sábado, 25 de julho de 2015


18/12/1970
MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES

P - Um dos fatos do Evangelho que mais empolgam os frequentadores do nosso Posto é o da multiplicação dos cinco pães e dos peixes. Como o interpreta, pelo CEU da LBV, o Espírito da Verdade?

R - Harmonizemos Mateus, XIV: 13-22, Marcos, VI: 30-45 e Lucas, IX: 10-17.

         Mateus: 13 - Ouvindo a narrativa que lhe fizeram os discí-
         pulos de João, Jesus partiu numa barca e se retirou, secre-
         tamente, para um lugar deserto.   Ao  saber  disso,  o  povo
         deixou as cidades e o foi seguindo  a  pé.   14 – Quando  ele
         saltou em terra, viu grande multidão  e, compadecendo-se
         dela, curou os doentes.   15 - Como caísse a tarde, os  discí-
         pulos se aproximaram e lhe disseram: "Este lugar é deser-
         to e a hora vai adiantada: manda-os embora, a fim de  que
         possam comprar o que comer, nas aldeias".  16 - Jesus, po-
         rém, lhes disse: "Não é preciso que eles se afastem  daqui;
         dai-lhes vós mesmos de comer".   17 - Os  discípulos repli-
         caram: "Só temos cinco pães e dois peixes".    18 - Jesus or-
         denou: "Trazei-nos aqui".  19 - Em seguida, mandou que a
         multidão sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois
         peixes e, olhando para o céu, os abençoou,  e os  partiu, e,
         os deu aos discípulos, que os passaram ao povo.   20 – To-
         dos  comeram,  ficaram  saciados  e  ainda  levaram   doze
         cestos cheios de pedaços que sobraram.    21 - Ora, os que
         comeram eram em número de  cinco  mil,  sem  contar  as
         mulheres e as crianças.  22 - Feito isso, ordenou Jesus aos
         discípulos que tomassem a barca e passassem para  a  ou-
         tra margem do  lago  antes  dele,  que  ficou  despedindo a
         multidão.

         Marcos:   30 - Ora, os apóstolos, reunindo-se  em  torno de
         Jesus, lhe deram conta de tudo o que haviam feito  e  ensi-
         nado.    31 - E ele lhes disse: "Vinde, retiremo-nos para um
         lugar deserto, a fim de aí repousardes um pouco.  É que e-
         ram  tantos  os  que  iam  e vinham,  que  eles  nem tinham
         tempo para comer. 32 - Entrando, pois, numa barca, se re-
         tiraram para um  lugar  deserto.   33 - Mas,  tendo-os  visto
         partir, e muitos tendo sido informados da partida,  grande
         multidão  acorreu  até, de todas as cidades, e chegou antes
         dele.   34 - Ao saltar da barca, vendo Jesus a multidão,  teve
         compaixão dela, pois era como  rebanho sem  pastor,  e  co-
         meçou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 - E como já se fizes-
         se tarde, os  discípulos  se  aproximaram  dele  e  disseram:
         "Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada;  36 – despe-
         de-os a fim de que vão aos povoados e cidades dos  arredo-
         res para comprar o que  comer".   37 - Respondendo,  Jesus
         disse:  "Dai-lhes vós mesmos de  comer".   Eles  replicaram:
         "Onde iremos  comprar, por  duzentos  denários,  pães  que
         bastem para lhes darmos de comer?   38 - Jesus perguntou:
         "Quantos pães, tendes vós? Ide e vede".  Depois  de o verifi-
         carem eles disseram: "Cinco pães e dois peixes".  39 - Jesus,
         então, lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se, em ran-
         chos, na relva.   40 - Sentaram-se todos, formando diversos
         ranchos, uns de cem pessoas,  outros  de  cinquenta.   41 - E
         Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando pa-
         ra o céu, abençoou e partiu os pães, e os entregou aos discí-
         pulos, para que os pusessem  diante  do  povo;  assim,  tam-
         bém, repartiu os dois peixes com  todos.   42 - Todos  come-
         ram e ficaram fartos.  43 - E ainda levaram doze cestos com
         os pedaços de pão e peixe que haviam sobrado  44 - apesar
         de serem cinco mil os que comeram. 45 - Em seguida, Jesus
         mandou que os discípulos entrassem  de  novo  na  barca  e
         passassem para a outra margem do lago em direção a  Bet-
         aida, enquanto ele ficava despedindo a multidão.

