15/02/1970
JESUS, O CRISTO - IV
P - A revisão geral dos ensinamentos dos Espíritos era uma necessidade inadiável para eliminar as infiltrações mediúnicas nos escritos de Kardec e Roustaing. Que diz o CEU sobre o corpo de Jesus?
R - Somente um Espírito Puro, não mais sujeito a encarnação alguma em qualquer planeta, por já haver atingido a perfeição sideral, dispõe de TODOS OS FLUIDOS; como possuidor que é de uma ciência completa, goza de inteira liberdade e independência; e tem a consciência exata da sua origem, seja qual for o perispírito que tome e assimile às regiões que deseje percorrer.
Esse perispírito ou corpo fluídico, apropriado ao planeta, ele o toma, deixa e retoma, conservando-lhe os princípios constitutivos sempre prontos a se separarem ou reunirem, POR EFEITO DA SUA BOA VONTADE, SEGUNDO AS CONDIÇÕES E NECESSIDADES DA MISSÃO SUPERIOR QUE LHES CAIBA DESEMPENHAR.
Lembrai-vos destas palavras de Jesus, aludindo, antes e depois do sacrifício do Gólgota, à sua missão terrena e a esse mesmo sacrifício, caracterizando o corpo que Ele revestia e que constituía sua vida aos olhos dos homens: "DEIXO A VIDA PARA RETOMAR. NINGUÉM ME TIRA A VIDA; SOU EU QUE POR MIM MESMO A DEIXO. TENHO O PODER DE A DEIXAR E TENHO O PODER DE A RETOMAR" (João, X: 18).
Jesus pôde, inicialmente, por ato exclusivo da sua Boa Vontade, atraindo a si os necessários fluidos ambientes, constituir o perispírito ou corpo fluídico tangível que vestiu, para surgir no vosso mundo sob o aspecto de uma criancinha.
Maria também, antes da sua encarnação, por devotamento e por amor, pedira a graça de participar da Obra de Jesus, atraindo os fluidos necessários à formação daquele perispírito. Dessa maneira tinha de se verificar a sua cooperação, MAS DE FORMA PARA ELA INCONSCIENTE, porque o estado de encarnação humana a impedia de se lembrar. Assim, ao se aproximar o momento final da sua gravidez aos olhos dos homens, ela - inconscientemente, mas ardendo no desejo de cumprir a missão que o Senhor lhe revelara por intermédio do Anjo - estabeleceu pela emanação dos fluidos do seu perispírito uma irradiação apta a atrair os fluidos necessários a formação do corpo de Jesus. Nenhum efeito, entretanto, teria produzido a ação inconsciente da Virgem, sem a intenção daquele que ia descer ao vosso mundo. Jesus constiuiu, portanto, pela ação poderosa da sua Boa Vontade, o perispírito tangível, e quase material, tendo em vista o planeta em que habitais, um corpo relativamente semelhante ao vosso.
Falando desse invólucro fluídico (a que chamamos para sermos compreendido pelo vosso entendimento humano) perispírito tangível, acrescentamos: e quase material. Sim, era quase material no sentido de que Jesus assimilara, para formá-lo, os fluidos ambientes que servem à formação dos vossos seres. Não esqueçais que o Espírito apropria seu perispírito às regiões que percorre; que a Terra é um dos mundos inferiores e, por conseguinte, os elementos de tangibilidade aí podem reunir-se tanto mais facilmente quanto mais poderosa seja a força desse Espírito. A CIÊNCIA HUMANA ACHA CÔMODO RIR, TODA VEZ QUE É INCAPAZ DE COMPREENDER. Sim, o perispírito do homem, sobretudo no estado de tangibilidade, é semi-material.
Já encontrou a ciência, porventura, meios de comparar o ambiente que vos envolve com os dos outros planetas?
Acaso já pode o sábio descer aos planetas inferiores, para sentir que o ar que o cerca sufocaria pelo seu peso, lhe toldaria a vista pela sua espessura e lhe pareceria um véu estendido por sobre tudo o que em torno dele se encontrasse?
Já subiu aos mundos dos superiores a fim de sentir a vertigem que lhe causaria a sutileza do ar?
Já sentiu seus olhos se dilatarem, com o auxílio das camadas de ar superpostas e, varando distâncias para ele incomensuráveis, ir sua vista perceber objetos em dimensões tais que os vossos telescópios não conseguem divisar?
Qual a razão dessas diferenças?
É que as camadas de fluidos são apropriadas às vossas necessidades. Vós o sabeis e dizeis, mas não compreendeis as causas e não procurais compreender os efeitos. O perispírito humano, como perispírito tangível, com relação a vós, é semi-material, Assim como o vapor é semi-líquido e a fumaça é semi-aérea. Relativamente à natureza que vos é peculiar, o corpo dos habitantes dos mundos superiores, bem como o perispírito humano do vosso planeta, É UM CORPO FLUÍDICO; mas, quando vos é dado vê-lo, tem toda a aparência de material.
O corpo perispirítico de Jesus era mais material que o corpo perispirítico do Espírito Superior, não podendo, entretanto, ser estabelecida a respeito nenhuma comparação. MAIOR AINDA ERA A DIFERENÇA ENTRE ESSE CORPO DE JESUS E OS VOSSOS CORPOS DE LAMA. Aquele pariticipava em grande escala do corpo do homem nos mundos superiores, pois se compunha dos mesmo elementos, mas já modificado, solidificado por meio dos fluidos humanos ou animalizados, de modo a se manter, segundo a Boa Vontade do Mestre e as necessidades da sua missão terrena, visível e tangível para os homens, com todas as humanas aparências do vosso planeta.
Que o homem não se insurja contra essa possibilidade, pelo fato de ainda não poder explicar UMA COMPOSIÇÃO QUE SE EFETUA FORA DAS LEIS MATERIAIS DA SUA NATUREZA.
Não vos diremos: "Tudo é possível a Deus", como os que, por essas palavras, procura explicar o que não compreendem. Ao contrário, nós vos dizemos: O QUE O HOMEM, NA SUA IGNORÂNCIA, CONSIDERA UMA DERROGAÇÃO DAS LEIS IMUTÁVEIS NÃO É, SEQUER, UM DESLOCAMENTO DAS LEIS UNIVERSAIS: E SIM, UMA APLICAÇÃO DELAS.
Quando o sábio vencer as dificuldades que o impedem de conhecer o espaço, quando tiver chegado a decompor as camadas de ar superpostas nas alturas, quando compreender as PROPRIEDADES E EFEITOS DOS FLUIDOS, o uso que deles pode fazer - então verá que O QUE HOJE PROVOCA A ZOMBARIA DA IGNORÂNCIA E DA INCREDULIDADE SE TORNARÁ UM FATO PATENTE, analisando, decomposto e comprovado pela ciência, ADMIRADA DE QUE TÃO PODEROSOS AGENTES NÃO TENHAM ESTADO SEMPRE SUBMETIDOS AO SEU IMPÉRIO, COMO SE ADMIRA DE NÃO TER EMPREGADO SEMPRE A ELETRICIDADE, CUJOS EFEITOS VISÍVEIS ADMITE, MAS CUJAS CAUSAS NÃO DETERMINOU.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
14/02/1970
JESUS, O CRISTO - III
P - Ainda hoje, decorridos quase dois mil anos, é duro pregar aos homens as Verdades Divinas. Já dizia Jesus: "O Espírito está pronto, mas a carne é fraca". Como poderão as criaturas entender a missão sublime de Jesus na Terra?
R - Infinita é a paciência do Bom Pastor. Ao viver pessoalmente entre vós, viu o Mestre que o valor espiritual do homem devia ser realçado. Seus deveres tinham de ser maiores. Durante todo o tempo da sua missão terrena, Jesus foi considerado como um homem igual aos outros, como um profeta encarnado na matéria humana, exatamente como os profetas da antiga lei.
