança. Lembrai-vos das palavras de Jesus: "Aquele que perseverar até ao fim será salvo". Até lá, haverá um abismo entre a parte e o todo, entre o relativo e o absoluto, entre a criatura e o Criador.

P - Todos nós temos o dever de amar a Deus?
R - Sim, porque Deus é nosso Pai e nos criou para a felicidade eterna.

P - De que modo devemos adorar o Pai?
R - O Cristo ensina: "Deus é Espírito, e importa que aqueles que o adoram o adorem em Espírito e Verdade". No vosso lar, elevai-lhe o pensamento por meio da prece, tendo plena confiança em sua bondade e em sua justiça. Adorais o Senhor amando e respeitando vossos pais; amando o próximo, isto é, socorrendo-o em suas necessidades, perdoando-lhe as ofensas, fazendo-lhe todo o bem possível; cumprindo, enfim, todos os deveres que vos impõe a Moral Cristã, não do cristianismo dos homens, mas do CRISTIANISMO DO CRISTO, que é o do Novo Mandamento.

P - Quando é realmente útil a prece?
R - Quando é sincera, quando sai do coração. É ineficaz quando pronunciada somente pelos lábios.

P - Por quem devemos orar?
R - Por vós mesmos, por vossos pais e irmãos, parentes e amigos, por todos os que sofrem e, portanto, por vossos inimigos.

P - Qual o objetivo da oração?
R - Suplicar a Deus a força e o valor necessários para melhorar todos nós, homens ou Espíritos, suportando com paciência e resignação as provas e tribulações da marcha para Deus.

 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

08/01/1970
DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - II

P - A LBV anunciou pelo rádio e pela imprensa, que daria aos filiados do CEU a Doutrina do Novo Mandamento. Em que consiste esta Doutrina?
R - Na unificação das Quatro Revelações do Cristo de Deus. Mas é preciso considerar a advertência do Unificador: Nesta Obra Final do Ciclo, Jesus permanece acima de todos os homens e de todas as religiões por eles criadas. O verdadeiro autor e inspirador destas lições é um só: o Espírito da Verdade, que é o porta-voz do Cristo. E é por isso que a Legião da Boa Vontade unifica as Quatro Revelações, em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento.

P - Qual o significado do Novo Mandamento de Jesus?
R - É a revelação final e total do Cristo, chave de toda a Bíblia Sagrada, da Gênese ao Apocalipse. Na RELIGIÃO DE DEUS, que é o Amor Universal, acima de todos os sectarismos e divisões das crenças forjadas pelos homens, todas as criaturas são naturalmente cristãs, e todas as religiões são, por consequência, evidentemente cristãs. Aqueles, cujo grau de entendimento não alcança esta verdade, ainda estão espiritualmente mortos; por isto dizemos que o Novo Mandamento é, também, a chave da vida e a chave da morte. Só o Novo Mandamento permite aos homens entender que DEUS É AMOR, e nada existe fora desse Amor.

P - Quem é Deus?
R - É a suprema inteligência do Universo, a causa primária de todas as coisas.

P - Onde encontrar a prova da existência de Deus?
R - No axioma que se aplica às ciências: NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA. Buscando a causa de tudo o que não é obra do homem chegareis a Deus.

P - Quais são os atributos de Deus?
R - Deus é eterno, único, imutável, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.

P - Por que é eterno?
R - Se houvesse tido princípio, Deus teria saído do nada, o que é absurdo. Deus é eterno porque não tem causa ou origem, como todos os seres criados.

P - Por que Deus é único?
R - Se existissem outros deuses, com o mesmo poder, não teríamos harmonia de vista nem segurança na direção do Universo.
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

07/01/1970
DOUTRINA DO NOVO MANDAMENTO - I

P - Chegarão os homens a conquistar, um dia, a felicidade?
R - Sem dúvida, porque Deus não nos criou para permanecermos eternamente no mal e, por conseguinte, no sofrimento, que é criação dos próprios homens, ao transgredirem a Lei de Deus. Se assim não fosse, Deus seria inferior ao próprio homem.

