12/05/1970
JESUS E SATANÁS - I
P - Os ensinos do CEU, da LBV, estão sendo colecionados por muitas pessoas que se declaram "profundamente interessadas embora não gostem de religião". Vemos nisso um sinal de que tal matéria traz algo de novo, capaz de religar a criatura ao Criador. Quais as palavras que Jesus proferiu e que deram origem à crença que ele sofreu a tentação e o jejum?
R - Diz o Espírito da Verdade:
- Os profetas se preparavam para desempenhar suas missões por meio da prece, da meditação e do jejum, no deserto. Pareceu aos homens que Jesus se submeteu a esse uso, ou tradição, antes de dar início ao desempenho da sua missão publicamente.
Depois de receber, diante do povo, pela descida do Espírito Santo sob a forma de uma pomba e pela "voz que se fez ouvir no céu", a consagração (como Filho de Deus) da missão que ia desempenhar e que João, havia a pouco, anunciado a todos os que o cercavam, Jesus se afastou das margens do Jordão, perderam-no de vista aqueles que lhe seguiam os passos.
Para impressionar as multidões, ele se tornou invisível durante o tradicional espaço de tempo - quarenta dias e quarenta noites - número este até certo ponto sagrado, segundo as tradições hebraicas. Desapareceu, não porque se internara no deserto, mas porque voltara - como fazia sempre que sua missão não lhe reclamava a presença entre os homens - para as regiões superiores onde, do alto dos esplendores celestes, governava, governa e governará a Terra e a Humanidade.
Decorrido os quarenta dias e quarenta noites, reapareceu, dirigindo ao povo e aos discípulos que o rodeavam (e lhe haviam notado a ausência) estas palavras: "Em verdade vos digo: quando Satanás vos segredar - "Escuta os meus conselhos, faze a minha vontade, e eu te darei todos os reinos da Terra" - repeli-o com firmeza. Não tendes um reino maior que todos - o Reino de Deus, vosso Pai? Se a fome vos apertar e Satanás vos disser - "Obedece-me, e destas pedras farei pão para o teu alimento" - recusai-o sem temor. O pão da terra não alimenta se não o corpo, e vós tendes o Pão da Vida, que alimenta a Alma e a torna apta a entrar na Vida Eterna. Se o orgulho vos arrastar ao fastígio das grandezas humanas e Satanás vos disser - "Precipita-te no espaço que te atrai e não temas a queda, pois serás amparado" - imponde-lhe silêncio não tenteis o Senhor vosso Deus. Recolhei-vos, medindo a vossa fraqueza e a grandeza do Pai, e Satanás se afastará por algum tempo. Mas não esqueçais que ele ronda constantemente, pronto sempre a deitar as garras à sua presa e se aproveitar de todas as suas fraquezas".
Aí tendes, bem-amados irmãos, as palavras que o Mestre pronunciou quando reapareceu e que, por sua ordem, vos revelamos e transmitimos. Aplicai a vós mesmos essas palavras, porque - como todas as que lhe saíram dos lábios, devem produzir frutos no presente e no futuro, do mesmo modo que, sob a figura da tentação material, produziram no passado. Semelhantemente ao que se dava com tudo quanto, então, se dizia, tais palavras passaram de boca em boca. Alguns dos Apóstolos (e discípulos) as ouviram do próprio Cristo; outros as receberam da voz pública; mas, enquanto durou a missão terrena de Jesus, tendo todos a atenção continuamente solicitada por fatos novos, não a detinham sobre nenhum. Só depois de terminada a missão, os fatos voltaram a ser considerados mais atentamente, e entre eles se apresentaram de novo o desaparecimento do Mestre, durante quarenta dias e quarenta noites, as circunstâncias que o cercaram.
Surgiram, então, os comentários e destes nasceu a opinião que gerou a crença no fato material do jejum no deserto e da tentação de Satanás. Os Apóstolos e os discípulos, como todos os que abraçaram a fé cristã, acreditaram nesse fato material. Na sua condição de homens, de Espíritos encarnados, tinham os preconceitos e as crenças da época e estavam imbuídos das mesmas tradições. Na verdade, era corrente, então, que todo profeta ia jejuar no deserto, antes de principiar o desempenho da sua missão.
Coincidindo as palavras de Jesus com o seu desaparecimento por quarenta dias e quarenta noites, pensaram todos que essas palavras eram o resumo do que ocorrera com ele durante a sua ausência; que o que ensinara, relativamente às tentações do Demônio, tentações a que está sujeita a Humanidade, pela fome, pelo orgulho e pela ambição, relativamente às emboscadas que o Espírito do Mal lhe arma, e à fé e à perseverança com que lhe cumpre resistir, era o resumo do que o próprio Jesus experimentara.
Assim, acreditaram que Jesus havia jejuado, quarenta dias e quarenta noites, no deserto; que, decorrido esse tempo, tivera fome e, então, fora tentado por Satanás, no exato sentido das palavras que dirigia ao povo. Ao homem material são precisos fatos materiais. O Cristo para os homens, era um homem e, como tal, sujeito às enfermidades, a TODAS as necessidades da existência humana. Em matéria de provações, NINGUÉM, naquela época, podia compreender senão as provações físicas.
Ao surgirem os comentários sobre as palavras do Mestre, já se divulgara pelas multidões a revelação que o Anjo fizera a José e Maria, e que fora conservada em segredo até ao termo da missão terrena de Jesus. Diante da revelação da sua origem, tida em geral, segundo a letra, por miraculosa, divina, dada a qualidade que a mesma revelação lhe atribui de Filho de Deus; diante da sua vida de pureza perfeita e dos "milagres" que realizara, da sua "ressurreição" e da sua "ascensão", difundiu-se a crença na sua divindade.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
10/05/1970
A TENTAÇÃO E O JEJUM
P - Como o Espírito da Verdade explica, através do CEU da LBV, o jejum e a tentação de Jesus, narrados pelos Evangelistas Mateus, Marcos e Lucas?
R - O jejum e a tentação do Mestre são, igualmente, uma figura.
Como vos explicaremos daqui a pouco, só foram consideradas reais pelos homens em consequência dos comentários que, finda a missão terrestre do Cristo, os Apóstolos e os discípulos teceram em torno do discurso que ele, doutrinando, proferiu sobre as tentações a que está sujeita a humanidade, as ciladas que lhe armam os ESPÍRITOS DO MAL, da perseverança e da fé com que lhes deve resistir.
Esses comentários, sob a influência dos preconceitos do tempo e das tradições hebraicas, criaram a opinião de que aquele discurso, dadas as circunstâncias em que foi pronunciado, resumia O QUE SE PASSOU COM O PRÓPRIO JESUS. Daí o tratarem os Evangelistas de um jejum e de uma tentação a que Satanás teria submetido o Mestre, como se falassem de fatos materiais, fatos reais ocorridos pessoalmente com o Salvador. Tais "fatos", porém, tidos como reais, materialmente produzidos DO PONTO DE VISTA DAS AUTORIDADES RELIGIOSAS, são um emblema.
Como poderia ter acudido à mente do homem a idéia de rebaixar, dessa forma, Aquele que o próprio homem considera uma fração de Deus, uma parte do GRANDE TODO QUE GOVERNA O UNIVERSO? Tal opinião, aliás, se enquadrava sofrivelmente nas idéias panteístas.
Como puderam rebaixar essa fração da Divindade ao ponto de pô-la em contato com o demônio, o maldito expulso do céu por Deus, sem se lembrarem de que, assim, era o próprio Deus quem, por uma fração de si mesmo, descia à condição de dialogar com Anjo do Mal e até ficar na sua dependência?
Como admitir que Jesus, sendo homem e, portanto, sujeito a enfermidades e necessidades da existência terrena, tenha podido viver quarenta dias e quarenta noites no deserto, sem tomar alimento algum?
Como admitir que, sendo Deus, tenha Jesus sentido o tormento da fome, ao cabo dos quarenta dias e quarenta noites, que o haja sentido ao ponto de animar tentativas audaciosas do "Anjo caído" que, entretanto, seria dentro em pouco forçado a abandonar as suas presas (os demoníacos), EXATAMENTE PELA POTENTE VONTADE DO MESMO JESUS?
