domingo, 15 de fevereiro de 2015

10/06/1970
JESUS E A LEI

P - Hoje, todos compreendem porque a LBV é o CAMPO NEUTRO em que se reúnem todos os cristãos, num só rebanho para um só Pastor.  Não é mais admissível o estudo da Bíblia por qualquer prisma sectário! Como o Espírito da Verdade interpreta a posição de Jesus diante da Lei?

R - Vamos aos Evangelhos de Jesus segundo Mateus e Lucas: Mateus, V: 17-19; Lucas, XVI: 17.

         Mateus: 17 - Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei e os profetas; 

       não os vim destruir, mas cumprir.     18 -   Porque   em verdade vos digo 
       que, enquanto o céu e a terra não  passarem , não  passará da lei um só
       iota ou um só ápice, sem que tudo seja cumprido. 19 - Assim, aquele que   
       violar  um  destes  mínimos mandamentos, e ensinar os homens violá-
       los,  será  chamado o menor no reino dos céus; mas aquele que os guar-
       dar e ensinar será chamado grande  no reino dos céus.

       Lucas: 17 - Será mais fácil que passem o céu e a terra do que perder-se 

       um til da lei.

Jesus fala da LEI, não dos acréscimos ou adiantamentos que lhe foram feitos, das tradições que a deturparam, das máximas e mandamentos humanos, dos dogmas que os homens decretaram e que, com o frutos de suas interpretações sectárias, alteraram e falsearam o sentido e a verdadeira aplicação da Lei Divina.

Dizendo que não viera abolir a LEI, mas cumpri-la, o Cristo mostrava aos homens não ser a Moral que ele pregava diversa da que antes lhes haviam ensinado os emissários do Senhor, ESPÍRITOS EM MISSÃO OU PROFETAS. Demonstrava que, simplesmente, tudo tem de seguir a marcha do progresso da Natureza. A LEI, que até então fora dada aos homens, lhes era proporcional ao desenvolvimento. Trazia em si uma promessa a ser cumprida no futuro. Jesus veio cumpri-la. E, cumprindo as profecias, profetizou por sua vez para os séculos vindouros.

Hoje, manda o Paráclito, o anunciado Espírito da Verdade, DAR CUMPRIMENTO ÀS PROFECIAS POR ELE ANUNCIADAS, no Evangelho e no Apocalipse. Os Espíritos do Senhor - Patriarcas, Profetas, Apóstolos e Evangelistas - vêm trazer aos homens o que podeis chamar A ÚLTIMA PALAVRA DE JESUS, a um passo dos fins dos tempos.

Eles vos dizem, como o Cristo disse outrora: "Não penseis que tenhamos vindo destruir A LEI E OS PROFETAS". Não, nada do que está na LEI passará, porque a LEI É O AMOR, que há de crescer continuamente, até que vos tenha levado ao Reino do Eterno Pai. Viemos para lembrar e relembrar, aclarar e explicar, tornando compreensível, em ESPÍRITO E VERDADE, a Doutrina do Novo Mandamento do Mestre, os ensinos velados que ele transmitiu aos homens, as profecias veladas que fez durante a sua missão terrena. Não viemos destruir a LEI e sim cumpri-la, escoimando-a das adições e interpolações, das tradições e dogmas que, ORIUNDOS DAS FALSAS INTERPRETAÇÕES HUMANAS LHE TOMARAM O LUGAR, ENTRONIZANDO A BESTA NAS ALMAS IGNORANTES. Viemos para reintegrar a LEI na VERDADE, estabelecendo na Terra a unidade das crenças, conduzindo a todos - divididos e separados pelos cultos exteriores - à FRATERNIDADE SEM FRONTEIRAS, pela prática da Justiça, da Caridade e do Amor, recíprocos e solidários.

O Espiritismo é a ciência do CRISTIANISMO DO CRISTO, não o cristianismo forjado pelas religiões humanas, mas o CRISTIANISMO DO NOVO MANDAMENTO tal como Jesus o instituiu, abolindo todos os sectarismos dissolventes. 

Ora, que é o CRISTIANISMO DO CRISTO senão a Religião de Deus, a Religião Universal, que há de reunir todos os homens num só rebanho para um só Pastor, num círculo único de Amor e Caridade?

Portanto, nem um só iota da lei deixará de ser cumprido. A Lei dos hebreus foi o preâmbulo da Lei do Cristo; o Espiritismo foi a confirmação do Cristianismo e, agora, o Cristianismo do Novo Mandamento se completa na Revelação do Apocalipse.

Ninguém pode mais ignorar O LIVRO DAS PROFECIAS FINAIS, porque já estais a pouca distância do próximo e ÚLTIMO ARMAGEDON. É por isso que, por ordem e inspiração do ÚNICO MESTRE, unificamos as suas Revelações.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

09/06/1970
SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO

P - No Sermão do Monte, Jesus disse aos seus discípulos: "Sois o sal da terra, a luz do mundo". Disse, ainda, que "não há nada oculto que não seja revelado". Poderia o Espírito da Verdade explicar ambas as passagens do Evangelho, pelo CEU da LBV?

R - Harmonizemos os Evangelhos sinóticos, nestes pontos: Mateus, V: 13-16; Marcos, IX: 49 e IV: 21-23; Lucas, XIV: 34-35; VIII: 16-17; XI: 33-36.