P - Assim sendo, Deus perdoa todo mal?
R - Se entendeis por perdão os meios que Deus vos oferece, para reparardes vossas faltas, sim. Não se deve esperar de Deus a graça para alguns, mas sim a justiça para todos: SOMOS TODOS IGUAIS DIANTE DA LEI DIVINA.

P - De que modo se reparam as faltas cometidas?
R - Praticando o Bem,  incessantemente. Não há outro meio.

P - Deus atende a quem ora com fé?
R - A oração não altera o cumprimento das Leis de Deus. Mas serve para vos fortalecer em vossos sofrimentos.

P - É conveniente orar muito?
R - O essencial não é orar muito, mas orar bem.

P - Que devemos julgar das orações pagas?
R - Disse Jesus: "Não recebais paga das vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de LONGAS ORAÇÕES, devoram as casas das viúvas".

P - Onde se deve orar?
R - Jesus também disse: "Quando orardes, entrai no vosso quarto e, fechada a porta, falai com Deus em segredo, e Deus, que vê tudo em segredo, vos recompensará. Mas não faleis muito, como os gentios, pois eles pensam que, por muito falar, serão ouvidos". A verdadeira prece reside no coração que vive o Novo Mandamento do Cristo.

P - A oração torna o homem melhor?
R - Sim, porque aquele que ora, com fé e confiança, fica mais forte contra as tentações do mal. A prece é sempre proveitosa, quando feita com pureza.

P - Poderemos suplicar a Deus que perdoe nossas faltas?
R - A prece não elimina as faltas, mas conduz às boas ações, QUE SÃO A MELHOR PRECE. Lembrai-vos de que os atos valem sempre mais do que as palavras.

P - É útil orar pelos finados?
R - Sim. A prece não modifica os desígnios da Divina Providência, que são justos e sábios. Mas sempre alivia e consola os Espíritos em cuja intenção é feita. 

P - Que se deve entender das palavras do Cristo: "Há muitas moradas na casa de meu Pai"?
R - Que a casa de Deus é o Universo; as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito.

P - Qual é a categoria dos mundos?
R - A escala dos mundos é infinita. Entretanto, todos eles podem ser classificados assim: MUNDOS PRIMITIVOS, onde o Espírito faz as suas primeiras encarnações; MUNDOS DE PROVAS E EXPIAÇÕES, como a Terra que habitais, onde dominam o mal e os sofrimentos morais e físicos; MUNDOS DE REGENERAÇÃO, onde os Espíritos adquirem novas forças e descansam da fadiga de suas lutas; MUNDOS FELIZES, onde predomina o Bem sobre o mal; MUNDOS CELESTES OU DIVINOS, onde impera somente o Bem e não se conhecem sofrimentos físicos nem morais. É o Céu.


 

 

domingo, 12 de outubro de 2014

06/01/1970
JESUS, O CRISTO DE DEUS

P - Diz a Igreja de Roma que Jesus é Deus. Qual a orientação do CEU da LBV?