Os homens só o tomaram pelo próprio Deus depois do sacrifício do Gólgota, depois do seu reaparecimento chamado "ressurreição" e pela lembrança dos atos que praticara e que todos chamavam de "milagres".
Dar-lhes a conhecer os segredos do além, seria atraí-los a um terreno perigoso. Ainda não estavam fortes para se preservarem do perigo das relações com o mundo invisível para receberem e aceitarem a Lei da Reencarnação, com seus princípios e suas consequências. Por tanto tempo tinham tremido sob o bastão de ferro de Moisés, na linha do olho por olho, dente por dente, que não entenderiam o Deus de Amor. Ou então, fiados no perdão eterno do Pai de infinita misericórdia, nenhum esforço tentariam mais no sentido do progresso. O Espírito Redentor, portanto, não lhes falaria aos sentidos.
Profundamente materiais, eles precisavam da matéria idealizada, que os preparasse para a compreensão da vida espiritual. Entendidas estas palavras, já vos podemos falar: o tempo - cerca de vinte séculos - e as reencarnações sucessivas, trazendo consigo a expiação, a reparação, a depuração - vos prepararam para o entendimento das coisas espirituais. À matéria - a letra; à inteligência - o espírito.
Chegaram os tempos de ser totalmente revelada a origem espiritual de Jesus. A letra já deu seus frutos, agora mata; soou a hora do espírito, que vivifica. O aparecimento de Jesus entre os homens não foi um fato aberrante das leis da natureza. Há, como sabeis, mundos inferiores e mundos superiores. Quanto mais o Espírito se depura, tanto mais se afasta dos instintos materiais. Quanto mais perto se encontra das encarnações primitivas, tanto mais se entrega às necessidades que o aproximam do animal. O mesmo se dá com todas as necessidades da existência material, que se diversificam e vão desaparecendo à medida que o Espírito se depura.
À proporção que sobe na escala dos mundos, mais as leis da carne e, portanto, os meios de reprodução se aperfeiçoam e espiritualizam. A UNIÃO DA MATÉRIA PARA FORMAR A MATÉRIA é uma das condições inerentes à vossa inferioridade e só existe nos mundos materiais como a Terra.
Já nos mundos superiores, suficientemente elevados, A VONTADE CONSTITUI A BASE DA LEI DE REPRODUÇÃO. A vontade é que a provoca, operando - sob a ação magnética - a reunião dos fluidos adequados no seio da família onde esta vontade se manifesta. Em tais mundos, o Espírito surge por ENCARNAÇÃO FLUÍDICA, isto é, por incorporação.
Ao chegar ao planeta, encontra os fluidos necessários à sua incorporação e, por isso mesmo, a executa com o auxílio daqueles fluidos, na família que o vai receber e tutelar. A vontade (ou desejo dos pais) o chama, e essa mesma vontade exerce etração sobre os fluidos que, associando-se ao perispírito, e sendo por este assimilados compõem - de acordo com as leis do vosso planeta - UM CORPO RELATIVAMENTE SEMELHANTE AO VOSSO.
Os laços que ligam os pais aos filhos são mais fortes do que entre vós, e não são suscetíveis - como no vosso mundo - de se desfazerem ou afrouxarem, por isso que os pais e filhos compreendem toda a extensão deles. Nesses mundos elevados não há macho e fêmea, no sentido que dais a estas palavras.
Os instintos experimentam algumas variações, mas nada tem de comum com os vossos sentidos materiais. É difícil (e mesmo inútil, agora) dar-vos explicações que não podereis apreender. Sabei, unicamente, que há diferença de sexos, sob o ponto de vista moral e fluídico. Essa diferença provém da que existe na natureza e na propriedade dos fluidos, assim como no emprego que se lhes dá, no estado de encarnação ou incorporação.
Sabei, também, que o moral e o físico sempre estão ligados um ao outro em todas as esferas, e que os fluidos servem para exprimir os sentimentos e as faculdades do Espírito. Disso, tendes aí um exemplo, ainda que muito material: o Espírito que encarna sob a influência da matéria.
Que é a matéria?
Fluidos espessados e solidificados, do mesmo modo que o gelo dos rios é uma concentração do leve vapor que deles se desprende sob a ação dos raios solares.
Nos mundos superiores, o amor (que os homens tanto profanam) existe em grande desenvolvimento, mas sempre em condições de pureza. Quanto mais o Espírito se eleva, tanto mais viva se lhe desenha na memória a miragem do passado.
JESUS, O CRISTO - III
P - Ainda hoje, decorridos quase dois mil anos, é duro pregar aos homens as Verdades Divinas. Já dizia Jesus: "O Espírito está pronto, mas a carne é fraca". Como poderão as criaturas entender a missão sublime de Jesus na Terra?
R - Infinita é a paciência do Bom Pastor. Ao viver pessoalmente entre vós, viu o Mestre que o valor espiritual do homem devia ser realçado. Seus deveres tinham de ser maiores. Durante todo o tempo da sua missão terrena, Jesus foi considerado como um homem igual aos outros, como um profeta encarnado na matéria humana, exatamente como os profetas da antiga lei.
Os homens só o tomaram pelo próprio Deus depois do sacrifício do Gólgota, depois do seu reaparecimento chamado "ressurreição" e pela lembrança dos atos que praticara e que todos chamavam de "milagres".
Dar-lhes a conhecer os segredos do além, seria atraí-los a um terreno perigoso. Ainda não estavam fortes para se preservarem do perigo das relações com o mundo invisível para receberem e aceitarem a Lei da Reencarnação, com seus princípios e suas consequências. Por tanto tempo tinham tremido sob o bastão de ferro de Moisés, na linha do olho por olho, dente por dente, que não entenderiam o Deus de Amor. Ou então, fiados no perdão eterno do Pai de infinita misericórdia, nenhum esforço tentariam mais no sentido do progresso. O Espírito Redentor, portanto, não lhes falaria aos sentidos.
Profundamente materiais, eles precisavam da matéria idealizada, que os preparasse para a compreensão da vida espiritual. Entendidas estas palavras, já vos podemos falar: o tempo - cerca de vinte séculos - e as reencarnações sucessivas, trazendo consigo a expiação, a reparação, a depuração - vos prepararam para o entendimento das coisas espirituais. À matéria - a letra; à inteligência - o espírito.
Chegaram os tempos de ser totalmente revelada a origem espiritual de Jesus. A letra já deu seus frutos, agora mata; soou a hora do espírito, que vivifica. O aparecimento de Jesus entre os homens não foi um fato aberrante das leis da natureza. Há, como sabeis, mundos inferiores e mundos superiores. Quanto mais o Espírito se depura, tanto mais se afasta dos instintos materiais. Quanto mais perto se encontra das encarnações primitivas, tanto mais se entrega às necessidades que o aproximam do animal. O mesmo se dá com todas as necessidades da existência material, que se diversificam e vão desaparecendo à medida que o Espírito se depura.
À proporção que sobe na escala dos mundos, mais as leis da carne e, portanto, os meios de reprodução se aperfeiçoam e espiritualizam. A UNIÃO DA MATÉRIA PARA FORMAR A MATÉRIA é uma das condições inerentes à vossa inferioridade e só existe nos mundos materiais como a Terra.
Já nos mundos superiores, suficientemente elevados, A VONTADE CONSTITUI A BASE DA LEI DE REPRODUÇÃO. A vontade é que a provoca, operando - sob a ação magnética - a reunião dos fluidos adequados no seio da família onde esta vontade se manifesta. Em tais mundos, o Espírito surge por ENCARNAÇÃO FLUÍDICA, isto é, por incorporação.