         Mateus: 13 - Vós sois o sal da terra. Se o sal perder a sua força, 
         com que se salgará? Para nada mais  servirá,  se  não  para  ser 
         jogado fora e pisado pelos homens. 14 - Vós sois a luz do mun-
         do. Uma cidade situada sobre o monte não pode ficar escondi-
         da. 15 - Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la  debaixo 
         do alqueire, pois a coloca num candeeiro,  a  fim de iluminar a 
         todos os que estão na casa.  16 - Assim, também, brilhe a vossa 
         luz diante dos homens,  para  que  eles vejam as vossas obras e 
         glorifiquem o Pai que está no céu.

         Marcos: IX: 49 - O sal é bom mas, se ele se tornar insípido, com 

         que haveis de temperar? Tende sal em vós mesmos e conservai 
         entre vós a vossa paz. 
         IV: 21 - Porventura a lâmpada é posta debaixo do alqueire ou da 
         cama, ou colocada no candeeiro?    22 - Nada há secreto que não 
         venha a ser manifesto, nada  oculto  que  não venha a ser revela-
         do. 23 - Ouça quem tem ouvidos de ouvir.

         Lucas: XIV: 34 - O sal é bom, mas se ele se deteriorar, como res-

         taurar-lhe o sabor?   35 - Não servirá mais nem para a terra nem 
         para a estrumeira: será lançado fora.  Ouçam os que tenham ou-
         vidos de ouvir. 
         VIII: 16 - Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a cobre com 
         um vaso ou a coloca debaixo do leito, mas sim no candeeiro, a fim 
         de que vejam a luz todos aqueles que entrarem na casa.    17 - Por-
         que nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto, nada se-
         creto que não venha a ser conhecido e tornar-se público.
         XI: 33 - Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em  lugar escon-
         dido ou debaixo de um alqueire,  mas  sim no candeeiro, para que 
         todos os que entrarem vejam a luz.    34 - Teu olho é a lâmpada do 
         teu corpo; se teu olho é puro,  todo teu corpo será luminoso; mas, 
         se for impuro, todo o teu corpo será tenebroso.    35 - Toma cuida-
         do, portanto: não seja treva a luz que está em ti. 36 - Se, portanto, 
         todo o teu corpo for luminoso,  sem  que  haja  nele  parte  alguma 
         trevosa, todo ele luzirá e te iluminará, como lâmpada brilhante.

Temos de vos explicar figuras que, entretanto, para vós não têm "mistérios". O sal, aqui, representa os ensinos que o homem traz consigo e que deve espalhar em torno de si. Sua moralidade, seu amor ao Pai Celestial, sua submissão às Leis Divinas e, por conseguinte, a observância dos Mandamentos de Deus e do Cristo (não de homem nem de igreja qualquer), são o sabor do cristão.

Se arrastado por maus instintos, o homem deixa de ter presente o fim  que lhe cumpre atingir e os meios de consegui-lo, PERDE O SEU SABOR E É LANÇADO FORA. Quer dizer: o Espírito culpado, que faliu nas suas provas terrenas, é submetido - primeiro à expiação na erraticidade, mediante sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionais às faltas ou crimes cometidos, depois a reencarnação, conforme ao grau de culpabilidade, quer no vosso mundo, quer em PLANETAS INFERIORES À TERRA, onde - por meio de novas provações - terá de reparar aquelas faltas para poder progredir. Será lançado fora; ouça o que tem  ouvidos de ouvir.

Na época em que, tendo de se completar a OBRA DA REGENERAÇÃO HUMANA, a Terra será habitada somente por Bons Espíritos. AQUELE QUE, ATÉ ENTÃO, HOUVER PERMANECIDO CULPADO E REBELDE, SERÁ AFASTADO E LANÇADO NOS MUNDOS INFERIORES, ONDE TERÁ DE EXPIAR - DURANTE SÉCULOS - SUA OBSTINAÇÃO NO MAL, SUA VOLUNTÁRIA CEGUEIRA! 

Passemos, agora, à figura do sal da terra, da luz do mundo e da lâmpada que ninguém coloca, depois de acesa, debaixo da cama ou do alqueire, para os que entram na casa vejam a luz e sejam alumiados: AS PALAVRAS DE JESUS, A ESSE RESPEITO, SE APLICAM A TODOS OS TEMPOS E A TODOS OS HOMENS QUE SE TORNAM APÓSTOLOS DAS REVELAÇÕES DO CRISTO, PARA PROPAGÁ-LAS PELA PALAVRA E PELO EXEMPLO. 

Cristãos do Novo Mandamento, sois hoje a luz do mundo e o sal da terra, como os apóstolos o foram para a Revelação que Jesus trouxe pessoalmente! Recebestes a LUZ, não para vosso uso exclusivo: TENDES DE REPARTI-LA COM TODOS OS VOSSOS IRMÃOS, SEJAM QUAIS FOREM SUAS CRENÇAS RELIGIOSAS! Esclarecei-os, portanto, levando-lhes a VERDADE DE DEUS, jamais dos homens, por mais iluminados que se julguem! Sede o facho portador da claridade nova, e dizei-lhes que todos são naturalmente CRISTÃOS e que, também, naturalmente CRISTÃS são as crenças que ainda abraçam, de acordo com o grau evolutivo em que se encontram!

Quanto às outras palavras do Mestre, referiam-se ao futuro: "Nada há oculto que não venha a ser manifesto, nem secreto que não venha a ser conhecido e tornar-se público; ouçam os que têm ouvidos de ouvir!" O Salvador apropriava aos homens da época os ensinos que lhes dava, e que eram sementes destinadas a frutificar no porvir. Seus discursos velados teriam de ser entendidos pelas gerações porvindouras. APENAS ALGUNS HOMENS ESTAVAM, ENTÃO, EM CONDIÇÕES DE LHES APREENDER O SENTIDO: aqueles que não as tomaram ao pé da letra, mas lhe procuraram o espírito, pois compreenderam não ter Jesus por missão opor uma barreira à inteligência humana, traçando-lhe determinados limites, e sem abrir o espaço e o futuro diante dos Espíritos progressistas.