R - É exatamente a mesma do Espírito da Verdade:
- Uns vêem em Jesus, ao mesmo tempo, um homem igual a eles no concernente ao envoltório corporal, isto é, revestido de um corpo material, humano, sujeito à morte como qualquer homem do vosso planeta, concebido e gerado no ventre da Virgem Maria, e O PRÓPRIO DEUS "milagrosamente" encarnado no seio de uma virgem, mercê de concepção e geração por obra do Espírito Santo e, EM RAZÃO DISSO MESMO, como consequência de gravidez e parto por obra do Espírito Santo.
Esses vêem, em Jesus, um Homem-Deus,  atribuindo-lhe a divindade, com a declaração de ser ele Deus mesmo, feito homem, mortal como eles próprios; realmente morto no Gólgota, e ressuscitado graças a ter o Espírito novamente entrado num cadáver humano.
Outros vêem, em Jesus, apenas um homem carnal como eles, um homem do planeta Terra, fruto da obra humana de José e Maria, realmente morto no Gólgota e não ressuscitado.
Eis, na era cristã, sob e véu da letra, as duas crenças humanas que sobreviveram a todas as hipóteses, a todos os sistemas, a todas as interpretações, a todas as controvérsias e contradições humanas, e que separam e dividem - em meio à multidão dos que duvidam e pesquisam - aqueles a quem se chamam cristãos ortodoxos e os denominados livres-pensadores.
O que assim é, como tudo o que foi e teve curso, desde o aparecimento de Jesus no mundo, havia de o ser diante e depois das revelações hebraica e messiânica, sob o império da letra - a título transitório - com o fim de preparar e conduzir os homens ao advento do Espírito. Com efeito, as revelações hebraica e messiânica, obra da vontade divina para o progresso da Humanidade, devem ser explicadas segundo o espírito que vivifica, pois não há nada oculto que não seja descoberto, e jamais rejeitadas, porque a letra - que deu os frutos que devia dar - agora mata.
Para o desenvolvimento do Espírito, para a marcha gradativa da Humanidade na via do progresso físico, intelectual e também  moral, tudo tem, de acordo com a presciência de Deus, sua razão de ser nas revelações sucessivas e ascensionais. Essas revelações sempre se conformam na medida do que o homem pode compreender sob a influência do meio, preconceitos e tradições, com o nível das inteligências e necessidades de cada época, sendo ministradas a princípio - durante a longa infância da Humanidade - sob a capa do mistério, sob o véu da letra, e depois - nos tempos precursores da sua virilidade - segundo o espírito, isto é, EM ESPÍRITO E VERDADE.
Tudo, de há muito séculos, fora preparado para esse objetivo, mediante a era e a revelação hebraica, como também pelos Espíritos em missão entre os gentios, ou seja, para a vinda de Jesus ao planeta e o desempenho da sua missão terrena. 
A revelação hebraica anunciara a vinda do Messias sob duplo aspecto do ponto de vista de sua origem e de sua natureza: a princípio, dando-lhe origem e natureza humana, devendo ele ser póstero de Abraão, pertencer à casa de David; depois, intencionalmente, apresentando-o sob a dúvida, o impreciso, a obscuridade e o véu da letra, com origem e natureza extra-humanas, estranhas às leis de reprodução da Terra, devendo ser concebido e gerado por uma virgem, milagrosamente, com um caráter divino; deveriam os homens cognominá-lo "Emmanuel", isto é, DEUS CONOSCO. 
De acordo com as interpretações dadas às profecias, segundo a letra, os judeus aguardavam o Messias predito e prometido, filho de David, tendo-o por um libertador material, chamado a lhes proporcionar a reconquista de sua independência e de sua nacionalidade, e mais ainda - a expansão do seu domínio e do seu império sobre todos os povos e nações do mundo. Mas a verdade começaria a surgir após o desempenho da missão terrena de Jesus. Antes de findo o primeiro século da era nova, aberta pelo Cristo, o Apóstolo Mateus, Marcos (discípulo do Apóstolo Pedro), Lucas (discípulo do Apóstolo Paulo) e o Apóstolo João que haviam reencarnado em missão para esse propósito já tinham escrito os Quatro Evangelhos, sob a influência e inspiração dos Espíritos do Senhor - cada qual em seu gênero e no tempo em que suas palavras deveriam sucessivamente manifestar-se considerando os níveis das inteligências e aspirações daquela época.
Os Evangelhos eram destinados a, reciprocamente, explicar-se e completar-se. E chamados pela vontade de Deus, a conservar e transmitir às gerações futuras, sem interrupção, a grande obra da Revelação Messiânica: eram o código da renovação do mundo, monumento imperecível que, em seu caráter de OBRA DA VERDADE, realizada pela vontade divina, deveria com o passar dos tempos ver cair-lhe aos pés tudo quanto, apócrifo ou falso, se havia de produzir ou ser fruto dos erros humanos; obra que viria a ser a fonte e a regra da fé, a princípio sob o véu da letra, mas depois sob o reinado do Espírito, à luz do Novo Mandamento, na era nova do CRISTIANISMO DO CRISTO. 
Agora o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou fosse Deus. Todas as suas palavras, intencionalmente veladas pela letra, ou mesmo não veladas, dispostas a servir à sua época e a preparar o futuro, a construir - pelo espírito que vivifica - base da vindoura revelação, por ele predita e prometida, do Espírito da Verdade, protestam contra a divindade que lhe atribui a casta sacerdotal organizada.
Jesus não é Deus, porque DEUS É UM SÓ, porque não há outro Deus senão o Pai, que é o único e verdadeiro Deus - eterno, imutável, infinito, que cria (não, porém, pela divisão de sua essência), Criador incriado, de quem TUDO E TODOS recebem o ser. 
E Jesus não foi um homem carnal como iremos provar na explicação dos Evangelhos harmonizados e unificados pela vontade de Deus.