Como se vê, foi o homem, de um lado, bastante orgulhoso e, de outro, bastante contraditório: deu a si mesmo por libertador um Deus, submetendo esse Deus ao império de Satanás, pondo-o em contato com este, de maneira a lhe sofrer a influência pela tentação! Pobre humanidade, que busca o maravilhoso nas coisas mais simples, que repele por impossíveis as mais evidentes, e que avilta - sem ter disso consciência - Aquele a quem, levada pelas suas superstições, ela mesma faz partícipe da Divindade e a quem, ao mesmo tempo, coloca, quanto ao presente e ao futuro (Satanás o deixou por algum tempo), à mercê desse outro que, maldito por toda a eternidade, sem esperança de perdão, emprega a sua força, a sua vontade, o seu "poder" em lutar contra o Criador!
Todavia, não a condenamos por isso, porque essa crença numa tentação material teve a sua razão de ser, como vos explicaremos: o que ocorreu tinha de ocorrer na marcha dos acontecimentos. Tudo tinha o seu cabimento, como condição e meio de progresso, na via gradual dos sucessos, sempre acordes, do mesmo modo que as interpretações humanas com o estado das inteligências, com as necessidades da época da História, cada uma das quais representa um dos estágios que cumpre à Humanidade percorrer, para progredir constantemente, abrindo pouco a pouco os olhos à Luz e à Verdade. A PROPORÇÃO QUE VAI SENDO PREPARADA PARA RECEBER ESSA LUZ E ESSA VERDADE, que lhes são dadas na medida do que ela pode suportar e de maneira a esclarecê-la sem jamais a deslumbrar.
O Espírito da Verdade, que abre uma era nova à Humanidade, e que vos ensina a origem espiritual de Jesus, mostrando, com esse ensino, que o jejum e a tentação de Jesus são apenas simbólicos, vem igualmente fazer-vos conhecer, a este respeito, a realidade das coisas, isto é, as próprias palavras do Cristo ao povo, das quais nasceu a crença naquele jejum e naquela tentação.
O Espírito da Verdade vem, ainda, explicar como e quando os Apóstolos e os discípulos foram introduzidos a pensar que O QUE JESUS ENSINARA, DE MODO GERAL, CONSTITUÍA O RESULTADO DO QUE SE PASSARA ENQUANTO O MESTRE ESTEVE AUSENTE, O RESUMO DO QUE ELE PESSOALMENTE EXPERIMENTARA. Acompanhai a aparente vida humana de Jesus, pregando constantemente, pelo exemplo, a Caridade e o Amor; acompanhai-lhe as palavras, os atos, os ensinamentos, e o vereis sempre submisso (na medida do que o exigia a sua missão terrena) aos usos, costumes e tradições dos hebreus, assim como à inteligência daqueles a quem se dirigia, a fim de que todos o compreendessem e, sobretudo, escutassem.
Tudo isso para assegurar o bom desempenho de sua missão e conseguir que ela desse frutos no momento e no futuro: QUE FRUTIFICASSE PRIMEIRO PELA LETRA, DEPOIS PELO ESPÍRITO.
A TENTAÇÃO E O JEJUM
P - Como o Espírito da Verdade explica, através do CEU da LBV, o jejum e a tentação de Jesus, narrados pelos Evangelistas Mateus, Marcos e Lucas?
R - O jejum e a tentação do Mestre são, igualmente, uma figura.
Como vos explicaremos daqui a pouco, só foram consideradas reais pelos homens em consequência dos comentários que, finda a missão terrestre do Cristo, os Apóstolos e os discípulos teceram em torno do discurso que ele, doutrinando, proferiu sobre as tentações a que está sujeita a humanidade, as ciladas que lhe armam os ESPÍRITOS DO MAL, da perseverança e da fé com que lhes deve resistir.
Esses comentários, sob a influência dos preconceitos do tempo e das tradições hebraicas, criaram a opinião de que aquele discurso, dadas as circunstâncias em que foi pronunciado, resumia O QUE SE PASSOU COM O PRÓPRIO JESUS. Daí o tratarem os Evangelistas de um jejum e de uma tentação a que Satanás teria submetido o Mestre, como se falassem de fatos materiais, fatos reais ocorridos pessoalmente com o Salvador. Tais "fatos", porém, tidos como reais, materialmente produzidos DO PONTO DE VISTA DAS AUTORIDADES RELIGIOSAS, são um emblema.
Como poderia ter acudido à mente do homem a idéia de rebaixar, dessa forma, Aquele que o próprio homem considera uma fração de Deus, uma parte do GRANDE TODO QUE GOVERNA O UNIVERSO? Tal opinião, aliás, se enquadrava sofrivelmente nas idéias panteístas.
Como puderam rebaixar essa fração da Divindade ao ponto de pô-la em contato com o demônio, o maldito expulso do céu por Deus, sem se lembrarem de que, assim, era o próprio Deus quem, por uma fração de si mesmo, descia à condição de dialogar com Anjo do Mal e até ficar na sua dependência?
Como admitir que Jesus, sendo homem e, portanto, sujeito a enfermidades e necessidades da existência terrena, tenha podido viver quarenta dias e quarenta noites no deserto, sem tomar alimento algum?
Como admitir que, sendo Deus, tenha Jesus sentido o tormento da fome, ao cabo dos quarenta dias e quarenta noites, que o haja sentido ao ponto de animar tentativas audaciosas do "Anjo caído" que, entretanto, seria dentro em pouco forçado a abandonar as suas presas (os demoníacos), EXATAMENTE PELA POTENTE VONTADE DO MESMO JESUS?
Como se vê, foi o homem, de um lado, bastante orgulhoso e, de outro, bastante contraditório: deu a si mesmo por libertador um Deus, submetendo esse Deus ao império de Satanás, pondo-o em contato com este, de maneira a lhe sofrer a influência pela tentação! Pobre humanidade, que busca o maravilhoso nas coisas mais simples, que repele por impossíveis as mais evidentes, e que avilta - sem ter disso consciência - Aquele a quem, levada pelas suas superstições, ela mesma faz partícipe da Divindade e a quem, ao mesmo tempo, coloca, quanto ao presente e ao futuro (Satanás o deixou por algum tempo), à mercê desse outro que, maldito por toda a eternidade, sem esperança de perdão, emprega a sua força, a sua vontade, o seu "poder" em lutar contra o Criador!
Todavia, não a condenamos por isso, porque essa crença numa tentação material teve a sua razão de ser, como vos explicaremos: o que ocorreu tinha de ocorrer na marcha dos acontecimentos. Tudo tinha o seu cabimento, como condição e meio de progresso, na via gradual dos sucessos, sempre acordes, do mesmo modo que as interpretações humanas com o estado das inteligências, com as necessidades da época da História, cada uma das quais representa um dos estágios que cumpre à Humanidade percorrer, para progredir constantemente, abrindo pouco a pouco os olhos à Luz e à Verdade. A PROPORÇÃO QUE VAI SENDO PREPARADA PARA RECEBER ESSA LUZ E ESSA VERDADE, que lhes são dadas na medida do que ela pode suportar e de maneira a esclarecê-la sem jamais a deslumbrar.
O Espírito da Verdade, que abre uma era nova à Humanidade, e que vos ensina a origem espiritual de Jesus, mostrando, com esse ensino, que o jejum e a tentação de Jesus são apenas simbólicos, vem igualmente fazer-vos conhecer, a este respeito, a realidade das coisas, isto é, as próprias palavras do Cristo ao povo, das quais nasceu a crença naquele jejum e naquela tentação.
O Espírito da Verdade vem, ainda, explicar como e quando os Apóstolos e os discípulos foram introduzidos a pensar que O QUE JESUS ENSINARA, DE MODO GERAL, CONSTITUÍA O RESULTADO DO QUE SE PASSARA ENQUANTO O MESTRE ESTEVE AUSENTE, O RESUMO DO QUE ELE PESSOALMENTE EXPERIMENTARA. Acompanhai a aparente vida humana de Jesus, pregando constantemente, pelo exemplo, a Caridade e o Amor; acompanhai-lhe as palavras, os atos, os ensinamentos, e o vereis sempre submisso (na medida do que o exigia a sua missão terrena) aos usos, costumes e tradições dos hebreus, assim como à inteligência daqueles a quem se dirigia, a fim de que todos o compreendessem e, sobretudo, escutassem.