O Mestre falava por figuras e símbolos, porque a inteligência humana ainda não dispunha de força bastante para suportar o peso das revelações que se ocultavam sob o véu das parábolas: NADA DO QUE O HOMEM DEVA SABER PERMANECERÁ OCULTO; É QUE O HOMEM CHEGOU AO PONTO EM QUE SUA CIÊNCIA TERÁ DE CRESCER RAPIDAMENTE, NESTE FIM DE CICLO.

Quanto a vós, estudai muito a Doutrina do Redentor, não como as crianças afoitas, que imprudentemente se aproximam do fogo e se queimam de modo cruel. Cuidado: orai e vigiai! Aquecei-vos no fogo que o Cristo vos prepara, mas TENDE A PRUDÊNCIA DE MOISÉS: não vos aproximeis demais da sarça ardente, para evitar o risco de serdes consumidos pelas chamas.

Deus prepara GRANDES ACONTECIMENTOS PARA A VOSSA REGENERAÇÃO. Aguardai-os seguindo, a passo lento e firme, sempre sem desvio, A ROTA QUE VOS TRAÇAMOS, pois vos conduziremos ao ponto de onde parte a Luz Infinita; mas deixai que estendamos ASAS PROTETORAS sobre os vossos olhos, ainda muito fracos para lhe contemplarem os raios fortes. 

Na consciência tendes o facho do vosso Espírito e do vosso coração. Se ela for pura, tereis um e outro iluminados. Tudo neles será luminoso, pois sereis assistidos, inspirados e protegidos pelos Bons Espíritos. Mas, se ela for impura, de trevas encherá o vosso coração e o vosso Espírito, e vos tornareis presas dos espíritos maus, que se comprazem no erro e na mentira. Acima de tudo, entendei: CONSEGUIREIS A PAZ ENTRE VOZ SE ENSINARDES PELO EXEMPLO O QUE PREGAIS. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

07/06/1970
OS POBRES DE ESPÍRITO

P - A expressão "pobres de espírito" tem servido de motivo à galhofa dos ignorantes da Palavra de Deus. Através do CEU da LBV, gostaríamos de receber - a respeito - orientação do Espírito da Verdade. É possível?

R - Sim. Os pobres de espírito são os que só confiam no Senhor, jamais em si mesmos. São os que, RECONHECENDO DEVER TUDO A DEUS, TAMBÉM RECONHECEM QUE NADA POSSUEM, MESMO QUANDO RICOS. Despidos de orgulho, são como os pobres despojados das propriedades mundanas. Podem caminhar livremente, pois não temem os ladrões nem "os golpes do destino". Apresentam-se nus diante do Criador, isto é, sem se julgarem donos de coisa alguma, cônscios de que devem tudo à infinita bondade do Pai Celestial. 

A humanidade lhes aplaina o caminho a percorrer, afastando os obstáculos que o orgulho e o egoísmo fazem surgir de todos os lados. Por isso, diz o Cristo a todos os homens: - "Ó bem-amados, tende o coração simples e o espírito humilde!" A humildade, que é o princípio e a fonte de todas as virtudes e de todos os progressos, abre aos filhos de Deus o caminho que os leva à luz das moradas felizes, ao passo que o orgulho conduz às trevas e à expiação, ao exílio em mundos inferiores!

Observai a profundidade destas palavras do Mestre: "Bem-aventurados sois vós quando vos perseguem, quando vos injuriam, e, mentindo, fazem todo o mal contra vós por minha causa; bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos separarem, quando vos carregarem de injúrias, quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do Cristo!" Elas se aplicavam tanto ao presente (ao momento em que ele se dirigia aos discípulos) quanto aos tempos futuros. Eram e são dirigidas a todos os que pela sua fé em Deus, se tornaram alvo de quaisquer perseguições, físicas e morais ou espirituais; aos que, perseguidos pelo pensamento de suas crenças, sofrem pela sua fé e triunfam das provações por mais rudes que sejam. Efetivamente, enquanto a Terra não se houver purificado, HAVERÁ HOMENS E MULHERES PERSEGUIDOS POR CAUSA DA VERDADE. OS QUE VENCEREM PODERÃO CONSIDERAR-SE BEM-AVENTURADOS, PORQUE - SOBRETUDO HOJE - A DESERÇÃO É REGRA. OS QUE PERSEVERAREM ATÉ O FIM RECEBERÃO A RECOMPENSA DE DEUS.

Armai-vos, portanto, de toda vossa energia. Para o homem, a principal arma do inimigo - a mais poderosa - é o ridículo. É a que ele mais teme, esquecido de que JESUS TEVE DE ENFRENTAR O RIDÍCULO POR TODAS AS FORMAS; é, ainda hoje, a que tendes de rebater. Sim, dolorosas são as feridas que causa. Mantende-vos, portanto, em guarda e preparai de antemão o único bálsamo que as pode curar: A FÉ NA PRESENÇA E NO PODER DE DEUS. Vossa fé vos sustenta, em todas as provas da vida. Ela vos tornará surdos aos sarcasmos, e vos fará achar doçura nos pérfidos processos que imperarem contra vós. A fé constitui a vossa égide: abrigai-vos nela e caminhai sem medo. Contra esse escudo virão embotar-se todos os dardos que vos lancem a inveja e a calúnia. Sede sempre dignos e caridosos no vosso proceder, no vosso falar, no vosso ensino, dando o exemplo do que pregais, e tereis sempre a nossa proteção. 