Ao chegar ao planeta, encontra os fluidos necessários à sua incorporação e, por isso mesmo, a executa com o auxílio daqueles fluidos, na família que o vai receber e tutelar. A vontade (ou desejo dos pais) o chama, e essa mesma vontade exerce etração sobre os fluidos que, associando-se ao perispírito, e sendo por este assimilados compõem - de acordo com as leis do vosso planeta - UM CORPO RELATIVAMENTE SEMELHANTE AO VOSSO.
Os laços que ligam os pais aos filhos são mais fortes do que entre vós, e não são suscetíveis - como no vosso mundo - de se desfazerem ou afrouxarem, por isso que os pais e filhos compreendem toda a extensão deles. Nesses mundos elevados não há macho e fêmea, no sentido que dais a estas palavras.
Os instintos experimentam algumas variações, mas nada tem de comum com os vossos sentidos materiais. É difícil (e mesmo inútil, agora) dar-vos explicações que não podereis apreender. Sabei, unicamente, que há diferença de sexos, sob o ponto de vista moral e fluídico. Essa diferença provém da que existe na natureza e na propriedade dos fluidos, assim como no emprego que se lhes dá, no estado de encarnação ou incorporação.
Sabei, também, que o moral e o físico sempre estão ligados um ao outro em todas as esferas, e que os fluidos servem para exprimir os sentimentos e as faculdades do Espírito. Disso, tendes aí um exemplo, ainda que muito material: o Espírito que encarna sob a influência da matéria.
Que é a matéria?
Fluidos espessados e solidificados, do mesmo modo que o gelo dos rios é uma concentração do leve vapor que deles se desprende sob a ação dos raios solares.
Nos mundos superiores, o amor (que os homens tanto profanam) existe em grande desenvolvimento, mas sempre em condições de pureza. Quanto mais o Espírito se eleva, tanto mais viva se lhe desenha na memória a miragem do passado.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
13/02/1970
JESUS, O CRISTO - II
P - Louvamos a franqueza com que o CEU declara: todos estes ensinamentos não são de homens, por mais célebres que sejam; são do próprio Jesus, através do seu porta-voz - o Espírito da Verdade. Agora, entendemos melhor o martírio inenarrável do Mestre, durante a sua missão na Terra. Por que o fizeram sofrer tanto?
R - O homem é orgulhoso. A descida de um Espírito do Senhor não lhe teria bastado: tinha de ser um Deus!
Não esqueçais que os judeus se achavam em contato direto com os romanos; que as ideias e costumes dos conquistadores se infiltram sempre no povo do país conquistado; que, assim, as ideias politeístas vieram à encontrar-se com o monoteísmo. A vida e os atos de Jesus; sua "morte" e sua "ressurreição"; os fatos que se seguiram; a interpretação humana dada às "suas palavras"; a divulgação feita pelos discípulos, uma vez terminada a missão, do que o Anjo (ou Espírito) anunciara à Virgem Maria e depois a José, acerca daquela concepção e daquela gravidez, obra do Espírito Santo, e como tal considerada "sobrenaturais", "miraculosas", "divinas" - criaram para os judeus a necessidade de multiplicarem a divindade, tentando manter a unidade na pluralidade. E assim se explica a origem do que os homens chamaram "o dogma das três pessoas".
O materialismo esmagava o mundo com o seu peso carnal e o mundo perecia, porque toda a carne apodrece. Cumpria erguer o Espírito e dar-lhe a força de lutar contra a matéria. Para se conseguir tal objetivo era indispensável que o mundo tivesse diante dos olhos UM EXEMPLO IMATERIAL, imaterial sob o ponto de vista da divindade atribuída ao Cristo, não durando a sua materialidade, para os homens, mais que um tempo muito restrito e não passando de um meio de comunicação.
Na apresentação deste exemplo em vosso mundo é que está cegando as vistas humanas, O MILAGRE, porque - aos olhos dos homens - houve derrogação das leis estabelecidas. Aí não há, porém, nenhum milagre: a vontade imutável de Deus não derroga NUNCA às leis naturais por Ele promulgadas desde de toda a eternidade. Como vereis pela explicação que vos daremos, na medida do que a vossa inteligência (obscurecida pela carne) pode receber e comportar. O que houve FOI APLICAÇÃO DAS LEIS QUE REGEM OS MUNDOS SUPERIORES E ADAPTAÇÃO DESSAS LEIS AOS VOSSO FLUIDOS, isto é, do planeta que habitais.
Maria era um Espírito Puro, que descera à Terra com a sagrada missão de cooperar com Jesus na obra da regeneração humana. Em comunhão com os Espíritos do Senhor, mas submetida à Lei da Reencarnação, material, humana, tal qual a sofreis, a Virgem era médium vidente, intuitivo e audiente, no sentido de ter consciência do ser que se lhe apresentava e da predição que lhe fazia. Sua inteligência entorpecida pelo invólucro material, não estava em estado de lembrarp-se. É o que explica tenha feito sentir ao Anjo, ou Espírito, a impossibilidade de conceber durante a virgindade. Era preciso que, tanto quanto os homens, a Virgem desconhece a origem espiritual do Flho, que lhes era anunciado.
A explicação que daremos da concepção, da gravidez e, portanto do parto de Maria, como obra do Espírito Santo, vos fará compreender que, não devendo conhecer aquela origem, ela de fato não a tenha conhecido e HAJA ACREDITADO NA SUA MATERNIDADE.
Os judeus, de acordo com as suas tradições e as interpretações dadas ao Antigo Testamento, criam que o próprio Deus se comunicava diretamente com os homens; que o Espírito Santo era a inteligência mesma de Deus, a se manifestar por um ato qualquer. Isso explica a resposta do Anjo, ou Espírito, ao anunciar - primeiro a ela, depois a José - a concepção no seio de uma virgem, a gravidez e o parto, como obra do Espírito Santo.
A resposta era adequada, segundo a vontade do Senhor, ao estado geral das inteligências, de modo a poder ser escutada e compreendida, apropriada às necessidades da época, tendo em vista os acontecimentos que iam ocorrer, preparando a Humanidade para o que teria de saber mais tarde, mediante a uma nova Revelação, quando fossem chegados os tempos em que a pudessem suportar.
Ora, para os judeus que esperavam um chefe temporal, capaz de lhes reanimar a nacionalidade, de lhes reavivar as glórias, de os constituir em povo livre, preciso era um chefe que, afastando-se do programa humano, lhes fizesse compreender NÃO SER SEU REINO DO PLANO TERRA. Na verdade, eles tinham a ideia fixa de oferecer um sacrifício ao Deus terrível que, segundo o seu modo de ver, se deleitava com o fumo dos holocaustos.
E, para que o sacrifício fosse realmente grande, aqueles a quem era proibido sacrificar homens a Deus - SACRIFICARAM DEUS A SI MESMO!
JESUS, O CRISTO - II
P - Louvamos a franqueza com que o CEU declara: todos estes ensinamentos não são de homens, por mais célebres que sejam; são do próprio Jesus, através do seu porta-voz - o Espírito da Verdade. Agora, entendemos melhor o martírio inenarrável do Mestre, durante a sua missão na Terra. Por que o fizeram sofrer tanto?
R - O homem é orgulhoso. A descida de um Espírito do Senhor não lhe teria bastado: tinha de ser um Deus!
Não esqueçais que os judeus se achavam em contato direto com os romanos; que as ideias e costumes dos conquistadores se infiltram sempre no povo do país conquistado; que, assim, as ideias politeístas vieram à encontrar-se com o monoteísmo. A vida e os atos de Jesus; sua "morte" e sua "ressurreição"; os fatos que se seguiram; a interpretação humana dada às "suas palavras"; a divulgação feita pelos discípulos, uma vez terminada a missão, do que o Anjo (ou Espírito) anunciara à Virgem Maria e depois a José, acerca daquela concepção e daquela gravidez, obra do Espírito Santo, e como tal considerada "sobrenaturais", "miraculosas", "divinas" - criaram para os judeus a necessidade de multiplicarem a divindade, tentando manter a unidade na pluralidade. E assim se explica a origem do que os homens chamaram "o dogma das três pessoas".