Tudo isso para assegurar o bom desempenho de sua missão e conseguir que ela desse frutos no momento e no futuro: QUE FRUTIFICASSE PRIMEIRO PELA LETRA, DEPOIS PELO ESPÍRITO.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
09/05/1970
TENTAÇÃO DE JESUS
P - Não podemos viver mais sem a Doutrina do Novo Mandamento de Jesus, ditada pelo Espírito da Verdade. A unificação das Quatro Revelações do Cristo são a última palavra para a pobre Humanidade desvairada! Como devemos entender a tentação do Mestre?
R - Para a explicação necessária, vamos reunir estas passagens dos Evangelhos sinóticos: Mateus, IV: 1-11; Marcos, I: 12-13; Lucas, IV: 1-13.
Mateus: 1 - Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para
ser tentado por Satanás. 2 - Depois de jejuar quarenta dias e
quarenta noites, teve fome. 3 - Então, aproximando-se dele,
disse o tentador: - Se és o Filho de Deus, ordena a estas pe-
dras que se tornem pães. 4 - Jesus lhe respondeu: - Está es-
crito: nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que
sai da boca de Deus. 5 - Satanás o transportou à cidade santa,
colocou-o no pináculo do templo, e lhe disse: 6 - Se és o Filho
de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito que Ele or-
denou a seus Anjos tenham cuidado contigo e te sustentem
com suas mãos, para que não firas os pés em alguma pedra.
7 - Jesus respondeu: - Também está escrito: não t entarás o
Senhor teu Deus. 8 - O tentador o transportou, ainda, para
um monte muito alto, onde lhe mostrou todos os reinos do
mundo e a glória que os acompanha, 9 - e lhe disse: - Eu te
darei todas essas coisas se, ajoelhado diante de mim, me ado-
rares. 10 - Jesus replicou: - Retira-te, Satanás, pois está es-
crito: Adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás. 11 -
Então, Satanás o deixou. Os Anjos cercaram Jesus e o servi-
ram.
Marcos: 12 - E logo o Espírito o impeliu ao deserto, 13 - onde
passou quarenta dias e quarenta noites, sendo tentado por
Satanás. Habitava com as feras e os Anjos o serviam.
Lucas: 1 - Cheio do Espírito Santo, Jesus se afastou do Jordão,
e foi pelo Espírito impelido para o deserto. 2 - Ali permaneceu
quarenta dias e quarenta noites, e foi tentado por Satanás; na-
da comeu durante esses dias; passado eles, teve fome. 3 -
Disse-lhe, então, Satanás: - Se és o Filho de Deus, manda que
estas pedras se tornem pães. 4 - Jesus lhe respondeu: - Está
escrito: o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que
vem de Deus. 5 - Satanás o transportou para um alto monte e
lhe mostrou, num instante, todos os reinos da Terra, 6 - dizen-
do-lhe: - Eu te darei todo este poder e a glória desses reinos,
porquanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. 7 -
Se, pois, me quiseres adorar, todas essas coisas te pertencerão.
8 - Jesus lhe respondeu: - Está escrito: Adorarás o senhor teu
Deus e só a Ele servirás. 9 - Satanás ainda o transportou a Je-
rusalém, colocando-o no pináculo do templo, e lhe disse: - Se
és filho de Deus, lança-te daqui abaixo, 10 - pois está escrito
haver Ele ordenado a seus Anjos que te cerquem de cuidados e
te guardem, 11 - e te amparem com suas mãos, para que não fi-
ras os pés em alguma pedra. 12 - Jesus lhe respondeu: - Está
escrito: não tentarás o Senhor teu Deus. 13 - Terminada a ten-
tação, Satanás se afastou dele por algum tempo.
Satanás, o diabo, o demônio - são nomes alegóricos, pelos quais se designa O CONJUNTO DOS MAUS ESPÍRITOS empenhados na perda do homem e da mulher. Satanás não era um Espírito especial, mas a síntese dos piores Espíritos que, purificados agora na sua maioria, perseguiam os homens e mulheres, para desviá-los do caminho do Senhor.
Mas todos se purificarão com o tempo, por meio de uma série de provações e expiações em reencarnações sucessivas, precedida cada uma, no espaço, na erraticidade, dos sofrimentos e torturas morais apropriados e proporcionados aos crimes ou faltas cometidas. Tais são, para o Espírito culpado, encarnado ou errante, o inferno, o purgatório, a expiação, a reparação, o progresso.
A reencarnação é a escada santa que todos os homens terão de subir. Constituem-lhe os degraus as fases das diversas existências nos mundos inferiores, depois nos mundos superiores, porque Deus determinou que, para chegar a Ele, teria o homem de nascer, "morrer" e renascer até os limites da Perfeição. E nenhum chegará até Ele SEM SE PURIFICAR PELA REENCARNAÇÃO.
Muitas igrejas negam essa Lei Universal, mas nem por isso ela deixa de existir: é anterior ao homem e à vossa morada planetária.
TENTAÇÃO DE JESUS
P - Não podemos viver mais sem a Doutrina do Novo Mandamento de Jesus, ditada pelo Espírito da Verdade. A unificação das Quatro Revelações do Cristo são a última palavra para a pobre Humanidade desvairada! Como devemos entender a tentação do Mestre?
R - Para a explicação necessária, vamos reunir estas passagens dos Evangelhos sinóticos: Mateus, IV: 1-11; Marcos, I: 12-13; Lucas, IV: 1-13.
Mateus: 1 - Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para
ser tentado por Satanás. 2 - Depois de jejuar quarenta dias e
quarenta noites, teve fome. 3 - Então, aproximando-se dele,
disse o tentador: - Se és o Filho de Deus, ordena a estas pe-
dras que se tornem pães. 4 - Jesus lhe respondeu: - Está es-
crito: nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que
sai da boca de Deus. 5 - Satanás o transportou à cidade santa,
colocou-o no pináculo do templo, e lhe disse: 6 - Se és o Filho
de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito que Ele or-
denou a seus Anjos tenham cuidado contigo e te sustentem
com suas mãos, para que não firas os pés em alguma pedra.
7 - Jesus respondeu: - Também está escrito: não t entarás o
Senhor teu Deus. 8 - O tentador o transportou, ainda, para
um monte muito alto, onde lhe mostrou todos os reinos do
mundo e a glória que os acompanha, 9 - e lhe disse: - Eu te
darei todas essas coisas se, ajoelhado diante de mim, me ado-
rares. 10 - Jesus replicou: - Retira-te, Satanás, pois está es-
crito: Adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás. 11 -
Então, Satanás o deixou. Os Anjos cercaram Jesus e o servi-
ram.
Marcos: 12 - E logo o Espírito o impeliu ao deserto, 13 - onde
passou quarenta dias e quarenta noites, sendo tentado por
Satanás. Habitava com as feras e os Anjos o serviam.
Lucas: 1 - Cheio do Espírito Santo, Jesus se afastou do Jordão,
e foi pelo Espírito impelido para o deserto. 2 - Ali permaneceu
quarenta dias e quarenta noites, e foi tentado por Satanás; na-
da comeu durante esses dias; passado eles, teve fome. 3 -
Disse-lhe, então, Satanás: - Se és o Filho de Deus, manda que
estas pedras se tornem pães. 4 - Jesus lhe respondeu: - Está
escrito: o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que
vem de Deus. 5 - Satanás o transportou para um alto monte e
lhe mostrou, num instante, todos os reinos da Terra, 6 - dizen-
do-lhe: - Eu te darei todo este poder e a glória desses reinos,
porquanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. 7 -
Se, pois, me quiseres adorar, todas essas coisas te pertencerão.
8 - Jesus lhe respondeu: - Está escrito: Adorarás o senhor teu
Deus e só a Ele servirás. 9 - Satanás ainda o transportou a Je-
rusalém, colocando-o no pináculo do templo, e lhe disse: - Se
és filho de Deus, lança-te daqui abaixo, 10 - pois está escrito
haver Ele ordenado a seus Anjos que te cerquem de cuidados e
te guardem, 11 - e te amparem com suas mãos, para que não fi-
ras os pés em alguma pedra. 12 - Jesus lhe respondeu: - Está
escrito: não tentarás o Senhor teu Deus. 13 - Terminada a ten-
tação, Satanás se afastou dele por algum tempo.