Compreendei, igualmente, estas outras palavras do Redentor:
 - "Mas ai de vós, ricos, que tendes a vossa consolação no mundo!" 

A maldição, assim lançada pelo Bom Pastor, aplica-se aos que - tudo sacrificando pela posse dos bens terrenos - se deleitam e confiam unicamente no que é material: rejeitam as Verdades Divinas, repelem seus Guias ou Protetores, fogem dos seus amigos e irmãos, e acabam nas garras dos maus espíritos ou demônios, que deles se apossam.

Jesus disse "AI DELES!", porque terão de sofrer para resgatar as suas faltas, e O REMORSO LHES  SERÁ TANTO MAIS CRUEL QUANTO MAIS VOLUNTÁRIO TENHA SIDO O SEU ENDURECIMENTO. 

"Ai de vós, que rides agora, pois tereis gemer e chorar!"

São os que acham graça da Palavra de Deus, os que riem dos pregadores das Verdades Divinas: lamentarão, brevemente, por tê-las negado e ridicularizado. Portanto, marchai com Jesus. Tudo vem a seu tempo, na Lei do Retorno. 

Dia virá em que, arrependidos, os que agora riem PEDIRÃO A DEUS PARA VOLTAR AO MEIO DE VÓS, já agora como pregoeiros da Doutrina do Cristo: não rirão nunca mais, nunca mais; começarão a chorar o tempo perdido nas trevas da ignorância espiritual!

Não vos irriteis, portanto, com seus risos e deboches. Antes, compadecei-vos dos que zombam de vós: bem grandes serão as suas penas! 

"Ai de vós (disse, ainda, Jesus) quando os homens vos elogiarem, porque assim os pais deles faziam aos falsos profetas!"

Quando estas palavras foram dirigidas aos discípulos, os falsos profetas tinham  sido (eram e ainda são, neste momento) aqueles que, impelidos por maus instintos, por más paixões, oriundas do orgulho, do egoísmo, da cupidez, da intolerância religiosa, TRABALHAM POR INCUTIR SUAS IDÉIAS GENOCIDAS NAS ALMAS SIMPLES E CONFIANTES DOS SEUS "FIÉIS".  São aqueles que - conhecendo a Verdade - a ocultam do povo, a fim de o terem preso e submisso. São os que - cientes de toda a Verdade - recusam submeter-se a ela e preferem viver no erro.

Ai deles! E ai de vós, quem quer que sejais, quando os que escutam a voz desses falsos profetas e os bendizem, seguindo suas pegadas, vos louvarem e falarem bem de vós, porque então sereis atraídos pelos seus elogios, e a vossa deserção já se deu (ou está para se dar), arrastando-vos para os caminhos da mentira, da hipocrisia e dá perversão moral!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

06/06/1970
O SERMÃO DA MONTANHA

P - Infelizmente, os ignorantes do Evangelho e do Apocalipse de Jesus dão valor somente ao que não tem nenhum valor. O que realmente tem valor, para todo o sempre, fica relegado ao desprezo total! Como o Espírito da Verdade interpreta o Sermão da Montanha?

R - Vamos reunir estas passagens: Mateus, V: 1-12; Lucas, VI: 20-26 do Evangelho de Jesus.

          Mateus: 1 - Jesus, vendo a multidão, subiu ao monte. Sentan-
          do-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. 2 - E ensinava, 
          dizendo: 3 - "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque 
          deles é o Reino dos Céus;    4 - Bem-aventurados os pacientes, 
          porque eles possuirão a Terra;      5 - Bem-aventurados os que 
          choram, porque eles serão consolados;   6 - Bem-aventurados 
          os que têm fome e sede de justiça, porque eles alcançarão mi-
          sericórdia;     8 - Bem-aventurados os limpos de coração, por-
          que eles verão Deus, frente a frente;   9 - Bem-aventurados os 
          pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; 10 
          - Bem-aventurados os que sofrem  perseguição  por  causa  da 
         verdade, porque deles é o Reino de Deus; 11 - Bem-aventurados 
         sois vós quando vos perseguem, quando  vos  injuriam  e,  men-
         tindo, fazem todo mal contra vós por minha causa! 12 - Exultai 
         e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; por-
         que assim também perseguiram os profetas, que vieram antes
         de vós".

         Lucas: 20 - Jesus, dirigindo o olhar para os seus discípulos, di-
         zia: "Bem-aventurados vós, que sois pobres, porque   vosso é o 
         Reino de Deus. 21 - Bem-aventurados vós, que agora tendes fo-
         me, porque sereis  saciados;  bem-aventurados  vós  que  agora 
         chorais, porque  haveis  de  rir.    22 -  Bem-aventurados  sereis 
         quando os homens vos odiarem, quando vos separarem, quan-
         do vos carregarem de injúrias, quando rejeitarem como mau o 
         vosso nome por causa do Cristo.    23 - Alegrai-vos  nesse  dia  e 
         exultai, porque é grande a vossa  recompensa  no  céu;  porque 
         era assim que os pais deles tratavam os profetas. 24 - Mas ai de 
         vós, ó ricos, pois tendes a vossa consolação no mundo!    25 - Ai 
         de vós, que estais saciados, pois vireis  a  ter  fome!   Ai  de  vós, 
         que rides agora, pois tereis de gemer e chorar!     26 - Ai de vós, 
         quando vos elogiarem, porque assim os  pais deles   faziam aos
         falsos profetas!".