sábado, 11 de outubro de 2014

04/01/1970
SEGUNDA REVELAÇÃO

P - Compreendi, sem nenhuma dificuldade, a Primeira Revelação explicada pelo CEU da LBV. Realmente, a unificação das Quatro Revelações do Cristo de Deus é trabalho original, único na História, destinado a revolucionar o mundo inteiro. Já que a LBV inicia a Segunda Revelação, pergunto:
- O catolicismo está certo quando ensina que Deus e Jesus são a mesma pessoa?

R - Como já foi explicado, todos os ensinamentos do Centro Espiritual Universalista da Legião da Boa Vontade, são do Espírito da Verdade, à luz do Novo Mandamento. Sem a Quarta Revelação, antecipando o fim dos tempos, seria impossível a UNIFICAÇÃO, CONCRETIZADA PELA LBV, colocando o Brasil na vanguarda do Mundo. Iniciando agora a Segunda Revelação, o Unificador adverte: Nesta Obra Final do Ciclo, o Cristo permanece ACIMA DE TODOS OS HOMENS, por mais iluminados e celebrados que sejam, e de todas as religiões e filosofias por eles criadas.
Aqui se fundem todos os ensinos de origem divina, de que se apossaram os chefes ou líderes, espirituais ou religiosos, de todos os povos e nações da Terra. Ao Cristo o que é do Cristo, a César somente o que é de César: quer dizer, o CEU apresenta à Humanidade o verdadeiro CRISTIANISMO DO CRISTO, que é o Cristianismo do Novo Mandamento. 
Damos a palavra, portanto, ao Espírito da Verdade, que explicará tudo o que é necessário saber antes de dar a todos a explicação dos Quatro Evangelhos de Nosso Senhor e Mestre Jesus.
Na realidade, O UNIFICADOR É O PRÓPRIO CRISTO, através dos Espíritos que, em seu nome, governam este planeta. Preliminarmente, a distinção entre o Pai e o Filho:
- Disse Jesus: "A Vida Eterna é esta - que conheçam a ti, o único e verdadeiro Deus, e a Jesus, o Cristo, que enviaste" (Evangelho segundo João, XVII: 3). 
Com esta sentença, o próprio Cristo deu o testemunho da UNIDADE INDIVISÍVEL DE DEUS. 
Na chamada era pagã, que se perde na noite dos tempos, e quando se iniciou a era hebraica, as relações ocultas ou patentes entre "vivos e mortos" ou encarnados e desencarnados, como entre protegidos e protetores, haviam preparado e mesmo começado a OBRA DA VIDA ETERNA, trazendo ao homem o conhecimento de Deus, Criador Incriado e Soberano Senhor do Universo. 
A comunicação do mundo espiritual com o mundo corpóreo, sendo uma das Leis da Natureza, é, por isso mesmo, lei eterna. Foi essa comunicação, antes da ideia da Unidade Divina, que estabeleceu naturalmente as relações, ocultas ou manifestas de todas as categorias de espíritos - bons ou maus - com as criaturas humanas; e foi esse intercâmbio, nessas relações permanentes, que deu origem ao politeísmo.
Apesar de tudo, em todos os povos, através de todos os cultos, se conservava o conceito da Unidade Divina, que entre os iniciados dominava todas as "divindades" cultuadas ou adoradas pelas massas. Em verdade, as multidões se achavam transviadas; a ambição e o abuso do poder, temporal e espiritual, tinham interesse em mantê-las na ignorância, para mais facilmente subjugá-las. E, mantiveram o vulgo assim, ainda por muito tempo, entre os "gentios", pois - 400 anos antes de aparecer o Cristo na Terra - condenaram Sócrates à morte pela cicuta. 