Satanás, o diabo, o demônio - são nomes alegóricos, pelos quais se designa O CONJUNTO DOS MAUS ESPÍRITOS empenhados na perda do homem e da mulher. Satanás não era um Espírito especial, mas a síntese dos piores Espíritos que, purificados agora na sua maioria, perseguiam os homens e mulheres, para desviá-los do caminho do Senhor.
Mas todos se purificarão com o tempo, por meio de uma série de provações e expiações em reencarnações sucessivas, precedida cada uma, no espaço, na erraticidade, dos sofrimentos e torturas morais apropriados e proporcionados aos crimes ou faltas cometidas. Tais são, para o Espírito culpado, encarnado ou errante, o inferno, o purgatório, a expiação, a reparação, o progresso.
A reencarnação é a escada santa que todos os homens terão de subir. Constituem-lhe os degraus as fases das diversas existências nos mundos inferiores, depois nos mundos superiores, porque Deus determinou que, para chegar a Ele, teria o homem de nascer, "morrer" e renascer até os limites da Perfeição. E nenhum chegará até Ele SEM SE PURIFICAR PELA REENCARNAÇÃO.
Muitas igrejas negam essa Lei Universal, mas nem por isso ela deixa de existir: é anterior ao homem e à vossa morada planetária.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
08/05/1970
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XX
P - Ficamos profundamente impressionados com as revelações do Espírito da Verdade sobre José e Maria. Poderia dedicar um capítulo inteiro a Jesus?
R - Nesta série de vinte capítulos, dedicamos um cada século, porque já o Mestre se aproxima. Não podemos esconder a Verdade, e por isso vos dissemos que Maria e José SÃO MUITO INFERIORES A JESUS. Perfeitos, moralmente e intelectualmente, com relação a vós e ao vosso planeta, muito lhes resta por evoluir em ciência universal, para chegarem à PERFEIÇÃO SIDERAL. Mesmo quando, por a terem alcançado, forem Espíritos Puros, terão sempre de progredir nesta direção, visto que o Espírito, seja ele qual for, jamais atingirá o limite extremo da ciência divina.
Tudo, na Natureza Universal, PROGREDIRÁ SEMPRE. Isto, porém, está muito acima da compreensão das inteligências humanas. O próprio Jesus, cuja pureza perfeita e imaculada se perde na Eternidade; que é a maior essência espiritual, depois de Deus, SEM SER A ÚNICA; de um saber tão vasto que nem os Espíritos Superiores lhe podem apreciar a extensão; cuja a grandeza é tal que multidões de Espíritos Puros a admiram e trabalham por adquiri-las através das "eternidades" - o próprio Jesus, quando desceu à Terra, embora já fosse O MODELO DO AMOR E DA CIÊNCIA, estudava e ainda estuda!
Estudava e estuda porque o progresso infinito é o objetivo único do Espírito. Só Deus, repetimos, pode afirmar: "não irei mais longe", porque Ele é a própria Eternidade e Infinito de todas as Perfeições; não concluais, daí, que Jesus tenha tido, naquela época, ou possa ter de suportar, quaisquer provas! Não: Ele, até então, não faliu NUNCA, e é INFALÍVEL POR ESTAR EM RELAÇÃO CONSTANTE E DIRETA COM DEUS.
Era, e é, o Verbo de Deus junto aos homens, qualificado de deus relativamente a vós outros, no sentido de que era e é, para o seu e nosso Deus, para o seu e nosso Pai, O VOSSO ÚNICO MESTRE! Era e é, para nos servirmos de uma expressão humana, seu vice-rei e vosso rei, como Espírito Protetor e Governador do vosso planeta. Tinha e tem O AMOR DO PROGRESSO, e trabalha sem cessar por adquirir novos conhecimentos no LIVRO DO INFINITO. Somente Deus nada tem de aprender.
Jesus, que já era infalível quando o vosso planeta lhe foi confiado, progrediu em ciência universal e fez a Terra progredir, incessantemente. É que o Pai Celestial dá saber ao Espírito, POR MAIS ADIANTADO QUE SEJA, na proporção e em recompensa do progresso que o seu amor e o seu devotamento produzem. O PROGRESSO PESSOAL DE UM ESPÍRITO CORRESPONDE AOS PROGRESSOS QUE, GRAÇAS A ELE, SEUS IRMÃOS REALIZEM.
O amor e o devotamento de Jesus tornaram, e tornam, cada vez mais ardente aos seus próprios esforços para vos conduzir ao ponto que deveis atingir - a Perfeição, que alcançareis quando o vosso mundo (que - na fase de sua formação - saiu do estado de incandescência dos fluidos impuros, e foi, progressivamente, passando pelas etapas sucessivas das revoluções planetárias, e ao período material) chegar ao ESTADO FLUÍDICO PURO, depois de haver passado, atravessando os períodos de outras revoluções, no estado material a novos estados CADA VEZ MENOS MATERIAIS E, EM SEGUIDA, FLUÍDICOS.
Então, o próprio Jesus que já era Espírito de pureza perfeita e imaculada na época em que presidiu à formação da Terra, terá subido em ciência universal, muito para cima do ponto em que se encontrava há quase vinte séculos. Tudo o que foi, e será, em todos os reinos da Natureza, no vosso planeta, seguiu, segue e seguirá marcha contínua no caminho do progresso físico, moral e material.
Mas, ao completar-se essa GRANDE OBRA DE PURIFICAÇÃO DA TERRA, bem como de sua Humanidade, nos tempos predeterminados para a REGENERAÇÃO - o joio será separado do trigo; os Espíritos que se mostrarem obstinados em culpa e rebeldia serão afastados para planetas inferiores, onde - durante séculos - terão de expiar a sua obstinação no mal.
Maria e José, como todos nós, continuam a auxiliar o Mestre na sua gloriosa missão, ajudando-vos também, debaixo da sua direção a cumprir os vossos destinos. Agora podeis compreender: quando estiverdes para alcançar a Perfeição, os Espíritos que integraram o grupo de coadjuvantes de Jesus, no desempenho da sua missão terrena, terão atingido a PERFEIÇÃO SIDERAL, colocados pelo Pai entre os Espíritos Puros.
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XX
P - Ficamos profundamente impressionados com as revelações do Espírito da Verdade sobre José e Maria. Poderia dedicar um capítulo inteiro a Jesus?
R - Nesta série de vinte capítulos, dedicamos um cada século, porque já o Mestre se aproxima. Não podemos esconder a Verdade, e por isso vos dissemos que Maria e José SÃO MUITO INFERIORES A JESUS. Perfeitos, moralmente e intelectualmente, com relação a vós e ao vosso planeta, muito lhes resta por evoluir em ciência universal, para chegarem à PERFEIÇÃO SIDERAL. Mesmo quando, por a terem alcançado, forem Espíritos Puros, terão sempre de progredir nesta direção, visto que o Espírito, seja ele qual for, jamais atingirá o limite extremo da ciência divina.
Tudo, na Natureza Universal, PROGREDIRÁ SEMPRE. Isto, porém, está muito acima da compreensão das inteligências humanas. O próprio Jesus, cuja pureza perfeita e imaculada se perde na Eternidade; que é a maior essência espiritual, depois de Deus, SEM SER A ÚNICA; de um saber tão vasto que nem os Espíritos Superiores lhe podem apreciar a extensão; cuja a grandeza é tal que multidões de Espíritos Puros a admiram e trabalham por adquiri-las através das "eternidades" - o próprio Jesus, quando desceu à Terra, embora já fosse O MODELO DO AMOR E DA CIÊNCIA, estudava e ainda estuda!
Estudava e estuda porque o progresso infinito é o objetivo único do Espírito. Só Deus, repetimos, pode afirmar: "não irei mais longe", porque Ele é a própria Eternidade e Infinito de todas as Perfeições; não concluais, daí, que Jesus tenha tido, naquela época, ou possa ter de suportar, quaisquer provas! Não: Ele, até então, não faliu NUNCA, e é INFALÍVEL POR ESTAR EM RELAÇÃO CONSTANTE E DIRETA COM DEUS.