A humildade - a doçura que tem por companheiras a afabilidade e a benevolência; a resignação nos sofrimentos morais, físicos e espirituais, que são sempre expiação justa, porque derivam OU DE FALTAS E IMPRUDÊNCIAS COM QUE O HOMEM AGRAVA SUAS PROVAÇÕES TERRENAS, OU DE EXISTÊNCIAS ANTERIORES, TODAS SOLIDÁRIAS ENTRE SI, DE MODO QUE CADA UM TRAZ CONSIGO A PENA SECRETA DA SUA PRECEDENTE ENCARNAÇÃO; o amor ardente, sério, perseverante, do dever, por toda parte e sempre; a tolerância sempre, também por toda parte; a indulgência para com os fracos e as faltas de outrem; a simpatia viva e delicada pelos sofrimentos e angústias, morais e físicos, de seus irmãos; o perdão, do íntimo da alma, para as ofensas e injúrias; o esquecimento, mas de tal maneira que o passado fique morto, tanto no coração quanto no pensamento; a caridade e o amor; a pureza de coração, que exclui não só todas as palavras e ações más como,  ainda, todos os maus pensamento, e só existe quando há abstenção de TUDO QUE É MAL, de par com a prática ativa e abnegada DE TUDO QUE É O BEM, tanto na ordem física quanto na ordem moral e intelectual; a moderação, a brandura, a paciência, a obediência, a firmeza e a perseverança na fé, na prática da justiça - qualquer que sejam as injúrias, as perseguições morais e físicas que venham dos homens; o desinteresse e a renúncia às coisas materiais como determinante do orgulho e do egoísmo, dos apetites animais, das paixões e vícios que degradam a Humanidade; a aspiração da felicidade celeste, o reconhecimento ao Criador, que reserva grande recompensa aos que cumprirem esses deveres e praticarem essas virtudes - eis que encerram essas palavras de Jesus, no Sermão do Monte.

Meditai-as, portanto, e ponde-as em prática. Não vos fieis na felicidade terrena; não descanseis nas "riquezas" do mundo; não vos firmeis na vossa inteligência: CONFIAI UNICAMENTE EM DEUS, DE QUEM RECEBEIS TODAS AS COISAS. 

Aquele que possui riquezas (todas transitórias) use-as sempre em benefício dos pobres, e viva humildemente; aquele que tem inteligência faça como a criancinha que espera ser guiada por seus pais, e ao mesmo tempo a partilhe com todos os seus irmãos, dando-lhes conselhos salutares, SOBRETUDO PELO EXEMPLO; aquele que está saciado, pense nos que têm fome, divida com eles o pão material, que sustenta o corpo, e o pão espiritual, que alimenta a alma; aquele que se acha alegre proceda como se estivesse triste, para associar à sua alegria o irmão que chora, dando-lhe consolação e tomando parte em suas dores.

Nisto se resumem as palavras do Mestre: prática do trabalho, do amor e da caridade, tanto na ordem física, ou material, quanto na ordem moral e intelectual. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

05/06/1970
JESUS E OS APÓSTOLOS

P - Todos os políticos deviam estudar a Doutrina do Novo Mandamento de Jesus, antes de se iniciarem na vida pública! De fato, POLÍTICA É A RELIGIÃO CIENTIFICAMENTE PRATICADA. Agora, perguntamos ao Espírito da Verdade: - Como puderam os Apóstolos fazer o que fizera o Mestre?

R - O que Jesus fizera, durante a sua missão terrena, os Apóstolos tiveram de fazer depois, sancionando-a perfeitamente. A encarnação nenhum obstáculo opôs a isso, pela simples razão de que - COM O INCESSANTE APOIO DOS ESPÍRITOS PUROS, DOS ESPÍRITOS SUPERIORES, QUE OS CERCAVAM, E DA VONTADE DAQUELE QUE LHES SERVIU DE MODELO - eles agiam como se estivessem no estado de Espíritos livres. Mediante a assistência, a intervenção e o concurso ocultos desses Espíritos e dessa vontade, operavam curas materiais e espirituais, como fizera Jesus, e pelos mesmos meios. 

Assim, curavam as enfermidades pelo poder magnético, que lhes era transmitido; expulsavam os obsessores e subjugadores dos homens pelo PODER IMEDIATO, que lhes era dado sobre todos os Espíritos, errantes e encarnados; e "ressuscitavam" os "mortos", isto é, faziam voltar a vida aos corpos inanimados, FAZENDO VOLTAR A HABITÁ-LOS OS ESPÍRITOS QUE, POR OS TEREM ABANDONADO, CONSERVANDO-SE APENAS LIGADOS A ELES PELO CORDÃO FLUÍDICO, LHES HAVIAM IMPRIMIDO TODAS AS APARÊNCIAS DOS CORPOS MORTOS. 

Desde os tempos de Jesus e dos Apóstolos até aos vossos dias, os casos de curas materiais e espirituais se têm sucedido com frequência cada vez maior, ora de modo apreciável para os homens, que então acreditam no "milagre", ora ocultamente, sem que os homens compreendam sua origem, por não terem deles consciência. Toda época apresenta mudanças acordes com o espírito dos que nela vivem. Atento o ponto a que chegou a Física, "milagres" materiais poderiam produzir-se, e os incrédulos continuariam a duvidar, atribuindo-os à prestidigitação e ao "compadrio". Os homens cuja inteligência alcançou certo desenvolvimento, dentro da Lei da Evolução, precisam de "milagres morais", isto é, curas da Alma e não do corpo. Ao que mais sofre cumpre se dêem os maiores cuidados. E, em vós, que mais sofre não é a Alma? Quem maios necessita de cura do que a parte mais doente e, contudo, a mais preciosa do vosso ser?