O materialismo esmagava o mundo com o seu peso carnal e o mundo perecia, porque toda a carne apodrece. Cumpria erguer o Espírito e dar-lhe a força de lutar contra a matéria. Para se conseguir tal objetivo era indispensável que o mundo tivesse diante dos olhos UM EXEMPLO IMATERIAL, imaterial sob o ponto de vista da divindade atribuída ao Cristo, não durando a sua materialidade, para os homens, mais que um tempo muito restrito e não passando de um meio de comunicação.
Na apresentação deste exemplo em vosso mundo é que está cegando as vistas humanas, O MILAGRE, porque - aos olhos dos homens - houve derrogação das leis estabelecidas. Aí não há, porém, nenhum milagre: a vontade imutável de Deus não derroga NUNCA às leis naturais por Ele promulgadas desde de toda a eternidade. Como vereis pela explicação que vos daremos, na medida do que a vossa inteligência (obscurecida pela carne) pode receber e comportar. O que houve FOI APLICAÇÃO DAS LEIS QUE REGEM OS MUNDOS SUPERIORES E ADAPTAÇÃO DESSAS LEIS AOS VOSSO FLUIDOS, isto é, do planeta que habitais.
Maria era um Espírito Puro, que descera à Terra com a sagrada missão de cooperar com Jesus na obra da regeneração humana. Em comunhão com os Espíritos do Senhor, mas submetida à Lei da Reencarnação, material, humana, tal qual a sofreis, a Virgem era médium vidente, intuitivo e audiente, no sentido de ter consciência do ser que se lhe apresentava e da predição que lhe fazia. Sua inteligência entorpecida pelo invólucro material, não estava em estado de lembrarp-se. É o que explica tenha feito sentir ao Anjo, ou Espírito, a impossibilidade de conceber durante a virgindade. Era preciso que, tanto quanto os homens, a Virgem desconhece a origem espiritual do Flho, que lhes era anunciado.
A explicação que daremos da concepção, da gravidez e, portanto do parto de Maria, como obra do Espírito Santo, vos fará compreender que, não devendo conhecer aquela origem, ela de fato não a tenha conhecido e HAJA ACREDITADO NA SUA MATERNIDADE.
Os judeus, de acordo com as suas tradições e as interpretações dadas ao Antigo Testamento, criam que o próprio Deus se comunicava diretamente com os homens; que o Espírito Santo era a inteligência mesma de Deus, a se manifestar por um ato qualquer. Isso explica a resposta do Anjo, ou Espírito, ao anunciar - primeiro a ela, depois a José - a concepção no seio de uma virgem, a gravidez e o parto, como obra do Espírito Santo.
A resposta era adequada, segundo a vontade do Senhor, ao estado geral das inteligências, de modo a poder ser escutada e compreendida, apropriada às necessidades da época, tendo em vista os acontecimentos que iam ocorrer, preparando a Humanidade para o que teria de saber mais tarde, mediante a uma nova Revelação, quando fossem chegados os tempos em que a pudessem suportar.
Ora, para os judeus que esperavam um chefe temporal, capaz de lhes reanimar a nacionalidade, de lhes reavivar as glórias, de os constituir em povo livre, preciso era um chefe que, afastando-se do programa humano, lhes fizesse compreender NÃO SER SEU REINO DO PLANO TERRA. Na verdade, eles tinham a ideia fixa de oferecer um sacrifício ao Deus terrível que, segundo o seu modo de ver, se deleitava com o fumo dos holocaustos.
E, para que o sacrifício fosse realmente grande, aqueles a quem era proibido sacrificar homens a Deus - SACRIFICARAM DEUS A SI MESMO!
terça-feira, 11 de novembro de 2014
12/02/1970
JESUS, O CRISTO - I
P - Não podia ser melhor, para o povo brasileiro, a ideia da explicação dos Evangelhos de Jesus, reunidos e harmonizados. Como interpreta o CEU da LBV a passagem de Lucas, 1: 26 a 38?
R - Eis a passagem evangélica:
26 - Estando Isabel no seu sexto mês de grávida, o Anjo Gabriel foi
enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, 27 -
a uma virgem, noiva de um varão chamado José, da casa de David,
e essa virgem se chamava Maria. 28 - O Anjo, aproximando-se dela,
disse-lhe: "Eu te saúdo, ó cheia de graça; o Senhor está contigo; és
bendita entre as mulheres". 29 - Ela, porém, ouvindo-o, perturbou-
se, e consigo mesma pensava no significado daquela saudação. 30 -
O Anjo lhe disse: "Maria, nada temas, porque estás em graça peran-
te Deus. 31 - É assim que conceberás em teu seio, e que nascerá de
ti, um filho ao qual darás o nome de Jesus. 32 - Ele será grande e se-
rá chamado o Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de
David seu Pai; ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob, 33 -
e seu reino não terá fim". 34 - Então, disse Maria ao Anjo: "Como
será isso, se não conheço varão?" 35 - O Anjo respondeu: "O Espíri-
to Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com
sua sombra, e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Fi-
lho de Deus. 36 - Eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um
filho, e está no sexto mês de gravidez, ela que era chamada estéril.
37 - É que, para o Senhor, nada é impossível". 38 - Então disse Ma-
ria: "Aqui está a serva do Senhor; faça-se em mim conforme às tuas
palavras". E dela o Anjo se afastou.
O homem, desde que vive na terra, não tem ouvido em todos os tempos a mesma linguagem. Em cada época de transição, só lhe é dito e dado aquilo que ele pode compreender. A Humanidade tem de ser preparada para o que lhe cumpre saber. A cada idade sua, é necessário que lhe fale a linguagem conveniente a fim de que ela possa entender e atender.
Homens, não esqueçais que éreis criancinhas quando Jesus desceu à Terra, para vos traçar a obra de regeneração e lançar-lhes as bases; lembrai-vos de que ainda hoje, sois pouco mais que criancinhas! Curvai-vos diante da Sabedoria Infinita, que preside o vosso progresso e dirige por intermédio do Cristo, vosso Mestre, Supremo Governante e Protetor do vosso planeta e da sua humanidade, dando-vos - pouco a pouco - a Luz e a Verdade, conduzindo-vos gradualmente para perfeição, através dos séculos!
O aparecimento de Jesus, segundo o Anjo o anunciou à Virgem Maria, e depois a José, por efeito de uma concepção de um nascimento que os homens trataram de "sobrenaturais", "miraculosos", "divinos", por obra do Espírito Santo, isto é, por um ato do próprio Deus (o Espírito Santo era, para os judeus - já o sabeis - Inteligência Divina a se manifestar por uma ação qualquer), TINHA DE PERMANECER, E PERMANECEU SECRETO, durante todo o tempo da sua missão terrena. Maria confiou a revelação aos discípulos preferidos do Mestre (preferidos, quer dizer: que o seguiam mais assiduamente com a Virtude, dos quais sabia ele poder contar quando fosse chegada a hora).
Fiéis à inspiração de seus Guias, esses discípulos compreenderam que, divulgada, tal revelação acarretaria, da parte dos homens, a descrença na pureza de Maria e na origem de seu filho.
Para espalhá-la no seio das multidões, esperaram que - com o completo desempenho da missão terrena de Jesus - o tempo tivesse amadurecido os frutos. Assim só depois do sacrifício do Gólgota, do reaparecimento do Mestre, a chamada "ressurreição", e do seu regresso à vida espiritual, fato que se chamou "ascenção", se radicou a crença na divindade que lhe atribuíram.