Era, e é, o Verbo de Deus junto aos homens, qualificado de deus relativamente a vós outros, no sentido de que era e é, para o seu e nosso Deus, para o seu e nosso Pai, O VOSSO ÚNICO MESTRE! Era e é, para nos servirmos de uma expressão humana, seu vice-rei e vosso rei, como Espírito Protetor e Governador do vosso planeta. Tinha e tem O AMOR DO PROGRESSO, e trabalha sem cessar por adquirir novos conhecimentos no LIVRO DO INFINITO. Somente Deus nada tem de aprender.
Jesus, que já era infalível quando o vosso planeta lhe foi confiado, progrediu em ciência universal e fez a Terra progredir, incessantemente. É que o Pai Celestial dá saber ao Espírito, POR MAIS ADIANTADO QUE SEJA, na proporção e em recompensa do progresso que o seu amor e o seu devotamento produzem. O PROGRESSO PESSOAL DE UM ESPÍRITO CORRESPONDE AOS PROGRESSOS QUE, GRAÇAS A ELE, SEUS IRMÃOS REALIZEM.
O amor e o devotamento de Jesus tornaram, e tornam, cada vez mais ardente aos seus próprios esforços para vos conduzir ao ponto que deveis atingir - a Perfeição, que alcançareis quando o vosso mundo (que - na fase de sua formação - saiu do estado de incandescência dos fluidos impuros, e foi, progressivamente, passando pelas etapas sucessivas das revoluções planetárias, e ao período material) chegar ao ESTADO FLUÍDICO PURO, depois de haver passado, atravessando os períodos de outras revoluções, no estado material a novos estados CADA VEZ MENOS MATERIAIS E, EM SEGUIDA, FLUÍDICOS.
Então, o próprio Jesus que já era Espírito de pureza perfeita e imaculada na época em que presidiu à formação da Terra, terá subido em ciência universal, muito para cima do ponto em que se encontrava há quase vinte séculos. Tudo o que foi, e será, em todos os reinos da Natureza, no vosso planeta, seguiu, segue e seguirá marcha contínua no caminho do progresso físico, moral e material.
Mas, ao completar-se essa GRANDE OBRA DE PURIFICAÇÃO DA TERRA, bem como de sua Humanidade, nos tempos predeterminados para a REGENERAÇÃO - o joio será separado do trigo; os Espíritos que se mostrarem obstinados em culpa e rebeldia serão afastados para planetas inferiores, onde - durante séculos - terão de expiar a sua obstinação no mal.
Maria e José, como todos nós, continuam a auxiliar o Mestre na sua gloriosa missão, ajudando-vos também, debaixo da sua direção a cumprir os vossos destinos. Agora podeis compreender: quando estiverdes para alcançar a Perfeição, os Espíritos que integraram o grupo de coadjuvantes de Jesus, no desempenho da sua missão terrena, terão atingido a PERFEIÇÃO SIDERAL, colocados pelo Pai entre os Espíritos Puros.
domingo, 18 de janeiro de 2015
07/05/1970
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XIX
P - Os ensinamentos do CEU (Centro Espiritual Universalista) da LBV estão merecendo comentários especiais em nossos Postos Familiares. Os relativos a José e Maria nos levam a fazer mais uma pergunta que julgamos oportuna: - Eles faliram, alguma vez?
R - Sim, nenhum dos dois pertencia ao número dos que se conservaram sempre puros. Ambos eram ESPÍRITOS PURIFICADOS. Maria sofreu uma encarnação semi-material num planeta elevado. Encarnação semi-material porque o corpo era fluídico: participava, por esse lado, da natureza do perispírito. A natureza desses corpos fluídicos, nos mundos superiores, não vos será mais compreensível do que a do perispírito, enquanto não estiverdes em estado de conhecer a natureza dos fluidos que os compõem.
O perispírito pode, com propriedade, ser qualificado de semi-material pela simples razão de, sendo fluídico, poder materializar-se à vontade. É, com relação à vossa matéria, o que é vapor com relação a água: matéria tênue, porém matéria, capaz de, em cada ocasião, tomar a aparência de matéria compacta. Não conseguireis compreender a natureza dessa parte do vosso ser, senão quando a vossa inteligência se houver desenvolvido bastante, para sondar as profundezas do éter que vos cerca. Para vos inteirardes das qualidades do ar que vos envolve, vós o descompusestes, medistes e pesastes. O ar sempre esteve ao vosso alcance; contudo, quanto tempo vos foi preciso para chegardes a conhecê-lo! Para compreenderdes os fluidos que se encontram espalhados pelo espaço e que, por assim dizer, o compõem, necessário é que chegueis - como espírito de ciência universal - às regiões onde esses fluidos se despojem das partes heterogêneas.
O homem, que já chegou à Lua, precisará saber premonir-se contra as correntes pestilenciais para a vossa humanidade. Há dificuldades bem grandes, mas a inteligência foi por Deus dada ao homem para que a exercite. O horizonte se distende a seus olhos para o impelir, constantemente, a avançar. Que avance, pois, sem temor, mas com muita humildade. Armado de amor à ciência universal, no desejo de progredir (SUSTENTADO PELOS BONS ESPÍRITOS, PORQUE DEUS QUER QUE VOS AJUDEMOS, MAS QUE TRABALHEIS, FAZENDO A VOSSA PARTE) o homem chegará, brevemente, ao fastígio dos conhecimentos relativos à sua matéria.
Então, essa matéria que o envolve se modificará por sua vez, a fim de se prestar às NOVAS NECESSIDADES HUMANAS; e ele, de estudo em estudo, de progresso em progresso, atingirá as venturosas mansões onde estará na posse de toda a ciência referente ao vosso planeta e ao turbilhão iluminado pelo Sol.
Se quiserdes, para imaginar o que possam ser os corpos fluídicos nos planetas elevados, uma comparação com a matéria que muda de natureza sob as vossas vistas - se bem que sejam falhas todas as comparações entre coisas do vosso mundo e as coisas dos mundos elevados - compararemos o corpo humano na Terra à água, que vedes compacta, é o corpo igualmente humano, de alguns outros planetas, ao vapor. Como no primeiro caso, neste também o que temos diante dos olhos é água, mas num estado que lhe permite elevar-se nos ares, confundir-se com as nuvens, em vez de se conservar pesada sobre um suporte qualquer.
Nas encarnações que se sucedem às vossas, o corpo perde, pouco a pouco, a densidade e se torna CADA VEZ MAIS AERIFORME. Deixa de ter os pés chumbados ao solo e se mantém em equilíbrio, qualquer que seja a sua posição. Cerca as regiões que esses diversos planetas ocupam, uma atmosfera adequada às necessidades da Natureza; e, assim como a água do mar sustenta, mais facilmente que outra, o corpo que se lhe confia, do mesmo modo do ar dessas regiões tem um peso superior ao dos corpos dos mortais que as habitam.
Agora, já vos podemos dizer: a queda de Maria foi muito leve, mesmo tendo-se em vista a elevação que, SEM FALIR, ela havia alcançado; tão leve que não seríeis capazes de vislumbrar, no ato que a determinou, QUALQUER INDÍCIO DE FALTA, AINDA QUE LEVÍSSIMA. A Virgem encarnou num desses mundos benditos, por que tanto anseais. Para vós tal encarnação seria INVEJÁVEL RECOMPENSA, que tudo deveis fazer por conquistar. Mas, para a Virgem, foi uma punição, pois a privou de UM ESTADO BEM MAIS BELO.
Sirvamo-nos, ainda, de uma comparação humana. Um homem que viveu na miséria mais abjeta, recebe, certo dia, uma herança; passa a ter uma renda que lhe proporciona existência venturosa. Sem dúvida, isso é para ele O CÚMULO DA FELICIDADE. Mas outro, ao contrário, que se embalou em berço de ouro, que teve satisfeitos todos os seus caprichos, vê de súbito desmoronar-se o alto pedestal (em que julgava manter-se SEMPRE) E COMPROMETER SUA FORTUNA. Não é uma desgraça para ele? Mas é impossível, repetimos, qualquer comparação ENTRE COISAS TERRESTRES E COISAS CELESTES. Atentai, pois, no sentido, não na letra da comparação.
Maria, purificada por essa encarnação, retornou sem mais deslizes, o caminho simples e reto do progresso, e ainda o trilha, pois não chegou ao cimo, isto é, à PERFEIÇÃO SIDERAL. Embora não se ache ainda, na categoria dos Espíritos Puros, suas atuais encarnações (empregamos o termo para que possais compreender o seu estado perispirítico) tão acima que se acham das vossas inteligências QUE NÃO PODEIS FAZER IDÉIA DO QUE SEJAM!