         Lucas:  10 - De volta, os apóstolos relataram a Jesus  tudo  o
         que haviam feito. E, Jesus levando-os consigo se retirou pa-
         ra um lugar deserto, próximo  a Betsaida.   11 - Informadas
         disso, as turbas o seguiram, e Jesus, recebendo-as, entrou a
         lhes falar do reino de Deus e a curar os enfermos.  12 - Ora,
         como estava o dia a declinar,  os  doze vieram,  e  lhe  disse-
         ram: "Manda embora essa gente, a  fim  de  que vá procurar
         alojamento e algo para comer nas granjas e aldeias dos  ar-
         redores, pois estamos num lugar  deserto".   13 – Mas Jesus
         lhes disse: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Ao que eles re-
         plicaram: "Só se formos nós mesmos comprar comida para
         esse povo, pois  não  temos  mais que cinco pães e dois pei-
         xes". 14 - Eram cerca de cinco mil pessoas. Disse, então,  Je-
         sus aos discípulos: "Fazei-os sentar em grupos de cinquen-
         ta".    15 - Os  discípulos  obedeceram  e  fizeram  que  todos
         sentassem. 16 - Jesus tomou os cinco pães e os dois  peixes,
         levantou os olhos ao céu e abençoou-os, partiu-os  e  entre-
         gou  aos  discípulos, para  que  os distribuíssem pela multi-
         dão.   17 - Todos  comeram, ficaram saciados e ainda  enxe-
         ram doze cestos com os pedaços que tinham sobrado.

Já vos temos falado da força que dispunha o Cristo, por efeito da sua potencialidade superior, PARA ATRAIR OS FLUIDOS DE QUE PRECISAVA. QUEM, ABAIXO DE DEUS, CONHECE TÃO PROFUNDAMENTE A LEI DOS FLUIDOS? Pela ação da sua vontade poderosa sobre os Espíritos que lhes obedeciam pressurosamente, conseguiu ele, mediante transportamentos e o emprego dos fluidos, multiplicar ao infinito (como dizeis) a pequena quantidade de alimentos que os discípulos tinham à sua disposição.

Preparados com os fluidos próprios à sua produção, os quais lhes davam as necessárias propriedades nutrientes, aqueles alimentos satisfaziam as exigências da matéria. BASTANDO UMA DIMINUTA PORÇÃO DELES PARA SACIAR A MAIS DEVORADORA DAS FOMES.

Para que a multidão ficasse saciada, não bastaria que Jesus o quisesse? Sem dúvida! E para isso não lhe seria preciso mais do que reunir em torno dela os fluidos convenientes os quais SENDO ASPIRADOS FARIAM CESSAR QUAISQUER EXIGÊNCIAS DO ESTÔMAGO. Entretanto, era mister que, diante daqueles observadores materiais, SE PRODUZISSE UM EFEITO FÍSICO. 

Compreendei, irmãos, bem-amados de todo o mundo e principalmente vós, senhores das ciências humanas: A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES CAUSOU IMPRESSÃO MUITO MAIOR DO QUE TERIA CAUSADO A VONTADE DE JESUS ATUANDO NOS HOMENS!

sexta-feira, 24 de julho de 2015


17/12/1970
O BATISTA E A REENCARNAÇÃO

P - As lições do Centro Espiritual Universalista estão sendo acompanhadas com o mais vivo interesse. Nas referências a João o Batista, e ao Mestre Jesus, nos Evangelhos Sinóticos, vemos que os judeus acreditavam na Lei da Reencarnação. Que diz a respeito, pelo CEU da LBV, o Espírito da Verdade?

R - Vamos harmonizar Mateus, XIV: 1-12, Marcos, VI: 14-29 e Lucas, III: 19-20 e IX: 7-9.