Mas, voltando a era hebraica, os Espíritos do Senhor abriram os caminhos da Primeira Revelação: já escolhido para a obra de preparação do advento da era cristã, partiu do Egito o povo hebreu, que também se encontrava sob a influência das crenças pagãs, embora tenha sido o que mais se aproximou do monoteísmo saneador.
Eis por que foi posto sob o comando de Moisés, para a era preparatória, que devia cumprir-se pela série dos profetas até à vinda do predito e prometido Messias, o Cristo de Deus. E, por isso, atendendo à necessidade de sempre ligar o presente ao passado, a fim de desenvolver, explicar e depurar as crenças, a revelação hebraica, proclamando afinal o monoteísmo, chamando a Deus O ETERNO, ÚNICO ETERNO, o intitulou DEUS dos deuses, e acrescentou: "DEUS tomou acento na assembleia dos deuses e, assentado entre eles, julga os deuses: EU disse que vós sois deuses, e TODOS vós sois filhos do Altíssimo". 
Destarte, Moisés preparou o conhecimento de Deus - Deus único - o Criador da terra e do céu, o Criador incriado, Criador de tudo o que é, no infinito e na eternidade, com esta voz imensa: "EU, O ETERNO, ÚNICO ETERNO, SOU AQUELE QUE É". 
Em face da obra realizada, já na época em que apareceu no mundo (não só no seio do povo hebreu pela revelação mosaica, mas também pelos Espíritos em missão entre os gentios), Jesus proferiu esta sentença eterna, para levar a Humanidade ao conhecimento perfeito do Pai: "DEUS É ESPÍRITO".
Verdade destinada a destruir, a respeito do Eterno, toda ideia de corporeidade, ela preparou ainda mais o conhecimento de Deus, mediante a compreensão do que é O ESPÍRITO para o homem. Estabeleceu a distinção, que era mister fosse feita e compreendida, entre o circunscrito e o irrestrito, o finito e o infinito, a criatura e o Criador. Para escoimar de erros as crenças da era cristã, formadas sobre o império da letra, e que haviam alterado, falseado e desnaturado a obra da Revelação Messiânica, e também para explicar e desenvolver essa obra, expungindo os erros das interpretações, preceitos e dogmas forjados pelos homens, o Apóstolo Paulo escreveu, inspirado pelo Espírito Santo:
"Não há outro Deus senão só um. Pois ainda que houvesse os que se chamam deuses, quer na terra, quer no céu, para nós, contudo, há um só DEUS, O PAI, de quem são todas as coisas e para quem nós existimos. Um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, e por todos, e em todos. Tudo está nele, tudo vem dele, tudo existe por ele. Nele temos a vida, o movimento, o ser. Só ele possui a imortalidade, e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu e nem pode ver, e que é a honra e o poder da eternidade: Deus de glória, O PAI DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, que dá aos Homens de Boa Vontade o espírito de sabedoria para o conhecer".
O Espírito da Verdade confirma a diferença entre Pai e o Filho, entre Deus e Jesus, cumprindo as ordens do próprio Cristo.

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...