José, cuja falta foi mais grave, teve a princípio muitas encarnações na Terra. Mas, quando encarnou para auxiliar Jesus na sua missão terrena, já se havia purificado, mediante sucessivas encarnações em mundos mais adiantados. Grande é, presentemente, a sua elevação: é um Espírito Superior, porém menos elevado que o da Virgem Maria em ciência universal.
Ambos, José e Maria, são muito inferiores a Jesus.
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XIX
P - Os ensinamentos do CEU (Centro Espiritual Universalista) da LBV estão merecendo comentários especiais em nossos Postos Familiares. Os relativos a José e Maria nos levam a fazer mais uma pergunta que julgamos oportuna: - Eles faliram, alguma vez?
R - Sim, nenhum dos dois pertencia ao número dos que se conservaram sempre puros. Ambos eram ESPÍRITOS PURIFICADOS. Maria sofreu uma encarnação semi-material num planeta elevado. Encarnação semi-material porque o corpo era fluídico: participava, por esse lado, da natureza do perispírito. A natureza desses corpos fluídicos, nos mundos superiores, não vos será mais compreensível do que a do perispírito, enquanto não estiverdes em estado de conhecer a natureza dos fluidos que os compõem.
O perispírito pode, com propriedade, ser qualificado de semi-material pela simples razão de, sendo fluídico, poder materializar-se à vontade. É, com relação à vossa matéria, o que é vapor com relação a água: matéria tênue, porém matéria, capaz de, em cada ocasião, tomar a aparência de matéria compacta. Não conseguireis compreender a natureza dessa parte do vosso ser, senão quando a vossa inteligência se houver desenvolvido bastante, para sondar as profundezas do éter que vos cerca. Para vos inteirardes das qualidades do ar que vos envolve, vós o descompusestes, medistes e pesastes. O ar sempre esteve ao vosso alcance; contudo, quanto tempo vos foi preciso para chegardes a conhecê-lo! Para compreenderdes os fluidos que se encontram espalhados pelo espaço e que, por assim dizer, o compõem, necessário é que chegueis - como espírito de ciência universal - às regiões onde esses fluidos se despojem das partes heterogêneas.
O homem, que já chegou à Lua, precisará saber premonir-se contra as correntes pestilenciais para a vossa humanidade. Há dificuldades bem grandes, mas a inteligência foi por Deus dada ao homem para que a exercite. O horizonte se distende a seus olhos para o impelir, constantemente, a avançar. Que avance, pois, sem temor, mas com muita humildade. Armado de amor à ciência universal, no desejo de progredir (SUSTENTADO PELOS BONS ESPÍRITOS, PORQUE DEUS QUER QUE VOS AJUDEMOS, MAS QUE TRABALHEIS, FAZENDO A VOSSA PARTE) o homem chegará, brevemente, ao fastígio dos conhecimentos relativos à sua matéria.
Então, essa matéria que o envolve se modificará por sua vez, a fim de se prestar às NOVAS NECESSIDADES HUMANAS; e ele, de estudo em estudo, de progresso em progresso, atingirá as venturosas mansões onde estará na posse de toda a ciência referente ao vosso planeta e ao turbilhão iluminado pelo Sol.
Se quiserdes, para imaginar o que possam ser os corpos fluídicos nos planetas elevados, uma comparação com a matéria que muda de natureza sob as vossas vistas - se bem que sejam falhas todas as comparações entre coisas do vosso mundo e as coisas dos mundos elevados - compararemos o corpo humano na Terra à água, que vedes compacta, é o corpo igualmente humano, de alguns outros planetas, ao vapor. Como no primeiro caso, neste também o que temos diante dos olhos é água, mas num estado que lhe permite elevar-se nos ares, confundir-se com as nuvens, em vez de se conservar pesada sobre um suporte qualquer.
Nas encarnações que se sucedem às vossas, o corpo perde, pouco a pouco, a densidade e se torna CADA VEZ MAIS AERIFORME. Deixa de ter os pés chumbados ao solo e se mantém em equilíbrio, qualquer que seja a sua posição. Cerca as regiões que esses diversos planetas ocupam, uma atmosfera adequada às necessidades da Natureza; e, assim como a água do mar sustenta, mais facilmente que outra, o corpo que se lhe confia, do mesmo modo do ar dessas regiões tem um peso superior ao dos corpos dos mortais que as habitam.
Agora, já vos podemos dizer: a queda de Maria foi muito leve, mesmo tendo-se em vista a elevação que, SEM FALIR, ela havia alcançado; tão leve que não seríeis capazes de vislumbrar, no ato que a determinou, QUALQUER INDÍCIO DE FALTA, AINDA QUE LEVÍSSIMA. A Virgem encarnou num desses mundos benditos, por que tanto anseais. Para vós tal encarnação seria INVEJÁVEL RECOMPENSA, que tudo deveis fazer por conquistar. Mas, para a Virgem, foi uma punição, pois a privou de UM ESTADO BEM MAIS BELO.
Sirvamo-nos, ainda, de uma comparação humana. Um homem que viveu na miséria mais abjeta, recebe, certo dia, uma herança; passa a ter uma renda que lhe proporciona existência venturosa. Sem dúvida, isso é para ele O CÚMULO DA FELICIDADE. Mas outro, ao contrário, que se embalou em berço de ouro, que teve satisfeitos todos os seus caprichos, vê de súbito desmoronar-se o alto pedestal (em que julgava manter-se SEMPRE) E COMPROMETER SUA FORTUNA. Não é uma desgraça para ele? Mas é impossível, repetimos, qualquer comparação ENTRE COISAS TERRESTRES E COISAS CELESTES. Atentai, pois, no sentido, não na letra da comparação.
Maria, purificada por essa encarnação, retornou sem mais deslizes, o caminho simples e reto do progresso, e ainda o trilha, pois não chegou ao cimo, isto é, à PERFEIÇÃO SIDERAL. Embora não se ache ainda, na categoria dos Espíritos Puros, suas atuais encarnações (empregamos o termo para que possais compreender o seu estado perispirítico) tão acima que se acham das vossas inteligências QUE NÃO PODEIS FAZER IDÉIA DO QUE SEJAM!
José, cuja falta foi mais grave, teve a princípio muitas encarnações na Terra. Mas, quando encarnou para auxiliar Jesus na sua missão terrena, já se havia purificado, mediante sucessivas encarnações em mundos mais adiantados. Grande é, presentemente, a sua elevação: é um Espírito Superior, porém menos elevado que o da Virgem Maria em ciência universal.
Ambos, José e Maria, são muito inferiores a Jesus.
sábado, 17 de janeiro de 2015
06/05/1970
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XVIII
P - Já que o Espírito da Verdade apreciou a hierarquia dos Espíritos nos diferentes mundos do Universo, poderia também falar das funções que lhes são confiadas pelo Criador?
R - Gravai bem: o Espírito Puro, embora tenha muito que fazer, ainda, para ganhar os extremos limites da ciência universal no infinito, é sempre - moral e intelectualmente - perfeito com relação a todos os planetas de que se aproxime.
Os Espíritos Puros são os mediadores entre a essência eterna de vida, a Inteligência Suprema, o Criador Incriado, causa primeira onipresente, onisciente e onipotente - DEUS - e os Espíritos Superiores, ministros das Vontades Divinas, os quais, segundo a escala hierárquica, por intermédio dos Bons Espíritos, as fazem chegar até vós.
Eles trabalham, desempenhando a função que o Senhor lhes confiou, concernente ao progresso universal, na preparação, no desenvolvimento, na direção, no funcionamento, na realização da vida e da harmonia universais, SEGUNDO AS LEIS NATURAIS E IMUTÁVEIS ESTABELECIDAS DESDE TODA A ETERNIDADE, na Imensidade, no Infinito, em todos os mundos, quer se trate dos que são habitados pelos que faliram, quer dos que servem de habitação aos que, sem falir, seguem a via de progresso que lhes é indicada.