         Mateus: 1 - A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrar-
         ca Herodes a fama de Jesus, 2 - e ele disse aos seus ser-
         vos:   "Esse é  João, o  próprio  Batista  que  ressuscitou
         dentre os mortos; por isso é que, por  seu  intermédio,
         se fazem tantos milagres".  3 - Herodes mandara pren-
         der João, pusera-o a ferros  e o  metera  na  prisão,  por
         causa de Herodíades, mulher de seu irmão.  4 - É que o
         Batista lhe dizia: "Não te é permitido tê-la por mulher".
         5 - Herodes queria dar-lhe a morte, mas temia o  povo,
         que considerava  João  um  profeta.   6 - Entretanto,  no
         dia do aniversário de Herodes, a  filha  de  Herodíades
         dançou diante dele e muito lhe agradou,   7 - tanto que
         prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. 8
         - Ela, de antemão instruída por sua mãe, disse: "Dá-me,
         aqui mesmo, num prato a cabeça de João Batista!"   9 –
         Esse pedido muito afligiu o rei que, todavia, por  causa
         do juramento que fizera e dos que com  ele  estavam  à
         mesa, ordenou que lhe dessem a cabeça de João.     10 –
         Ao mesmo tempo, ordenou que ao Batista cortassem  a
         cabeça na prisão.    11 - E  a  cabeça  de  João foi trazida
         num prato e dada à moça, que a levou à sua mãe.    12 –
         Os discípulos do Batista vieram, carregaram seu corpo,
         o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus. 

         Marcos: 14 - Ora, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cuja
         fama se espalhara muito, e dizia: "João Batista  ressusci-
         tou dentre os mortos;  daí  vem  que  tantos  milagres  se
         operam por seu intermédio. 15 - Outros, porém, diziam:
         "É Elias!" E outros:  "É um profeta,  igual  a  qualquer dos
         profetas!"    16 - Ouvindo  isso,  disse Herodes:  "Esse  ho-
         mem é  João,  a  quem  mandei  cortar a cabeça e que res-
         suscitou dentre os mortos".   17 - Herodes,  tendo despo-
         sado Herodíades, não obstante ser ela a mulher de Felipe,
         irmão dele, mandara  prender  João,  atando-o  no cárcere,
         por causa dela. 18 - Pois João lhe dizia:  "Herodes, não te é
         lícito possuir a mulher de  teu irmão!"   19 -  Desde  então,
         Herodíades sempre lhe armava ciladas, desejosa  de  fazê-
         lo morrer, o que não conseguia. 20 - Visto que Herodes te-
         mia João, por saber que era  um  varão  justo  e  santo,  e  o
         guardava com segurança.   E, quando  o  ouvia,  ficava per-
         plexo, escutando-o  atentamente.   21 - Afinal,  chegou  um
         dia favorável, o do aniversário de  Herodes,  no  qual  este
         ofereceu um banquete aos grandes da sua corte, e aos tri-
         bunos e aos maiorais da Galileia.    22 - A filha de Herodía-
         des teve entrada, dançou diante de Herodes,  e  de  tal mo-
         do lhe agradou, bem como a  todos  os  que  se  achavam  à
         mesa, ele lhe disse: "Pede-me o que quiseres e eu te darei!"
         23 - E acrescentou, jurando: "Sim, o que me pedires  eu  te
         darei, ainda que seja  a  metade  do  meu  reino!"   24 - Ela,
         quando saiu, perguntou à sua mãe Herodíades: "Que devo
         pedir?" 25 - Esta lhe respondeu: "A cabeça de João Batista!"
         25 - Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o  rei  e
         fez o seu pedido, dizendo:   "Quero que, neste  mesmo  ins-
         tante, me dês num prato a cabeça de  João Batista!"   26 - O
         rei se aborreceu com tal pedido;  mas,  por  causa  do  jura-
         mento que fizera e dos que estavam com  ele  à  mesa,  não
         quis desatendê-lo.  27 - E, enviando logo o  executor,  man-
         dou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o  deca-
         pitou no cárcere,   28 - e,  trazendo  a  cabeça  num prato, a
         entregou, à jovem e esta, por sua vez a  sua  mãe  Herodía-
         des.   29 - Sabendo  do  ocorrido, os  discípulos de João vie-
         ram, levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. 