Nesses últimos tempos, seus discípulos deram fé a essa "divindade", interpretando ao pé da letra as palavras meu Pai, de que usava Jesus ao referir-se a Deus, e achando que só essa origem e sua vida sem mácula poderiam explicar os fatos surpreendentes chamados milagres, que lhes feriam continuamente os sentidos materiais. Durante sua missão terrena, e assim deveria acontecer, Jesus foi considerado pelos homens como fruto de concepção física, material, como um homem igual aos outros, tendo Maria por mãe e José por pai. Para seus discípulos, e para a multidão que o acompanhava, era um profeta revestido da libré humana, como os profetas da lei antiga.
Para os discípulos dos sacerdotes, para os escribas, os fariseus e seus adeptos era um impostor, porque Jesus - declarando-se O FILHO DE DEUS - atribuía a si mesmo a divindade, fazia-se passar pelo próprio Deus.
Maria tinha de ser e foi aos olhos de todos a mãe de Jesus: primeiro, porque viam nele um homem como outro qualquer, de acordo com a leis materiais da concepção e do nascimento humano, a reprodução do vosso planeta; em seguida, porque o julgavam encarnação de Deus no seio de uma virgem, mediante uma concepção, uma gravidez e, portanto, um nascimento que era obra do Espírito Santo. Compreendei bem a necessidade que então havia, de primeiro se materializarem todos os fatos, a fim de torná-los acessíveis ao homem; a seguir, a necessidade - depois de vivida a missão terrena do Cristo - de se idealizar a matéria, dando-lhe uma origem divina, para que os homens se curvassem ao jugo, porque - uma vez aceita a divindade atribuída ao Mestre - sua missão também seria aceita e suas leis também obedecidas.
Jesus, como Espírito, não seria compreendido; sua abnegação e suas dores morais não seriam apreciadas. Para que o homem entendesse o sofrimento, ERA PRECISO QUE ESSE SOFRIMENTO FOSSE FÍSICO. A carne tinha necessidade de um sofrimento de carne. Àqueles que vertiam o sangue dos touros e dos cordeiros era preciso que se apresentasse em SACRIFÍCIO DE CARNE E SANGUE. Os homens jamais compreenderiam o devotamento sem limites do Espírito Perfeito, descido à Terra para lhes trazer o exemplo da vida preparatória da Eternidade.
JESUS, O CRISTO - I
P - Não podia ser melhor, para o povo brasileiro, a ideia da explicação dos Evangelhos de Jesus, reunidos e harmonizados. Como interpreta o CEU da LBV a passagem de Lucas, 1: 26 a 38?
R - Eis a passagem evangélica:
26 - Estando Isabel no seu sexto mês de grávida, o Anjo Gabriel foi
enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, 27 -
a uma virgem, noiva de um varão chamado José, da casa de David,
e essa virgem se chamava Maria. 28 - O Anjo, aproximando-se dela,
disse-lhe: "Eu te saúdo, ó cheia de graça; o Senhor está contigo; és
bendita entre as mulheres". 29 - Ela, porém, ouvindo-o, perturbou-
se, e consigo mesma pensava no significado daquela saudação. 30 -
O Anjo lhe disse: "Maria, nada temas, porque estás em graça peran-
te Deus. 31 - É assim que conceberás em teu seio, e que nascerá de
ti, um filho ao qual darás o nome de Jesus. 32 - Ele será grande e se-
rá chamado o Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de
David seu Pai; ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob, 33 -
e seu reino não terá fim". 34 - Então, disse Maria ao Anjo: "Como
será isso, se não conheço varão?" 35 - O Anjo respondeu: "O Espíri-
to Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com
sua sombra, e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Fi-
lho de Deus. 36 - Eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um
filho, e está no sexto mês de gravidez, ela que era chamada estéril.
37 - É que, para o Senhor, nada é impossível". 38 - Então disse Ma-
ria: "Aqui está a serva do Senhor; faça-se em mim conforme às tuas
palavras". E dela o Anjo se afastou.
O homem, desde que vive na terra, não tem ouvido em todos os tempos a mesma linguagem. Em cada época de transição, só lhe é dito e dado aquilo que ele pode compreender. A Humanidade tem de ser preparada para o que lhe cumpre saber. A cada idade sua, é necessário que lhe fale a linguagem conveniente a fim de que ela possa entender e atender.
Homens, não esqueçais que éreis criancinhas quando Jesus desceu à Terra, para vos traçar a obra de regeneração e lançar-lhes as bases; lembrai-vos de que ainda hoje, sois pouco mais que criancinhas! Curvai-vos diante da Sabedoria Infinita, que preside o vosso progresso e dirige por intermédio do Cristo, vosso Mestre, Supremo Governante e Protetor do vosso planeta e da sua humanidade, dando-vos - pouco a pouco - a Luz e a Verdade, conduzindo-vos gradualmente para perfeição, através dos séculos!
O aparecimento de Jesus, segundo o Anjo o anunciou à Virgem Maria, e depois a José, por efeito de uma concepção de um nascimento que os homens trataram de "sobrenaturais", "miraculosos", "divinos", por obra do Espírito Santo, isto é, por um ato do próprio Deus (o Espírito Santo era, para os judeus - já o sabeis - Inteligência Divina a se manifestar por uma ação qualquer), TINHA DE PERMANECER, E PERMANECEU SECRETO, durante todo o tempo da sua missão terrena. Maria confiou a revelação aos discípulos preferidos do Mestre (preferidos, quer dizer: que o seguiam mais assiduamente com a Virtude, dos quais sabia ele poder contar quando fosse chegada a hora).
Fiéis à inspiração de seus Guias, esses discípulos compreenderam que, divulgada, tal revelação acarretaria, da parte dos homens, a descrença na pureza de Maria e na origem de seu filho.
Para espalhá-la no seio das multidões, esperaram que - com o completo desempenho da missão terrena de Jesus - o tempo tivesse amadurecido os frutos. Assim só depois do sacrifício do Gólgota, do reaparecimento do Mestre, a chamada "ressurreição", e do seu regresso à vida espiritual, fato que se chamou "ascenção", se radicou a crença na divindade que lhe atribuíram.
Nesses últimos tempos, seus discípulos deram fé a essa "divindade", interpretando ao pé da letra as palavras meu Pai, de que usava Jesus ao referir-se a Deus, e achando que só essa origem e sua vida sem mácula poderiam explicar os fatos surpreendentes chamados milagres, que lhes feriam continuamente os sentidos materiais. Durante sua missão terrena, e assim deveria acontecer, Jesus foi considerado pelos homens como fruto de concepção física, material, como um homem igual aos outros, tendo Maria por mãe e José por pai. Para seus discípulos, e para a multidão que o acompanhava, era um profeta revestido da libré humana, como os profetas da lei antiga.
Para os discípulos dos sacerdotes, para os escribas, os fariseus e seus adeptos era um impostor, porque Jesus - declarando-se O FILHO DE DEUS - atribuía a si mesmo a divindade, fazia-se passar pelo próprio Deus.
Maria tinha de ser e foi aos olhos de todos a mãe de Jesus: primeiro, porque viam nele um homem como outro qualquer, de acordo com a leis materiais da concepção e do nascimento humano, a reprodução do vosso planeta; em seguida, porque o julgavam encarnação de Deus no seio de uma virgem, mediante uma concepção, uma gravidez e, portanto, um nascimento que era obra do Espírito Santo. Compreendei bem a necessidade que então havia, de primeiro se materializarem todos os fatos, a fim de torná-los acessíveis ao homem; a seguir, a necessidade - depois de vivida a missão terrena do Cristo - de se idealizar a matéria, dando-lhe uma origem divina, para que os homens se curvassem ao jugo, porque - uma vez aceita a divindade atribuída ao Mestre - sua missão também seria aceita e suas leis também obedecidas.