Cada mundo, qualquer que ele seja, tem por PROTETOR E GOVERNADOR UM ESPÍRITO, UM CRISTO DE DEUS, cuja Perfeição se perde na noite da Eternidade; infalível, que não faliu jamais e que, tendo-lhe presidido a formação, está encarregado de seu desenvolvimento e de seu progresso, assim como todos os seus Espíritos que o habitam, a fim de os conduzir à Perfeição. As missões desses Cristos de Deus são relativas, conforme ao grau e ao desenvolvimento do planeta.
As terras ingratas, como a vossa, eles pregam o AMOR; aos mundos mais elevados levam as GRANDES DESCOBERTAS, as ciências e as artes, desempenhando - em todos - as funções de alavanca para soerguer os instintos adormecidos, sempre de acordo com as capacidades e necessidades do planeta, cuja direção lhes cabe. Quaisquer que sejam a inferioridade ou a superioridade dos mundos confiados ao seu governo, é sempre com o máximo zelo que desempenham as missões que lhes couberam, seja em Marte, seja na Terra, em Vênus ou em Júpiter.
Os Espíritos que, depois de terem falido, atingiram, purificando-se, a PERFEIÇÃO SIDERAL, e se tornaram, assim, Espíritos Puros, olham sempre com uma espécie de respeito e de amor para os que souberam manter-se invulneráveis, sem falir, conservando-se constantemente puros na via de progresso, até chegarem àquela Perfeição. Não acrediteis, porém, que haja uma linha de demarcação entre os que faliram e os que se mantiveram puros. Não: entre eles há completa igualdade de pureza, devotamento e amor. DEIXAI AOS HOMENS DO VOSSO PLANETA A HIERARQUIA DAS POSIÇÕES E A DESIGUALDADE DAS CONDIÇÕES SOCIAIS! PARA O SENHOR, É IGUAL TUDO O QUE É IGUALMENTE PURO!
Dissemos que os Espíritos Protetores e Governadores de planetas eram infalíveis e nunca faliram. São infalíveis por estarem EM RELAÇÃO DIRETA COM DEUS, recebendo dele as vontades e as inspirações. Não faliram nunca: são, portanto, superiores, em ciência universal, aos que, depois de terem falido, se tornaram Espíritos Puros. Ninguém procure, aí, vislumbrar qualquer pensamento ou ato de parcialidade: Deus que é a PERFEITA JUSTIÇA, É INCAPAZ DE PARCIALIDADE. A hierarquia, como já sabeis, se estabelece entre os Espíritos em consequência da elevação e do progresso deles.
Todos devem compreender: o Espírito que - desde a sua origem - progrediu sem se afastar nunca do caminho traçado, ESTÁ SEMPRE MAIS ADIANTADO EM CIÊNCIA UNIVERSAL DO QUE OUTRO QUE SE PURIFICOU DEPOIS DE HAVER FALIDO. Ora, naturalmente aos mais adiantados devem caber as missões mais importantes do Universo.
Maria e José eram, ambos, Espíritos perfeitos quando encarnaram em missão: eram perfeitos relativamente a vós, porque possuíam a perfeição moral e intelectual, relativamente ao vosso planeta. Não o eram, porém, com relação aos mundos superiores que os dois já haviam habitado. Eram Espíritos Superiores, muito elevados na hierarquia espiritual, com relação a vós outros, mas não tinham ainda ascendido ao ponto culminante da Perfeição, a PERFEIÇÃO SIDERAL. Eram Espíritos devotados e bons, mas que ainda precisavam progredir muito em ciência universal, para chegarem àquela Perfeição. Por isso dissemos que eram inferiores a Jesus.
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XVIII
P - Já que o Espírito da Verdade apreciou a hierarquia dos Espíritos nos diferentes mundos do Universo, poderia também falar das funções que lhes são confiadas pelo Criador?
R - Gravai bem: o Espírito Puro, embora tenha muito que fazer, ainda, para ganhar os extremos limites da ciência universal no infinito, é sempre - moral e intelectualmente - perfeito com relação a todos os planetas de que se aproxime.
Os Espíritos Puros são os mediadores entre a essência eterna de vida, a Inteligência Suprema, o Criador Incriado, causa primeira onipresente, onisciente e onipotente - DEUS - e os Espíritos Superiores, ministros das Vontades Divinas, os quais, segundo a escala hierárquica, por intermédio dos Bons Espíritos, as fazem chegar até vós.
Eles trabalham, desempenhando a função que o Senhor lhes confiou, concernente ao progresso universal, na preparação, no desenvolvimento, na direção, no funcionamento, na realização da vida e da harmonia universais, SEGUNDO AS LEIS NATURAIS E IMUTÁVEIS ESTABELECIDAS DESDE TODA A ETERNIDADE, na Imensidade, no Infinito, em todos os mundos, quer se trate dos que são habitados pelos que faliram, quer dos que servem de habitação aos que, sem falir, seguem a via de progresso que lhes é indicada.
Cada mundo, qualquer que ele seja, tem por PROTETOR E GOVERNADOR UM ESPÍRITO, UM CRISTO DE DEUS, cuja Perfeição se perde na noite da Eternidade; infalível, que não faliu jamais e que, tendo-lhe presidido a formação, está encarregado de seu desenvolvimento e de seu progresso, assim como todos os seus Espíritos que o habitam, a fim de os conduzir à Perfeição. As missões desses Cristos de Deus são relativas, conforme ao grau e ao desenvolvimento do planeta.
As terras ingratas, como a vossa, eles pregam o AMOR; aos mundos mais elevados levam as GRANDES DESCOBERTAS, as ciências e as artes, desempenhando - em todos - as funções de alavanca para soerguer os instintos adormecidos, sempre de acordo com as capacidades e necessidades do planeta, cuja direção lhes cabe. Quaisquer que sejam a inferioridade ou a superioridade dos mundos confiados ao seu governo, é sempre com o máximo zelo que desempenham as missões que lhes couberam, seja em Marte, seja na Terra, em Vênus ou em Júpiter.
Os Espíritos que, depois de terem falido, atingiram, purificando-se, a PERFEIÇÃO SIDERAL, e se tornaram, assim, Espíritos Puros, olham sempre com uma espécie de respeito e de amor para os que souberam manter-se invulneráveis, sem falir, conservando-se constantemente puros na via de progresso, até chegarem àquela Perfeição. Não acrediteis, porém, que haja uma linha de demarcação entre os que faliram e os que se mantiveram puros. Não: entre eles há completa igualdade de pureza, devotamento e amor. DEIXAI AOS HOMENS DO VOSSO PLANETA A HIERARQUIA DAS POSIÇÕES E A DESIGUALDADE DAS CONDIÇÕES SOCIAIS! PARA O SENHOR, É IGUAL TUDO O QUE É IGUALMENTE PURO!
Dissemos que os Espíritos Protetores e Governadores de planetas eram infalíveis e nunca faliram. São infalíveis por estarem EM RELAÇÃO DIRETA COM DEUS, recebendo dele as vontades e as inspirações. Não faliram nunca: são, portanto, superiores, em ciência universal, aos que, depois de terem falido, se tornaram Espíritos Puros. Ninguém procure, aí, vislumbrar qualquer pensamento ou ato de parcialidade: Deus que é a PERFEITA JUSTIÇA, É INCAPAZ DE PARCIALIDADE. A hierarquia, como já sabeis, se estabelece entre os Espíritos em consequência da elevação e do progresso deles.
Todos devem compreender: o Espírito que - desde a sua origem - progrediu sem se afastar nunca do caminho traçado, ESTÁ SEMPRE MAIS ADIANTADO EM CIÊNCIA UNIVERSAL DO QUE OUTRO QUE SE PURIFICOU DEPOIS DE HAVER FALIDO. Ora, naturalmente aos mais adiantados devem caber as missões mais importantes do Universo.
Maria e José eram, ambos, Espíritos perfeitos quando encarnaram em missão: eram perfeitos relativamente a vós, porque possuíam a perfeição moral e intelectual, relativamente ao vosso planeta. Não o eram, porém, com relação aos mundos superiores que os dois já haviam habitado. Eram Espíritos Superiores, muito elevados na hierarquia espiritual, com relação a vós outros, mas não tinham ainda ascendido ao ponto culminante da Perfeição, a PERFEIÇÃO SIDERAL. Eram Espíritos devotados e bons, mas que ainda precisavam progredir muito em ciência universal, para chegarem àquela Perfeição. Por isso dissemos que eram inferiores a Jesus.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
05/05/1970
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XVII
P - Queremos saber quais o sentido e o alcance destas palavras ditadas pelo Espírito da Verdade: "Maria, Espírito perfeito; José, Espírito perfeito, menos elevado que a Virgem; ambos inferiores a Jesus". Quais, na PERFEIÇÃO, a causa e o motivo da inferioridade de uns com relação a outros?