         Lucas: III: 19 - Herodes, o tetrarca, tendo ouvido de João u-
         ma censura por causa de Herodíades mulher de  Felipe, ir-
         mão dele, e por causa de  todos  os  males  que  fizera   20 –
         juntou a todos os seus crimes o de lançar João  no  cárcere.
         IX:   7 - Herodes, tendo  ouvido falar de tudo o que Jesus fa-
         zia não sabia o que pensar, pois  uns  diziam,   8 - que  João
         ressuscitara dentre  os  mortos,  outros  que  Elias  voltara,
         enquanto ainda outros afirmavam que um dos velhos  pro-
         fetas havia ressuscitado. 9 - Herodes dizia:  "Mandei  deca-
         pitar João Batista! Quem é, pois, esse de quem ouço tantas
         maravilhas?" E ardia por vê-lo.

Aquelas palavras "É ELIAS!" - "É JOÃO BATISTA, QUE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS!" - "É ELIAS QUE VOLTOU!" - "È UM DOS VELHOS PROFETAS QUE RESSUSCITOU!"  ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus; estas outras, que o rumor popular levou Herodes a proferir, falando do Cristo: "Mandei decapitar João Batista! Quem é, pois, esse de quem ouço tantas maravilhas?" - "Esse homem é João, a quem mandei cortar a cabeça!" - "João ressuscitou dentre os mortos!", confirmam a existência, entre os judeus (embora de modo ainda incompleto), da crença na Lei Universal da Reencarnação. Com efeito, os homens não poderiam considerar Jesus como sendo OU ELIAS OU JOÃO BATISTA OU UM DOS ANTIGOS PROFETAS, QUE VOLTARA A VIVER NA TERRA, SENÃO ADMITINDO QUE A ALMA OU ESPÍRITO,  QUER DE ELIAS, QUER DE JOÃO, QUER DE UM DOS ANTIGOS PROFETAS,  REENCARNARA NAQUELE NOVO CORPO QUE - COMO ENTÃO ACREDITAVAM - ERA OBRA HUMANA DE JOSÉ E MARIA, OS QUAIS COMO SABEIS, PASSAVAM POR SER O PAI E A MÃE DE JESUS.

Não vos admireis, portanto, de todas aquelas insistentes palavras de Herodes, tetrarca, filho de Herodes chamado "O Grande". Ele não ouviu falar de Jesus só uma vez; por conseguinte, não fez só uma observação relativamente ao Cristo. As palavras que Lucas registra foram as primeiras que, a tal respeito, Herodes pronunciou e que repetiu em diversas ocasiões.

As que constam das narrativas de Mateus e de Marcos só mais tarde ele as disse e também repetiu em oportunidades diferentes. Quanto ao que se refere à morte de João e às particularidades dessa morte, nenhuma explicação, precisamos dar: é uma simples narração de fatos. 

Notais, apenas, que os Evangelhos segundo Mateus e Marcos se explicam e completam um pelo outro. A filha de Herodíades não podia de antemão, saber qual o efeito que sua dança produziria no rei, nem que este lhe faria um oferecimento. Portanto, só depois que ouviu a promessa do tetrarca, foi consultar sua mãe Herodíades. 

Para dizer a Herodes: "DÁ-ME AQUI, NESTE MOMENTO, A CABEÇA DE JOÃO BATISTA NUM PRATO!" É que fora previamente instruída. Ela havia saído e, depois de contar à mãe não só o efeito que a dança produzira no rei, mas também, o oferecimento que este lhe fizera, lhe perguntou: "Que devo pedir?" E Herodíades prontamente respondeu: "A cabeça de João Batista num prato, neste mesmo instante!"

Esta explicação nós damos para dissipar a dúvida em vosso Espírito, que julgava estar diante de uma "contradição" entre os dois Evangelhos citados. MAS, COMO VOS ALERTAMOS NÃO VOS DETENHAIS NUNCA, ANTE TAIS FUTILIDADES, DESTITUÍDAS DE QUALQUER VALOR!" Na verdade, que importaria que Herodíades tivesse dito a filha, antes ou depois da dança, antes ou depois do oferecimento do tetrarca que pedisse a cabeça do Batista? 

Entendei: HERODÍADES E SUA FILHA HAVIAM ESCOLHIDO TOMANDO CADA UMA A SUA PARTE AQUELA TEMÍVEL PROVA E O MEIO EM QUE DEVIAM SUPORTÁ-LA. Sendo essa prova superior às suas forças, tinham ambas, por isso mesmo, de sucumbir, e sucumbiram. Tendes alguma dificuldade em compreender, que Deus conheça, antecipadamente, quais os que sucumbirão? Pois assim é: sua Infinita Sabedoria, conhecendo a fraqueza do Espírito, prevê a que transviamentos este será levado, no uso do seu livre arbítrio.