Hoje, graças à Terceira Revelação, que vos fez conhecer as relações do mundo visível com o mundo invisível e os segredos de além-túmulo, as curas que Jesus e depois os Apóstolos produziam, tanto na ordem física quanto na ordem moral ou espiritual, (fatos que passaram por "milagres" naqueles tempos de ignorância) hoje, para vós, os mesmos fatos são apenas a consequência da depuração do Espírito encarnado, do seu adiantamento espiritual e da proteção que lhes dispensam os Espíritos Puros, os Espíritos Superiores e a vontade do Mestre; a consequência do poder da vontade por efeito do poder magnético, poderes estes que lhe são transmitidos ocultamente, ou mediunicamente, para a realização da cura material das enfermidades humanas; a consequência, ainda, do PODER IMEDIATO, que também de modo oculto lhe é dado para, instantaneamente, expulsar os demônios e restituir a vida aos corpos "mortos"!

QUANDO CHEGAR A HORA, TODOS VÓS PODEREIS, COMO O FIZERAM OS APÓSTOLOS, CURAR AS DOENÇAS, EXPULSAR OS MAUS ESPÍRITOS E DEVOLVER A VIDA AOS ORGANISMOS INANIMADOS!

Na realidade, todos esses fatos foram qualificados de milagres quando não se compreendia a sua origem, não são mais que a consequência lógica da purificação dos Espíritos, UMA PROVA QUE AQUELES QUE OS REALIZAM SÃO MAIS ELEVADOS DO QUE OS OUTROS, OU MAIS PROTEGIDOS POR TEREM MAIOR MERECIMENTO. 

Nesta época, "milagres" de curas materiais e espirituais ou morais, amiúde se operam entre os homens e PASSAM DESPERCEBIDOS, pela única razão de que, se vós sempre vos inteirais deles, os que não os compreendem ENCARAM OS FATOS DESSA ORDEM COM INDIFERENÇA OU INCREDULIDADE, MESMO QUANDO LHES TRAZEM BENEFÍCIOS. No tempo da missão terrena de Jesus, tais fatos - publicados e multiplicados - feriram mais fortemente os sentidos grosseiros dos homens. 

Aos fariseus de hoje, que negam, repelem e rejeitam COMO "OBRA DEMONÍACA" as Revelações que os Espíritos do Senhor, por sua ordem e em nome do Cristo, trazem à Humanidade (COMO OS FARISEUS DE OUTRORA NEGARAM, REPELIRAM E REJEITARAM A REV ELAÇÃO QUE JESUS LHES TRAZIA PESSOALMENTE, ACUSANDO-O DE EXPULSAR OS DEMÔNIOS E AINDA LHE EXIGINDO MILAGRES), respondei simplesmente mostrando aos ateus que batem nos peitos ajoelhados diante do seu Deus ofendido, implorando em altos brados a herança cuja existência, até então, haviam negado! Deixai-os falar e condenar. 

Novos milagres vêm a seu tempo, MILAGRES MORAIS que refundirão a Humanidade inteira e, do cadinho onde agora o deitamos, farão sair purificado o ouro eterno, sob as bênçãos de Deus!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

04/06/1970
CURA DAS OBSESSÕES

P - É impressionante a realidade espiritual da vida, tal como está sendo apresentada pelo Espírito da Verdade! O que os ignorantes da Lei de Deus consideram "irreal" é, precisamente, o lado real e permanente da nossa existência! Que nos diz o Espírito da Verdade sobre a cura das obsessões?

R - Recorrei à prece e ao exemplo moral, vós que ainda não possuis a pureza perfeita de que promana o PODER IMEDIATO, que só os Espíritos Puros têm, do afastar ou expulsar os impuros, no mesmo instante em que manifesta a vontade de fazê-lo.

Evangelizando e apocaliptizando as criaturas, trabalhai por esclarecê-las e melhorá-las, dispondo-as a atrair os bons Espíritos, seus fluidos e seu socorro para o afastamento dos obsessores. Quando necessário, lançai mão, também, da evocação praticada com muito critério, recolhimento e fervor, cheios de caridade para com esses irmãos transviados, a fim de os trazerdes ao bom caminho pela prece, e que sai do coração e não somente dos lábios; pelas exortações, feitas e repetidas com benevolência; e, ao mesmo tempo, com a doçura, a bondade e a firmeza que, apoiadas na oração, acabam sempre por convencer os mais rebeldes e endurecidos.

Procurai, sempre, o apoio dos Espíritos Superiores e dos Bons Espíritos que vos cercam nesse trabalho de redenção. tende confiança, porque eles atendem o chamado de um coração puro e de uma consciência reta, quando lhes solicitam o concurso para a realização de uma obra de amor e caridade. HÁ, AINDA, E HAVERÁ ATÉ O FIM DO CICLO, MUITOS DEMÔNIOS ENTRE VÓS; O ESPIRITISMO, QUE É A CIÊNCIA DO CRISTIANISMO RESTAURADO, VEIO DISSIPAR TODAS AS OBSCURIDADES, ILUMINAR TODAS AS TREVAS, ENSINAR-VOS A DISCERNIR ENTRE "LOUCOS" E "OBSIDIADOS".