R - Deus é perfeito de toda a Eternidade, somente Ele tem a PERFEIÇÃO ABSOLUTA: o amor universal infinito, a ciência universal infinita. Somente Deus pode dizer: "não irei mais longe". Porque, desde toda a Eternidade, está no limite supremo (pobre linguagem humana!). DEUS É ÚNICO QUE, TENDO SEMPRE SIDO, TENDO SEMPRE SABIDO, NADA TEM DE APRENDER OU DE SER MAIS. Criador incriado, Ele é ETERNO, e o ETERNO não tem causa.
Ora, o Espírito criado jamais o pode igualar; tudo, no Universo, na imensidade, do infinito, tende sempre a progredir. Portanto, o Espírito - por mais adiantado que seja, moral, intelectual e espiritualmente - não poderá nunca igualar-se a Deus: tem de aprender sempre através das "eternidades", por toda a Eternidade!
Para o Espírito, qualquer que seja, o progresso intelectual é indefinido, restando-lhe sempre aquisições a fazer em ciência universal, SEM QUE O HAJA LIMITE ALGUM PARA ESSE PERMANENTE PROGREDIR. A PERFEIÇÃO MORAL, COMO A INTELECTUAL É RELATIVA. Um Espírito pode ser moral e intelectualmente perfeito com relação a todos os mundos inferiores ao que ele habita. Pode ser muito elevado relativamente a vós outros na hierarquia espiritual; perfeito, moral e intelectualmente, relativamente AO VOSSO PLANETA, e não ter chegado ainda ao ponto culminante da perfeição. Cumpre-lhe, para atingi-lo, progredir muito em ciência universal. São esses os Espíritos que designais superiores.
Perfeito, com relação a vós e ao vosso planeta, é o Espírito que se tornou senhor das paixões e soube libertar-se delas; que se despojou de toda a impureza de pensamento e, por conseguinte, de ação; que vive animado do mais ardente e devotado amor a todas as criaturas de Deus; que alcançou o apogeu do amor e da caridade, MAS NÃO DA CIÊNCIA UNIVERSAL.
O ponto culminante da Perfeição é a PERFEIÇÃO SIDERAL, isto é, a perfeição moral e intelectual relativamente aos mundos superiores e inferiores, materiais ou fluídicos, habitados por Espíritos que faliram ou por Espíritos que não faliram, até chegarem aos MUNDOS FLUÍDICOS PUROS, onde a essência do perispírito já está completamente purificada, do que RESULTA NÃO SE ACHAR MAIS O ESPÍRITO SUJEITO A ENCARNAR EM PLANETA ALGUM, porque já é nula sobre ele a influência da matéria.
A PERFEIÇÃO SIDERAL SÓ O ESPÍRITO PURO A POSSUI; não possui, porém, o saber sem limites, do qual só Deus dispõe. Nem mesmo os Espíritos mais aproximados Dele pela ciência desfrutam desse saber sem limites, porquanto nenhum Espírito criado - é preciso repetir - poderá JAMAIS igualar-se a Deus.
Aquele que conquistou a infalibilidade moral, não é infalível intelectualmente, senão de modo relativo e por efeito da essência de que goza, quando lhe falta alguma coisa da ciência para o desempenho de qualquer missão. Perfeito moralmente com relação a todos os Espíritos, sejam quais forem, ele é sempre, porque Deus assim o quer, assistido e sustentado pelos que lhe estão superiores em ciência.
A hierarquia que, no tocante à ciência, existe entre os Espíritos Puros, não passa - dentro da igualdade resultante da pureza que lhes é comum - de um princípio de assistência que se origina de Deus, Única Fonte de onde promanam e à qual remontam todo o mérito e todo o poder.
Continuaremos, antes de vos falarmos de Jesus, Maria e José.
DEUS E A VIDA UNIVERSAL - XVII
P - Queremos saber quais o sentido e o alcance destas palavras ditadas pelo Espírito da Verdade: "Maria, Espírito perfeito; José, Espírito perfeito, menos elevado que a Virgem; ambos inferiores a Jesus". Quais, na PERFEIÇÃO, a causa e o motivo da inferioridade de uns com relação a outros?
R - Deus é perfeito de toda a Eternidade, somente Ele tem a PERFEIÇÃO ABSOLUTA: o amor universal infinito, a ciência universal infinita. Somente Deus pode dizer: "não irei mais longe". Porque, desde toda a Eternidade, está no limite supremo (pobre linguagem humana!). DEUS É ÚNICO QUE, TENDO SEMPRE SIDO, TENDO SEMPRE SABIDO, NADA TEM DE APRENDER OU DE SER MAIS. Criador incriado, Ele é ETERNO, e o ETERNO não tem causa.
Ora, o Espírito criado jamais o pode igualar; tudo, no Universo, na imensidade, do infinito, tende sempre a progredir. Portanto, o Espírito - por mais adiantado que seja, moral, intelectual e espiritualmente - não poderá nunca igualar-se a Deus: tem de aprender sempre através das "eternidades", por toda a Eternidade!
Para o Espírito, qualquer que seja, o progresso intelectual é indefinido, restando-lhe sempre aquisições a fazer em ciência universal, SEM QUE O HAJA LIMITE ALGUM PARA ESSE PERMANENTE PROGREDIR. A PERFEIÇÃO MORAL, COMO A INTELECTUAL É RELATIVA. Um Espírito pode ser moral e intelectualmente perfeito com relação a todos os mundos inferiores ao que ele habita. Pode ser muito elevado relativamente a vós outros na hierarquia espiritual; perfeito, moral e intelectualmente, relativamente AO VOSSO PLANETA, e não ter chegado ainda ao ponto culminante da perfeição. Cumpre-lhe, para atingi-lo, progredir muito em ciência universal. São esses os Espíritos que designais superiores.
Perfeito, com relação a vós e ao vosso planeta, é o Espírito que se tornou senhor das paixões e soube libertar-se delas; que se despojou de toda a impureza de pensamento e, por conseguinte, de ação; que vive animado do mais ardente e devotado amor a todas as criaturas de Deus; que alcançou o apogeu do amor e da caridade, MAS NÃO DA CIÊNCIA UNIVERSAL.
O ponto culminante da Perfeição é a PERFEIÇÃO SIDERAL, isto é, a perfeição moral e intelectual relativamente aos mundos superiores e inferiores, materiais ou fluídicos, habitados por Espíritos que faliram ou por Espíritos que não faliram, até chegarem aos MUNDOS FLUÍDICOS PUROS, onde a essência do perispírito já está completamente purificada, do que RESULTA NÃO SE ACHAR MAIS O ESPÍRITO SUJEITO A ENCARNAR EM PLANETA ALGUM, porque já é nula sobre ele a influência da matéria.
A PERFEIÇÃO SIDERAL SÓ O ESPÍRITO PURO A POSSUI; não possui, porém, o saber sem limites, do qual só Deus dispõe. Nem mesmo os Espíritos mais aproximados Dele pela ciência desfrutam desse saber sem limites, porquanto nenhum Espírito criado - é preciso repetir - poderá JAMAIS igualar-se a Deus.
Aquele que conquistou a infalibilidade moral, não é infalível intelectualmente, senão de modo relativo e por efeito da essência de que goza, quando lhe falta alguma coisa da ciência para o desempenho de qualquer missão. Perfeito moralmente com relação a todos os Espíritos, sejam quais forem, ele é sempre, porque Deus assim o quer, assistido e sustentado pelos que lhe estão superiores em ciência.
A hierarquia que, no tocante à ciência, existe entre os Espíritos Puros, não passa - dentro da igualdade resultante da pureza que lhes é comum - de um princípio de assistência que se origina de Deus, Única Fonte de onde promanam e à qual remontam todo o mérito e todo o poder.
Continuaremos, antes de vos falarmos de Jesus, Maria e José.
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