Se um dos vossos filhos vos pedir consentimento para desempenhar tarefa superior às suas forças, E SE OBSTINAR NO SEU INTENTO, NÃO PREVEREIS (AO CONCEDER A LICENÇA SOLICITADA) QUE A FORÇA E A PERSEVERANÇA LHE FALTARÃO? MAS, APESAR DISSO, CONDESCENDENDO, QUAL O VOSSO OBJETIVO SENÃO LHE DAR ENSEJO DE APRECIAR, COM JUSTEZA, O SEU VALOR REAL?

Herodíades e sua filha depois daquelas provas a cujo peso faliram, tinham de encontrar (e encontraram) na expiação, mediante novas provações, uma fonte e um meio de purificação e de progresso.




quinta-feira, 23 de julho de 2015


16/12/1970
NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA

P - Diz a sabedoria popular que santo de casa não faz milagre. Lembramo-nos, então, das palavras de Jesus: "Ninguém é profeta sem honra, senão em sua própria terra e dentro de sua própria casa". Como o Espírito da Verdade analisa essas palavras do Mestre?

R - Harmonizemos Mateus, XIII: 53-58 e Marcos, VI: 1-6.

         Mateus: 53 - Tendo acabado de dizer essas parábolas,
         Jesus partiu dali;   54 - e, voltando  ao  seu  país os ins-
         truía nas sinagogas de tal modo que,  tomados  de  ad-
         miração, eles diziam:  "De onde lhe vêm  esta  sabedo-
         ria e estes milagres?   55 - Não é ele o filho  do  carpin-
         teiro?  Sua mãe não é Maria?  Tiago,  José, Simão  e  Ju-
         das não são seus irmãos? 56 - E suas irmãs não vivem
         todas entre nós? De onde, então,  lhe  vêm todas essas
         coisas?"   57 - Assim era que dele  se  escandalizavam.
         Jesus, porém, lhes disse: "Ninguém é profeta sem hon-
         ra, senão em sua terra e dentro de sua  própria  casa".
         58 - E lá não fez muitos  milagres  por causa  da  incre-
         dulidade deles.

         Marcos:  1 - Saindo  dali,  voltou  Jesus  a sua  cidade, a-
         companhado pelos discípulos. 2 - E, chegando o dia de
         sábado,  começou  a ensinar  na  Sinagoga.  Muitos  dos
         que o ouviam, admirando-se da sua  doutrina,  diziam:
         "De onde lhe vieram todas essas  coisas?   Que  sabedo-
         ria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos ope-
         ram tais maravilhas?   3 - Não é ele o  carpinteiro  filho
         de Maria e  irmão  de Tiago, de  José,  de  Judas,  e de Si-
         mão? E, suas irmãs não estão aqui entre nós?"  E  se es-
         candalizavam  dele.    4 - Entretanto,  Jesus   lhes  disse:
         "Nenhum profeta é  humilhado  senão  em  seu país, na
         sua casa e entre os seus parentes". 5 - E lá não pode fa-
         zer nenhum milagre; apenas curou alguns  poucos  do-
         entes, impondo-lhes as mãos.   6 - E se  admirava da in-
         credulidade deles. E continuava percorrendo as aldei-
         as dos arredores, a ensinar.

Relativamente aos que eram tidos por irmãos ou irmãs de Jesus; à maternidade humana da Virgem Maria, à paternidade humana de José - segundo o modo de ver dos homens - já dissemos tudo o que precisáveis saber. Já sabeis de quem é o Filho, pela revelação que vos fizemos, da origem espiritual de Jesus, do modo e das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra; do que foram a gravidez e o parto de Maria; da genealogia do Mestre. Não temos, pois, de voltar a esses pontos.