Sim, repetimos, ele vos possibilita distinguir os que só na aparência sofrem de loucura, os obsidiados, os subjugados, e os possessos (aos quais unicamente o tratamento moral ou espiritual se deve aplicar) dos que realmente estão loucos, passíveis, portanto, de cura material pelos processos humanos. Em caso de dúvida (se vos movem exclusivamente os sentimentos de humildade, o desinteresse, o amor e a caridade), tendes ao vosso alcance, na mediunidade psicográfica e, ainda mais na mediunidade sonambúlica ou vidente, QUE REVELA A PRESENÇA E A AÇÃO DO OBSESSOR, o meio de vos esclarecerdes, para estabelecer a distinção.

Aquele homem que estava na sinagoga "possuído de um espírito impuro", estava subjugado, corporal e espiritualmente, pelo maligno. Observai bem o que agora vos dizemos: constrangido por aquela subjugação, SUBMETIDO INTEIRAMENTE A VONTADE DO OBSESSOR, que o dominava pela ação fluídica, foi que, AGINDO O MESMO OBSESSOR SOBRE OS SEUS ÓRGÃOS VOCAIS, ele, transformado assim em médium falante, pronunciou estas palavras: "Deixai-nos, Jesus de Nazaré! Que tens tu conosco! Vieste para nos perder! Sei quem és: és o santo de Deus!" Foi, ainda, por efeito da ação fluídica do perispírito do obsidiado e da ação da vontade do primeiro sobre a vontade do segundo, que o homem se agitou em violentas convulsões e se atirou ao chão, soltando um grito estridente, quando Jesus intimou o demônio a cessar toda a subjugação, exprimindo-se nestes termos: "Cala-te e sai desse homem!" (Termos apropriados as inteligências, aos preconceitos e às crenças da época).

Formulando a interrogação "VIESTE PARA NOS PERDER?", o obsessor aludia ao conhecimento que Jesus, se o quisesse, podia dar aos homens, das causas e dos efeitos da subjugação, pondo-os em condições de se libertarem dela. Mas não era chegado o momento de se desvendarem os segredos de além-túmulo aos homens que, como na época de Moisés, eram (e ainda por muito tempo seriam) incapazes de receber o conhecimento, que a Terceira Revelação lhes viria dar, das relações do mundo visível com o mundo invisível. Por isso é que Jesus retrucou ao obsessor, dizendo: "Cala-te e sai desse homem!" Dizem os Evangelhos: "Quando viam Jesus, os demônios se prosternavam, exclamando: - És o Filho de Deus!" Os que assim procediam eram pessoas que, na multidão se comprimia à passagem do Cristo, estavam subjugadas, moral e corporalmente, pelos maus espíritos.

Essas pessoas, dominadas pelos obsessores que, a seu turno, eram subjugados por Jesus, é que se prosternavam e, tornando-se médiuns falantes, proferiam aquelas palavras de verdade, destinadas a atravessar os séculos e a levar luz às inteligências. Compelidos pelos Espíritos Superiores, que cercavam o Mestre, os demônios obrigavam os subjugados a se prosternarem diante de Jesus e dizerem: "ÉS O SANTO DE DEUS! ÉS O FILHO DE DEUS!", porquanto assim eles provavam aos homens a identidade do Cristo. Aos olhos desses espíritos maus, Jesus não era um homem e sim um Espírito, ESPÍRITO MAIS PURO QUE TODOS OS OUTROS. 

Por isso mesmo é que o Mestre lhes proibia "que o descobrissem": ainda não soara, para os homens, a hora de saberem que ele não pertencia à humanidade terrena. Estas expressões - O SENHOR, O SANTO DE DEUS, O FILHO DE DEUS - são designações respeitosas, indicativas da superioridade de Jesus com relação a todos os Espíritos, quaisquer que sejam, com relação mesmo aos mais elevados, que trabalham sob a sua direção pelo progresso da Terra e da sua Humanidade.

A essas expressões a nova Revelação, veio dar a significação exata e precisa, desvendando a origem espiritual de Jesus. Cumpria-lhe abalar fortemente as massas, impressionando os sentidos grosseiros dos homens POR MEIO DE FATOS MATERIAIS QUE REVELASSEM O SEU PODER SOBRE A NATUREZA, SOBRE O "INFERNO" E SOBRE OS DEMÔNIOS. Daí virem estes prostrar-se a seus pés, proclamando-o "Filho de Deus". Ignorantes, incapazes de compreender a causa e os efeitos destes fatos, OS HOMENS TOMAVAM POR "MILAGRES".

Mas assim era preciso naqueles tempos de ignorância, para que a Missão Messiânica fosse aceita, para lhe assegurar o bom êxito e fazê-la frutificar no futuro. 

Eis por que perguntamos: - Não nos vemos nós, ainda hoje, obrigados a medir o nosso ensino pelo grau de inteligência e desenvolvimento, moral e intelectual, daqueles a quem falamos?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

03/06/1970
SATANÁS E SUAS PRÊSAS

P - As explicações do Espírito da Verdade sobre o espírito do mau - satanás, demônio ou diabo - são de uma oportunidade singular: o mundo inteiro parece estar dominado por ele. Poderia falar-nos sobre as vítimas do "adversário"?

R - Satanás, demônio, diabo, e tantas outras designações do inimigo, significam OS ESPÍRITOS MAUS, IMPUROS OU IMUNDOS, que atacam os homens e as mulheres que lhe dão brecha. Por possessos ou possessos do demônio, devem-se entender os encarnados subjugados, quer corporalmente, quer corporal e espiritualmente, por espíritos maus. 

A possessão de que falam os Evangelistas, nos casos que relatam, não era mais do que subjugação (e os lunáticos eram encarnados sujeitos a obsessões ou subjugações momentâneas, que se repetiam com certa regularidade). Jesus se servia, sempre, das expressões em uso, de acordo com os preconceitos e as tradições, a fim de ser compreendido e, mais ainda, escutado.