Jesus, como Espírito, não seria compreendido; sua abnegação e suas dores morais não seriam apreciadas. Para que o homem entendesse o sofrimento, ERA PRECISO QUE ESSE SOFRIMENTO FOSSE FÍSICO. A carne tinha necessidade de um sofrimento de carne. Àqueles que vertiam o sangue dos touros e dos cordeiros era preciso que se apresentasse em SACRIFÍCIO DE CARNE E SANGUE. Os homens jamais compreenderiam o devotamento sem limites do Espírito Perfeito, descido à Terra para lhes trazer o exemplo da vida preparatória da Eternidade.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
08/02/1970
JOÃO, O BATISTA - VIII
P - Estamos profundamente emocionados com as lições do CEU, sem nenhum sectarismo religioso. Somente a LBV pode unificar todas as Revelações do Cristo de Deus. Voltando à figura de João, o precursor de Jesus, temos outra pergunta: - A aparição do Anjo a Zacarias (v. 11) se produziu tal como os hebreus a figuravam, com forma humana?
R - Sim, os hebreus representavam os Anjos vestidos de branco e o semblante nimbado de raios luminosos, cujo o foco não percebiam e, por vezes, lhes punham asas, para que o povo entendesse que eles podiam percorrer o espaço.
Quanto às aparições que se têm dado, em outras épocas e no seio de outros povos, todas se produziram sempre nas mesmas condições, isto é, o Espírito sempre tomou a aparência mais apropriada a ferir a imaginação do homem, ou a lhe trazer à lembrança aquela que ele desejaria ter diante dos olhos.
P - Qual o sentido destas palavras do Anjo, falando de si mesmo (v. 19): "Sou Gabriel, sempre presente diante de Deus"?
R - Não deveis concluir, destas palavras, que esse Espírito estivesse continuamente diante de Deus, como qualquer ministro humano que aguarda as ordens do seu chefe. Sendo um Espírito elevado, um dos mensageiros do Senhor, estava por isso mesmo em relações permanentes com Ele. A inspiração divina lhe vinha como a do vosso Anjo da Guarda vos chega, levada em conta a diferença das naturezas espirituais e das relações que delas decorrem.
P - Por que meio se operou a mudez de Zacarias?
R - Pela ação fluídica, resultante da vontade do Anjo. Como vos explicaremos mais tarde, assim como existe um magnetismo humano, há também um magnetismo espiritual. Por efeito da ação espiritual imediata a língua de Zacarias foi carregada de fluidos, que a tornaram pesada, determinando uma espécie de paralisia aparente, da mesma forma que o magnetizador, quando quer imobilizar um dos membros do magnetizado, o torna extremamente pesado. O magnetismo, ainda muito imperfeito entre vós outros, é um derivado da vossa natureza: os vossos fluidos atuam mais ou menos, conforme a si acharem menos ou mais comprimidos ou desnaturados pela carne. No Espírito, porém, os fluidos são livres, e vos influenciam mais ou menos, conforme a vossa matéria, do mesmo modo que a influência do magnetizador se faz sentir mais ou menos, de acordo com o magnetizado, que pode ser mais ou menos lúcido, mais ou menos impressionável.
Esta explicação pode bastar para todos os casos da categoria dos milagres: cabe a todos vós retirar daí a lição conveniente!
P - Em face do v. 25: - Porque Isabel se ocultou durante cinco meses após a concepção (v. 24), desde que, cessando a sua esterilidade, desaparecera o opróbrio que sobre ela pesava, segundo os preconceitos hebraicos?
R - Por ato de humildade, a fim de prolongar voluntariamente o opróbrio em que vivia.
JOÃO, O BATISTA - VIII
P - Estamos profundamente emocionados com as lições do CEU, sem nenhum sectarismo religioso. Somente a LBV pode unificar todas as Revelações do Cristo de Deus. Voltando à figura de João, o precursor de Jesus, temos outra pergunta: - A aparição do Anjo a Zacarias (v. 11) se produziu tal como os hebreus a figuravam, com forma humana?
R - Sim, os hebreus representavam os Anjos vestidos de branco e o semblante nimbado de raios luminosos, cujo o foco não percebiam e, por vezes, lhes punham asas, para que o povo entendesse que eles podiam percorrer o espaço.
Quanto às aparições que se têm dado, em outras épocas e no seio de outros povos, todas se produziram sempre nas mesmas condições, isto é, o Espírito sempre tomou a aparência mais apropriada a ferir a imaginação do homem, ou a lhe trazer à lembrança aquela que ele desejaria ter diante dos olhos.
P - Qual o sentido destas palavras do Anjo, falando de si mesmo (v. 19): "Sou Gabriel, sempre presente diante de Deus"?
R - Não deveis concluir, destas palavras, que esse Espírito estivesse continuamente diante de Deus, como qualquer ministro humano que aguarda as ordens do seu chefe. Sendo um Espírito elevado, um dos mensageiros do Senhor, estava por isso mesmo em relações permanentes com Ele. A inspiração divina lhe vinha como a do vosso Anjo da Guarda vos chega, levada em conta a diferença das naturezas espirituais e das relações que delas decorrem.
P - Por que meio se operou a mudez de Zacarias?
R - Pela ação fluídica, resultante da vontade do Anjo. Como vos explicaremos mais tarde, assim como existe um magnetismo humano, há também um magnetismo espiritual. Por efeito da ação espiritual imediata a língua de Zacarias foi carregada de fluidos, que a tornaram pesada, determinando uma espécie de paralisia aparente, da mesma forma que o magnetizador, quando quer imobilizar um dos membros do magnetizado, o torna extremamente pesado. O magnetismo, ainda muito imperfeito entre vós outros, é um derivado da vossa natureza: os vossos fluidos atuam mais ou menos, conforme a si acharem menos ou mais comprimidos ou desnaturados pela carne. No Espírito, porém, os fluidos são livres, e vos influenciam mais ou menos, conforme a vossa matéria, do mesmo modo que a influência do magnetizador se faz sentir mais ou menos, de acordo com o magnetizado, que pode ser mais ou menos lúcido, mais ou menos impressionável.
Esta explicação pode bastar para todos os casos da categoria dos milagres: cabe a todos vós retirar daí a lição conveniente!
P - Em face do v. 25: - Porque Isabel se ocultou durante cinco meses após a concepção (v. 24), desde que, cessando a sua esterilidade, desaparecera o opróbrio que sobre ela pesava, segundo os preconceitos hebraicos?
R - Por ato de humildade, a fim de prolongar voluntariamente o opróbrio em que vivia.
domingo, 9 de novembro de 2014
07/02/1970
JOÃO, O BATISTA - VII
P - Damos graças a Deus pela pregação libertadora do CEU, em obediência à ordem do Mestre: "Ide e Pregai". Só mesmo a Boa Vontade nos conduz ao Novo Mandamento pelo caminho da Verdade, que liberta o homem da ignorância espiritual e de todas as suas lamentáveis consequências. Como a LBV define o Espírito Santo?
R - Segundo o modo de ver dos tempos hebraicos e dos tempos evangélicos durante a permanência de Jesus entre vós, Espírito Santo era expressão familiar aos judeus, significando a manifestação mesma de Deus, por um ato qualquer, e a inspiração divina - "o sopro do próprio Deus".
Para exprimir que João era inspirado por Deus, dizia-se que ele estava cheio do Espírito Santo, que o Espírito Santo estava nele, que era impelido pelo Espírito Santo, que agia por um movimento do Espírito de Deus.
O mesmo foi empregado com relação a Jesus. Era a expressão própria do tempo em que os homens não entendiam como Jesus - que supunham fosse homem igual aos demais e de cuja origem, essência e natureza nada sabiam - podia libertar-se tanto da fraqueza humana sem estar cheio do Espírito Santo, sem que o Espírito Santo estivesse nele, sem ser impelido pelo Espírito, isto é, sem ser inspirado por Deus do mesmo modo que os profetas.