Versículos 57 de Mateus e 4 de Marcos - dizendo que ninguém é profeta sem honra senão em sua terra e dentro da sua própria casa, tinha Jesus o intento de lembrar aos que o ouviam O CARÁTER E A MISSÃO DE PROFETA QUE OS OUTROS HOMENS LHE DAVAM, pois aqueles - supondo-o um homem como os demais, nas mesmas condições de faculdades e de poderes que eles - se surpreendiam profundamente com a sabedoria da sua doutrina, com as suas palavras, com os seus ensinamentos e COM OS FATOS QUE PRODUZIA E QUE ERAM CONSIDERADOS MILAGRES. Do ponto de vista espiritual, essas palavras de Jesus encerram profunda reflexão filosófica, da mais alta categoria, e tendes verificado pessoalmente o seu valor.

Mateus, 58 - "E lá não fez muitos milagres por causa da incredulidade deles". Não sabeis que a oposição dos Espíritos, encarnados ou não, prejudica a boa influência que se possa exercer? Jesus se o quisesse teria dominado prontamente aquela influência contrária. Mas, que ele conseguiria? Que aqueles Espíritos, voluntariamente cegos, FOSSEM FORÇADOS A VER? ELES, PORÉM, SE OBSTINARIAM EM FECHAR OS OLHOS E, DESDE ENTÃO, PASSARIAM A MERECER CASTIGO MAIS SEVERO. Ora, o Mestre, com a infinita caridade do seu coração, jamais provocou a revolta de qualquer Espírito, a fim de lhe poupar o remorso da falta!

Marcos, 5 - "E lá não pode fazer nenhum milagre; apenas curou alguns poucos doentes, impondo-lhes as mãos". Já dissemos que Jesus "não pode fazer milagres" PORQUE NÃO QUIS EXERCER SUA AUTORIDADE SOBRE OS ESPÍRITOS REBELDES. Portanto, não houve impotência, mas ausência de vontade, o que, aos olhos dos homens, era tido por impossibilidade. NÃO SUCEDE, MUITAS VEZES, EVITARDES FAZER UMA COISA OU FICARDES SEM PODER EXECUTÁ-LA, POR SE APRESENTAR UM OBSTÁCULO QUE NÃO QUEREIS DESTRUIR?

A versão de Marcos é equivalente à de Mateus. Ambos, em termos que pouco difere, exprimem a mesma coisa: Marcos 6 - "E Jesus se admirava da incredulidade deles". É este o modo humano de exprimir a opinião de homens que não viam no Cristo mais que um homem igual aos outros. JESUS NÃO TINHA DE QUE SE ADMIRAR. NEM PODIA ADMIRAR-SE DA INCREDULIDADE DOS QUE O OUVIAM, PORQUE LIA O PENSAMENTO DE TODOS, OBSERVAVA OS INSTINTOS E AS TENDÊNCIAS DOS QUE COMPUNHAM A MULTIDÃO. 

ALÉM DISSO, VIA OS ESPÍRITOS QUE ATUAVAM NELES, GRAÇAS AO LIVRE ARBÍTRIO DE CADA UM, ATRAÍDOS POR AQUELES MAUS INSTINTOS E PAIXÕES INFERIORES: DO CONTRÁRIO, NÃO SERIA O CRISTO DE DEUS.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

15/12/1970
PARÁBOLA DA REDE LANÇADA AO MAR

P - Como estamos estudando as parábolas do Evangelho, queremos focalizar em nosso Posto Familiar a parábola da rede de pesca, principalmente na parte referente à separação dos peixes. Como a interpreta o Espírito da Verdade?

R - Mateus, XIII: 47-52.

         47 - "O reino dos céus, é semelhante a uma rede de
         pescar, a qual, lançada ao mar, apanha  toda   espé-
         cie de peixes. 48 - Quando fica cheia, os pescadores
         a puxam para bordo, onde, sentados, se põem a  se-
         pará-los, deitando os bons nos vasos e lançando fo-
         ra os maus.   49 – Assim  será  no fim  do  mundo: os
         Anjos virão separar  os  maus  do  meios dos justos,
         50 - e os lançarão na fornalha de fogo, onde haverá
         pranto e ranger de  dentes.   51 – Compreendeis  to-
         das estas coisas?" Eles responderam: - Sim. 52 – Je-
         sus, então lhes disse: "Todo escriba instruído acer-
         ca do reino do céus se assemelha ao pai de família,
         que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas".