A subjugação consiste na ação dominadora que o espírito mau exerce, sujeitando-o momentaneamente à sua vontade, sobre outro espírito que, mais fraco, SE DEIXA DOMINAR. Para produzir os efeitos corporais ou físicos, atua fluidicamente sobre o encarnado, combinando com os deste os fluidos do seu perispírito, utilizando-se de todos os elementos de mediunidade, tanto sensitiva ou impressionável, quanto de efeitos físicos, que lhe ofereça a organização da sua vítima. Faz-lhe sentir a sua presença e a atormenta, provocando-lhe convulsões. Em suma: por meio da ação fluídica exercida segundo a sua vontade dominante, dispõe do seu corpo a seu bel-prazer. Para produzir efeitos corporais e espirituais, ou morais, o obsessor procede, também, como acabamos de explicar. Serve-se dos elementos de mediunidade, audiente, falante, vidente, psicográfica e outras, que possa encontrar na sua vítima, atuando sobre os seus órgãos materiais aptos à manifestação que deseje obter. Faz que lhe ouça a voz, que fale, que escreva, que tenha visões, etc.  

Resumindo: atormenta corporal e espiritualmente o subjugado, por todos os meios que a organização deste lhe ponha à disposição. E AINDA O INDUZ A TOMAR RESOLUÇÕES ABSURDAS OU COMPROMETEDORAS, MESMO AOS ATOS MAIS RIDÍCULOS; OU, ENTÃO, PELA AÇÃO FLUÍDICA QUE EXERÇA SOBRE O CÉREBRO DA VÍTIMA CHEGA ATÉ PRODUZIR NELA - MOMENTANEAMENTE - A ABERRAÇÃO DAS FACULDADES, O QUE (PARA OS IGNORANTES) É UMA LOUCURA COMUM COM INTERVALOS DE LUCIDEZ. 

Desse modo se produziram todos os efeitos, tanto corporais ou físicos,  quanto morais ou espirituais, nos casos que os Evangelhos relatam de subjugação de encarnados, que eles designam  por possessos ou possessos do demônio. Além da obsessão e da subjugação, quer corporal apenas quer corporal e espiritual ou moral, há os casos que podeis chamar possessão, em que o espírito do obsessor se substitui ao do encarnado no seu corpo, a fim de servir-se deste COMO SE LHE PERTENCESSE. Tais casos, felizmente, são raros.

Opera-se a substituição da forma seguinte: pela ação de vontade dominadora do mau espírito, o Espírito encarnado (ou reencarnado) é, por assim dizer, EXPULSO DO SEU CORPO, ao qual se conserva ligado apenas por um cordão fluídico, com auxílio do perispírito. Combinando os fluidos do seu perispírito com os fluidos do perispírito do encarnado, o espírito mau se introduz no corpo pertencente a este e lhe imprime a ação que é o produto daquela combinação fluídica. O PERISPÍRITO DO ENCARNADO (OU REENCARNADO) FICA SENDO O INSTRUMENTO E O AUXILIAR INDISPENSÁVEL AO OUTRO, PARA QUE, POR ATO DA SUA VONTADE DOMINADORA, POSSA SERVIR-SE DO CORPO DE QUE APODEROU, COMO SE FOSSE COISA SUA!

Enquanto dura a substituição momentânea, o Espírito do encarnado, fora do corpo que lhe pertence e ligado a ele somente pelo cordão fluídico, vê tudo o que este faz, sem poder impedi-lo, por se achar dominado e submetido à vontade do outro. Tal substituição tanto se pode dar em estado de vigília como no estado de sonambulismo do encarnado. No primeiro caso, a ciência do vosso planeta diz que se trata de "um desarranjo do cérebro". Felizmente, repetimos, tais substituições são raras. 

Há, ainda, um caso excepcional de substituição que, sempre com um fim útil e com a permissão dos Anjos da Guarda, se produz voluntariamente. É aquele em que, no estado de sonambulismo magnético, o Espírito encarnado, cedendo à súplica de outro que se quer manifestar, consente em deixar o seu corpo: empresta àquele, por assim dizer, o instrumento necessário à manifestação. Ainda aqui,  o processo de substituição é o mesmo. Ela se opera exatamente como quando é obra da violência de um espírito de que aqui há consentimento, há acordo, de verdades, para que o fato se produza. 

As obsessões e subjugações são provocadas, sob a influência atrativa dos fluidos similares, pelas disposições do encarnado, pela natureza de suas más tendências, de seus pendores e sentimentos maus. São também, não raro, uma provação e muitas vezes, uma expiação de fatos de existência anterior. Se constituem um mal para o encarnado, são um mal permitido, PORQUE LHE SERÁ PROVEITOSO: tudo (inclusive a punição ou castigo) tem sempre por fim o vosso progresso ou aperfeiçoamento moral-espiritual.

Nada ocorre sem ser pela vontade de Deus e, SOBRE AQUILO QUE OCORRE SEGUNDO A VONTADE DIVINA, OS ESPÍRITOS SUPERIORES E OS BONS ESPÍRITOS EXERCEM VIGILÂNCIA, PARA QUE AQUELE RESULTADO NÃO DEIXE DE SE PRODUZIR. Os obsidiados e subjugados, entre vós, aparecem todos os dias, e os ignorantes da Verdade os consideram atacados de enfermidades físicas, de loucura ordinária, E TENTAM INUTILMENTE CURÁ-LOS PELOS MEIOS HUMANOS, EM VEZ DE RECORREREM A DEUS (PELA PRECE) E AO EXEMPLO MORAL!

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...