Conforme à concepção dos tempos seguintes à missão terrena de Jesus e à doutrina da Igreja de Roma, o Espírito Santo era uma parte individualizada do próprio Deus! Uma fração de Deus revestira a forma humana, para descer visivelmente aos terrícolas, sendo outra fração a inteligência ou inspiração divina, que se transmitia aos homens, capaz - se necessário fosse - de se materializar diante deles!
No âmago dessas falsas interpretações, havia mistura de ideias hebraicas, de ideias politeístas, acidentalmente panteístas e confusa reminiscência de ideias espirituais, cujos traços a tradição conservara e das quais a imaginação do homem se apropriou - como sempre - adaptando-as às suas necessidades e conveniências.
Somente a Terceira Revelação, trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor, veio revelar a Luz da Verdade, afirmando: o Espírito Santo, de modo geral, não era - e não é - um Espírito especial, mas uma designação figurada, que indicava - e indica - O CONJUNTO DOS ESPÍRITOS PUROS, DOS ESPÍRITOS SUPERIORES E DOS BONS ESPÍRITOS! É a Falange Sagrada, instrumento da ordem hierárquica da elevação moral e intelectual, ministra de Deus - uno, indivisível, eterno, infinito - que irradia por toda parte SEM JAMAIS SE FRACIONAR, e cujas vontades e inspirações só os Espíritos Puros recebem diretamente para as transmitir aos Espíritos Superiores, e por meio destes aos Bons Espíritos, que - através da escala espiritual - as fazem chegar até vós.
É a Falange Sagrada que promove a execução de acordo com as leis gerais estabelecidas, imutáveis e eternas, das inspirações e vontades do Criador nos planos físico, moral e intelectual, objetivando a organização, o funcionamento, a realização da vida e da harmonia universais, na imensidade dos mundos, mais ou menos materiais, mais ou menos fluídicos, de todo o Universo; na infinidade dos Espíritos, quer errantes, quer material ou fluidicamente encarnados, quer fluidicamente incorporados e investidos do livre arbítrio; na multiplicidade de todos os seres, em todos os reinos da Natureza!
É a Falange Sagrada, verdadeira providência divina, executora - pelas vias hierárquicas de elevação moral e intelectual, na imensidade, nos mundos espirituais e em todos os planetas, inferiores e superiores - da justiça e da misericórdia infinita de Deus, Pai de todos e de tudo o que existe!
Portanto, estar cheio do Espírito Santo, ser impelido pelo Espírito Santo, agir por um movimento do Espírito de Deus era - e é - ser assistido, inspirado, guiado pelos Espíritos do Senhor, Espíritos estes que o reencarnado atrai a si, na conformidade da sua elevação moral e intelectual, de acordo com a natureza e a importância da obra ou da missão que lhe cumpre realizar.
Se assim era João, o Batista, que devemos dizer de Jesus?
ESPÍRITO PERFEITO, puro entre os mais puros que presidem, sob a sua direção, os destinos, o desenvolvimento e o progresso da Terra e de sua Humanidade, encaminhando-os sempre, Jesus, cuja perfeição se perde na noite da eternidade - Espírito Protetor e Supremo Governante do vosso planeta, vosso e nosso Mestre - operava não sob influência estranha, MAS POR SI MESMO.
Poderíamos, pois, dizer que era impelido pelo Espírito, no sentido de que - permitindo-lhe sua elevação aproximar-se do CENTRO DA ONIPOTÊNCIA, ele recebia diretamente as inspirações de Deus.
JOÃO, O BATISTA - VII
P - Damos graças a Deus pela pregação libertadora do CEU, em obediência à ordem do Mestre: "Ide e Pregai". Só mesmo a Boa Vontade nos conduz ao Novo Mandamento pelo caminho da Verdade, que liberta o homem da ignorância espiritual e de todas as suas lamentáveis consequências. Como a LBV define o Espírito Santo?
R - Segundo o modo de ver dos tempos hebraicos e dos tempos evangélicos durante a permanência de Jesus entre vós, Espírito Santo era expressão familiar aos judeus, significando a manifestação mesma de Deus, por um ato qualquer, e a inspiração divina - "o sopro do próprio Deus".
Para exprimir que João era inspirado por Deus, dizia-se que ele estava cheio do Espírito Santo, que o Espírito Santo estava nele, que era impelido pelo Espírito Santo, que agia por um movimento do Espírito de Deus.
O mesmo foi empregado com relação a Jesus. Era a expressão própria do tempo em que os homens não entendiam como Jesus - que supunham fosse homem igual aos demais e de cuja origem, essência e natureza nada sabiam - podia libertar-se tanto da fraqueza humana sem estar cheio do Espírito Santo, sem que o Espírito Santo estivesse nele, sem ser impelido pelo Espírito, isto é, sem ser inspirado por Deus do mesmo modo que os profetas.
Conforme à concepção dos tempos seguintes à missão terrena de Jesus e à doutrina da Igreja de Roma, o Espírito Santo era uma parte individualizada do próprio Deus! Uma fração de Deus revestira a forma humana, para descer visivelmente aos terrícolas, sendo outra fração a inteligência ou inspiração divina, que se transmitia aos homens, capaz - se necessário fosse - de se materializar diante deles!
No âmago dessas falsas interpretações, havia mistura de ideias hebraicas, de ideias politeístas, acidentalmente panteístas e confusa reminiscência de ideias espirituais, cujos traços a tradição conservara e das quais a imaginação do homem se apropriou - como sempre - adaptando-as às suas necessidades e conveniências.
Somente a Terceira Revelação, trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor, veio revelar a Luz da Verdade, afirmando: o Espírito Santo, de modo geral, não era - e não é - um Espírito especial, mas uma designação figurada, que indicava - e indica - O CONJUNTO DOS ESPÍRITOS PUROS, DOS ESPÍRITOS SUPERIORES E DOS BONS ESPÍRITOS! É a Falange Sagrada, instrumento da ordem hierárquica da elevação moral e intelectual, ministra de Deus - uno, indivisível, eterno, infinito - que irradia por toda parte SEM JAMAIS SE FRACIONAR, e cujas vontades e inspirações só os Espíritos Puros recebem diretamente para as transmitir aos Espíritos Superiores, e por meio destes aos Bons Espíritos, que - através da escala espiritual - as fazem chegar até vós.
É a Falange Sagrada que promove a execução de acordo com as leis gerais estabelecidas, imutáveis e eternas, das inspirações e vontades do Criador nos planos físico, moral e intelectual, objetivando a organização, o funcionamento, a realização da vida e da harmonia universais, na imensidade dos mundos, mais ou menos materiais, mais ou menos fluídicos, de todo o Universo; na infinidade dos Espíritos, quer errantes, quer material ou fluidicamente encarnados, quer fluidicamente incorporados e investidos do livre arbítrio; na multiplicidade de todos os seres, em todos os reinos da Natureza!
É a Falange Sagrada, verdadeira providência divina, executora - pelas vias hierárquicas de elevação moral e intelectual, na imensidade, nos mundos espirituais e em todos os planetas, inferiores e superiores - da justiça e da misericórdia infinita de Deus, Pai de todos e de tudo o que existe!
Portanto, estar cheio do Espírito Santo, ser impelido pelo Espírito Santo, agir por um movimento do Espírito de Deus era - e é - ser assistido, inspirado, guiado pelos Espíritos do Senhor, Espíritos estes que o reencarnado atrai a si, na conformidade da sua elevação moral e intelectual, de acordo com a natureza e a importância da obra ou da missão que lhe cumpre realizar.
Se assim era João, o Batista, que devemos dizer de Jesus?
ESPÍRITO PERFEITO, puro entre os mais puros que presidem, sob a sua direção, os destinos, o desenvolvimento e o progresso da Terra e de sua Humanidade, encaminhando-os sempre, Jesus, cuja perfeição se perde na noite da eternidade - Espírito Protetor e Supremo Governante do vosso planeta, vosso e nosso Mestre - operava não sob influência estranha, MAS POR SI MESMO.