Não precisamos explicar-vos o símile da pesca: podeis facilmente compreender que se trata do afastamento dos maus e da escolha dos bons. Ele deve ser entendido e explicado, em tudo e por tudo, do mesmo modo por que o foi a parábola do joio. Podeis notar que muitas palavras têm o mesmo sentido. Foram ditas a homens diferentes muitas vezes em ocasiões diversas, mas sempre com o mesmo objetivo.

"Compreendeis todas essas coisas?" - perguntou Jesus aos seus discípulos. E eles responderam: - Sim. Eles haviam compreendido a parábola da pesca tal como lhes foi apresentada, isto é, COMO IMAGEM DA ESCOLHA QUE, POUCO A POUCO SE IRIA FAZENDO ENTRE OS ESPÍRITOS, A FIM DE QUE, NA HORA DETERMINADA, JÁ NÃO HOUVESSE MUITOS ESPÍRITOS REBELDES A AFASTAR.

Disse-lhes, ainda, o Cristo: "Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas". Por escriba designava Jesus o homem mais esclarecido do que as massas e encarregado de espalhar no meio delas as luzes provenientes do tesouro da sua erudição e da sua inteligência. Os escribas eram os sábios daquela época: espalhavam (ou, melhor, tinham o dever de espalhar) a luz! Mas, infelizmente, colocavam debaixo do alqueire. 

"Tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas". Aquele que se serve da Ciência, que recebeu dos tempos antigos, para fortificar e, por assim dizer, tornar recomendável aquilo que ele deseja ver acreditado. Assim, vós outros, modernos discípulos do Cristo, dentro dos limites da vossa instrução, das vossas faculdades, sempre em busca das Verdades Eternas, deveis investigar as crônicas antigas, esmiuçar as lendas dos povos, desencavar os velhos manuscritos - sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos avaros conventos que os possuem - e, armados com os vetustos documentos que possuirdes DEMONSTRAR AOS TÍMIDOS, AOS INCRÉDULOS, AOS PSEUDOS SÁBIOS DO MUNDO PROFANO A ANCIANIDADE E A AUTENTICIDADE DA DOUTRINA QUE PROFESSAIS, SINTETIZADA NO NOVO MANDAMENTO DO SÁBIO DOS SÁBIOS - NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.


terça-feira, 21 de julho de 2015


13/12/1970
TESOURO OCULTO E PÉROLA DE ALTO PREÇO

P - Disse Jesus: "O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo; o homem que o achou o esconde e cheio de alegria por tê-lo achado vai vender tudo o que possui e compra aquele campo". Qual a explicação do Espírito da Verdade para Mateus, XIII: 44?

R - Aquele que recebe a Palavra de Deus se sente tão feliz quanto o homem que acha um tesouro, se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos tão dessemelhantes. Cumpre-lhe encerrar no coração essa FONTE DE RIQUEZAS ETERNAS, esforçar-se por que nenhum dos vícios humanos lhe possa arrebatar o precioso tesouro! 

Vai o homem e vende tudo o que tem: quer isto dizer que ele se despoja dos erros, dos maus instintos, dos maus pendores, dos vícios escravizantes, em suma - DE TUDO O QUE PRENDE A MATÉRIA, como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. E compra o campo; faz para conservar o tesouro espiritual, todos os sacrifícios que a Humanidade exija dele. 

P - Disse ainda o Cristo: "O reino dos céus se assemelha a um negociante que compra belas pérolas; e, achando uma de alto preço, vende tudo o que tem para comprá-la". Que explicação dá a esta passagem do Evangelho segundo Mateus, XIII: 45-46, o Espírito da Verdade? 

R - Esta parábola tem quase a mesma significação a do tesouro oculto. Realmente ela traça a imagem do homem que sinceramente procura a Verdade e que, achando-a, recebendo-a em seu coração, se desembaraça, sem hesitar, de todos os seus erros, de todas as suas fraquezas, de todos os seus maus instintos, de todos os vícios e apetites materiais que, anteriormente, constituíam TODA A SUA RIQUEZA ILUSÓRIA E FUNESTA.

Dela procura desfazer-se, com a maior diligência, empregando todos os esforços por conservar a pérola de alto preço, como o tesouro, é A VERDADE QUE ELE ENCONTROU AO ACEITAR A PALAVRA DE DEUS.

  A DOUTRINA DO CEU   P – Qual a Doutrina do Centro Espiritual Universalista da LBV?   R – Ela unifica, neste fim de ciclo, todos os...