Poderíamos, pois, dizer que era impelido pelo Espírito, no sentido de que - permitindo-lhe sua elevação aproximar-se do CENTRO DA ONIPOTÊNCIA, ele recebia diretamente as inspirações de Deus.
sábado, 8 de novembro de 2014
06/02/1970
JOÃO, O BATISTA - VI
P - Foi providencial a criação do Centro Espiritual Universalista. Julgamos acertada a afirmativa de que, no CEU da LBV, só se aceitam ensinos de Jesus através do Espírito da Verdade. Estamos desiludidos de "mestres" e instrutores que só querem projeção, dinheiro e cartaz literário. Como explica o Espírito da Verdade estas palavras sobre João (v. 15): "Será cheio do Espírito Santo desde o seio materno"?
R - A sentença é do único Mestre do vosso planeta: "Quem não é por mim é contra mim. Quem comigo não junta, espalha".
O divisionismo é a grande chaga aberta pelos egoístas, infiltrados em todas as boas causas. Só o Novo Mandamento poderá unir os que realmente colocam o Cristo acima de seus melindres e vaidades pessoais. Todos terão de dar o testemunho do Batista: "Importa que eu desapareça, para que Ele apareça". Por isso estava, antes de renascer, cheio do Espírito Santo.
As vozes de além-túmulo já vos revelaram as angústias por que passa o Espírito que vai encarnar de novo, para suportar as provações que lhes são necessárias; quais as suas inquietações, quanto ao resultado destas novas provas; qual a perturbação que isso lhe cause, perturbação que aumenta continuamente até ao instante do nascimento, e que vai mais longe, ainda que enfraquecendo durante o primeiro período da infância material.
Já o sabeis: o Espírito, depois de haver expiado, na erraticidade, as faltas ou crimes cometidos, experimentando sofrimentos ou torturas morais adequados e proporcionais a esses crimes ou faltas, entra na fase da reparação. Escolhe, então, as provações que julga mais apropriadas ao seu adiantamento. Depois, entretanto, essas provações se lhe afiguram sempre terríveis. Tão fraco se sente, examinando o passado, que duvida de suas forças no futuro. Aí começa a perturbação, o estado da ansiedade, a princípio bem nítido, mas que perde em nitidez o que ganha em intensidade, à medida que no seio materno se forma o invólucro que lhe cumpre revestir e ao qual ele se acha ligado, desde o princípio da concepção por um laço fluídico, uma espécie de cordão que gradualmente se encurta, aproximando-o cada vez mais do seu cárcere.
Consumado o nascimento, completa é a ligação entre o Espírito e o corpo, do qual aquele não pode mais separar-se. principiam suas provações. Sofre logo o efeito da perturbação, que, entretanto, muda de caráter: já não é a angústia dos primeiros momentos, é o torpor produzido pela matéria, até que, desenvolvendo-se esta, lhe seja possível adquirir, pouco a pouco, relativa liberdade.
Não suponhais, porém, que o mesmo aconteça com um Espírito elevado que toma a veste carnal como se vestisse um uniforme, dentro do qual se achasse bem aparelhado para prestar bons serviços à Pátria. É com alegria que esse recebe o amplexo da carne.
E, mesmo no seio materno, enquanto não se apertaram inteiramente os laços que o prendem ao corpo, ele - sempre livre - apreciava a importância da obra que lhe foi confiada a extensão da confiança de que o Senhor, por essa forma, lhe dá prova, e daí tira motivo de grande júbilo. Não lhe sucede, desde a concepção, ficar subjugado pela carne: conserva desde logo, certa independência. Sem sofrer as angústias que precedem a encarnação, sente apenas o entorpecimento que a matéria causa por ocasião do nascer, quando o corpo constringe completamente o Espírito, e que se prolonga até que com o desenvolvimento gradual da matéria, aquele readquire sua liberdade.
João era cheio do Espírito Santo desde o seio materno porque, sendo o seu espírito elevadíssimo, atraía a si os que lhe eram iguais ou superiores, de mundos maiores, para assisti-lo na sua missão de Precursor do Cristo de Deus.
JOÃO, O BATISTA - VI
P - Foi providencial a criação do Centro Espiritual Universalista. Julgamos acertada a afirmativa de que, no CEU da LBV, só se aceitam ensinos de Jesus através do Espírito da Verdade. Estamos desiludidos de "mestres" e instrutores que só querem projeção, dinheiro e cartaz literário. Como explica o Espírito da Verdade estas palavras sobre João (v. 15): "Será cheio do Espírito Santo desde o seio materno"?
R - A sentença é do único Mestre do vosso planeta: "Quem não é por mim é contra mim. Quem comigo não junta, espalha".
O divisionismo é a grande chaga aberta pelos egoístas, infiltrados em todas as boas causas. Só o Novo Mandamento poderá unir os que realmente colocam o Cristo acima de seus melindres e vaidades pessoais. Todos terão de dar o testemunho do Batista: "Importa que eu desapareça, para que Ele apareça". Por isso estava, antes de renascer, cheio do Espírito Santo.
As vozes de além-túmulo já vos revelaram as angústias por que passa o Espírito que vai encarnar de novo, para suportar as provações que lhes são necessárias; quais as suas inquietações, quanto ao resultado destas novas provas; qual a perturbação que isso lhe cause, perturbação que aumenta continuamente até ao instante do nascimento, e que vai mais longe, ainda que enfraquecendo durante o primeiro período da infância material.
Já o sabeis: o Espírito, depois de haver expiado, na erraticidade, as faltas ou crimes cometidos, experimentando sofrimentos ou torturas morais adequados e proporcionais a esses crimes ou faltas, entra na fase da reparação. Escolhe, então, as provações que julga mais apropriadas ao seu adiantamento. Depois, entretanto, essas provações se lhe afiguram sempre terríveis. Tão fraco se sente, examinando o passado, que duvida de suas forças no futuro. Aí começa a perturbação, o estado da ansiedade, a princípio bem nítido, mas que perde em nitidez o que ganha em intensidade, à medida que no seio materno se forma o invólucro que lhe cumpre revestir e ao qual ele se acha ligado, desde o princípio da concepção por um laço fluídico, uma espécie de cordão que gradualmente se encurta, aproximando-o cada vez mais do seu cárcere.
Consumado o nascimento, completa é a ligação entre o Espírito e o corpo, do qual aquele não pode mais separar-se. principiam suas provações. Sofre logo o efeito da perturbação, que, entretanto, muda de caráter: já não é a angústia dos primeiros momentos, é o torpor produzido pela matéria, até que, desenvolvendo-se esta, lhe seja possível adquirir, pouco a pouco, relativa liberdade.
Não suponhais, porém, que o mesmo aconteça com um Espírito elevado que toma a veste carnal como se vestisse um uniforme, dentro do qual se achasse bem aparelhado para prestar bons serviços à Pátria. É com alegria que esse recebe o amplexo da carne.
E, mesmo no seio materno, enquanto não se apertaram inteiramente os laços que o prendem ao corpo, ele - sempre livre - apreciava a importância da obra que lhe foi confiada a extensão da confiança de que o Senhor, por essa forma, lhe dá prova, e daí tira motivo de grande júbilo. Não lhe sucede, desde a concepção, ficar subjugado pela carne: conserva desde logo, certa independência. Sem sofrer as angústias que precedem a encarnação, sente apenas o entorpecimento que a matéria causa por ocasião do nascer, quando o corpo constringe completamente o Espírito, e que se prolonga até que com o desenvolvimento gradual da matéria, aquele readquire sua liberdade.
João era cheio do Espírito Santo desde o seio materno porque, sendo o seu espírito elevadíssimo, atraía a si os que lhe eram iguais ou superiores, de mundos maiores, para assisti-lo na sua missão de Precursor do Cristo de Deus.
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